Decadência da nobreza tradicional -
25/11/2007, 18h04
A nobreza hereditária e terratenente viu-se espoliada de grande parte dos seus rendimentos ao serem abolidos, pelas leis liberais, os privilégios de que gozava. Essa reforma iniciou-se logo na vigência da Constituição de 1822, pela qual a nobreza, para além de sofrer a privação das suas regalias, perdeu o direito de se fazer representar, em cortes, como classe social.
A instauração da Carta Constitucional de 1826 veio repor alguns dos seus privilégios ao inserir, na parte dos direitos individuais, «a garantia da nobreza hereditária e suas regalias» e ao conceder-lhe a maior parte dos lugares da Câmara dos Pares. Apesar disso, esta classe alinhou com D. Miguel na abolição da Carta e na restauração do absolutismo. A velha aristocracia miguelista foi então destituída dos lugares que ocupava na Câmara dos Pares. A nobreza tradicional, ao perder o seu poder económico e ao ser afastada da vida política, foi declinando progressivamente, apenas persistindo o prestígio que o seu nome representava.