O século XIX foi uma época em que se verificou uma profunda renovação e desenvolvimento em todas as áreas científicas (ciências exactas e ciências sociais) na Europa. A utilização social da ciência através da tecnologia veio melhorar as condições de vida e de conservação da saúde individual e colectiva.
A máquina, o medicamento, o telefone, a fotografia, a vacina, o cinema, a pilha eléctrica, são exemplos de descobertas que estavam ao serviço do bem estar do indivíduo e da sociedade.
Os cientistas portugueses, embora se tivessem mantido actualizados em relação aos avanços da ciência e da técnica, não foram pioneiros em tais matérias devido, certamente, ao atraso industrial do país. A actualização científica fazia-se, em parte, mediante o recurso a viagens de estudo e estágios em laboratórios e outras instituições universitárias europeias. Além disso, criaram-se em Portugal instituições vocacionadas para a formação de cientistas e técnicos e para o estudo e investigação científica (escolas superiores politécnicas, médico-cirúrgicas e de farmácia; Sociedade das Ciências Médicas e de Geografia; Instituto Bacteriológico). O matemático Gomes Teixeira, os médicos Câmara Pestana e Ricardo Jorge, e o botânico Avelar Brotero são alguns dos cientistas portugueses desta época.