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Grupos populares urbanos e classe operária -
25/11/2007, 18h05
Devido ao débil desenvolvimento industrial, o sector terciário era o que ocupava a maior quantidade de mão-de-obra activa (cerca de 50%), nos centros urbanos. Esta mão-de-obra repartia-se pelo comércio, pelos serviços e pelos ofícios. Regateiras, floristas, varinas, caixeiros, almocreves, correeiros, barqueiros, ferradores, oleiros, carpinteiros e latoeiros são alguns exemplos da profusão profissional destes grupos populares.
Os operários surgiram com a modernização da indústria, concentrando-se nas grandes unidades fabris existentes, sobretudo, em Lisboa. O seu número, sendo pouco expressivo no conjunto da população activa do país, adquiriu algum significado naquela cidade, principalmente a partir da década de 70. Este grupo social era intensamente explorado pelos capitalistas, vivendo em precárias condições de vida e de trabalho. Analfabeto, inculto, sem direitos cívicos, o operariado, como aliás todo o povo, estava à mercê da exploração da classe dominante e da demagogia dos políticos.
No entanto, através do movimento operário, adquiriu certa coesão, reforçou a consciência de classe e viu satisfeitas algumas das suas reivindicações (aumento de salários, regulamentação do trabalho das mulheres e da segurança no trabalho, criação de tribunais para tratar de conflitos laborais, redução do número de horas de trabalho), ainda que nem sempre as novas regras fossem cumpridas.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
"La conscience est la lumière de l'intelligence pour distinguer le bien du mal"
** Confucius : Philosophe chinois **
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