Actividades financeiras e organização bancária -
25/11/2007, 17h59
A banca nasceu, em Portugal, logo após a revolução liberal, crescendo a partir de então. Esse crescimento foi lento nos primeiros tempos, mas mais intenso a par do crescimento económico promovido pela Regeneração.
Apesar de terem surgido também pequenas casas bancárias, foram os grandes bancos que realizaram as principais operações de financiamento, revelando uma tendência para a concentração bancária. Preferiu-se, no entanto, emprestar o dinheiro a juros, modalidade que permite lucros elevados e rápidos, a aplicá-lo na produção, investimento menos rendoso devido ao atraso do país. Fizeram-se empréstimos ao Estado e às grandes companhias monopolistas formadas sob a protecção do próprio Estado, as quais, por sua vez, emprestavam a pequenas companhias. O jogo especulativo acabou por ultrapassar a real capacidade produtiva do país.
De 1870 a 1890, a banca continuou a sua orientação para a concentração e a especulação financeira; no entanto, desempenhava, cada vez mais, um papel determinante no desenvolvimento material do país, quer através da aplicação directa de capitais nas actividades económicas, quer pela concessão de empréstimos destinados ao seu fomento.
Depois da crise financeira de 1891, a banca tendeu a recompor-se, adaptando-se gradualmente às verdadeiras capacidades da economia, moderando a sua febre especulativa e lutando contra a desvalorização monetária a que fora sujeita. Continuou a verificar-se concentração bancária, em prejuizo dos pequenos bancos.