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Le virtuel m'habite...
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A Vila-Francada -
25/11/2007, 17h58
A restauração da monarquia absoluta espanhola, levada a cabo por um exército estrangeiro, fortaleceu a oposição absolutista ao regime liberal português, e forneceu-lhe a oportunidade de se revoltar. Quando dois regimentos fiéis à Revolução de 1820 seguiam de Lisboa em direcção à fronteira, para protegerem o país de um eventual ataque vindo de Espanha, os comandantes rebelaram-se e aguardaram a vinda do infante D. Miguel, em Vila Franca de Xira. A 27 de Maio de 1823, D. Miguel juntou-se a eles, declarou-se contra a ordem estabelecida e dirigiu um manifesto aos portugueses em que desaprovava e repudiava o regime liberal vigente. Seguiu depois para Santarém, onde teve uma forte adesão militar e social. A 30 de Maio, o rei D. João VI instalou-se em Vila Franca, assumiu a chefia do movimento e ordenou ao filho rebelde que se lhe apresentasse.
Entretanto, em Lisboa, as Cortes Extraordinárias suspenderam os seus trabalhos a 2 de Junho, protestando contra a sublevação e jurando "Liberdade ou morte" e a "Constituição sem alterações". Mas o rei, uma vez senhor da situação, adoptou uma posição conciliadora: nomeou D. Miguel comandante-chefe do exército e não consentiu represálias. No fundo, D. João VI cedia à esquerda e à direita. Reintegrava a rainha D. Carlota Joaquina, dissolvia as cortes, libertava presos políticos, fixava os limites ao poder do infante D. Miguel, criava uma comissão para censura dos escritos, proibia as sociedades secretas, criava uma comissão para elaborar um novo texto constitucional e outra para o exame das leis emanadas das extintas cortes. Além de tudo isto, iniciou negociações com o Brasil, tendo em vista a recuperação do projecto político de união.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
"La conscience est la lumière de l'intelligence pour distinguer le bien du mal"
** Confucius : Philosophe chinois **
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