Após a guerra civil entre absolutistas e liberais foi preciso recompensar os que tinham dado apoio (militar e financeiro) à causa liberal triunfante e consolidar o novo poder através de uma nova elite política. Foram então concedidos títulos nobiliárquicos a elementos destacados da burguesia, criando-se assim uma nova nobreza. Militares, políticos, negociantes, banqueiros, burocratas, «brasileiros de torna viagem», receberam um título nobiliárquico, sendo o de barão e, mais tarde, o de visconde os mais usuais. A concessão de títulos tornou-se tão vulgar e excessiva que desvalorizava o prestígio que lhe estava associado e a fazia cair no ridículo.
Na sua maior parte, estes nobres de fresca data eram oriundos da grande burguesia comercial e financeira, que se tornou também terratenente ao comprar as terras da coroa confiscadas aos frades. Foi esta nova nobreza que substitui a velha aristocracia miguelista na Câmara dos Pares e que veio, em boa parte, a exercer o poder político.