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A revolução liberal de 1820 -
25/11/2007, 17h56
A 24 de Agosto de 1820, deu-se no Porto um pronunciamento militar de carácter liberal, em que participou um significativo número de negociantes e magistrados. A 15 de Setembro, foi a vez de os liberais de Lisboa se sublevarem, expulsando os regentes do reino e constituindo um governo interino. Entretanto, os revolucionários liberais do Porto marcharam a caminho de Lisboa. A 28 de Setembro, em Alcobaça, os dois movimentos fundiram-se, elegendo, depois, uma Junta Provisional do Governo Supremo do Reino. Esta junta teria a seu cargo a administração pública e constituiria uma outra, a Junta Provisional Preparatória das Cortes, por sua vez dividida em duas comissões: a da convocação das cortes e da discussão das matérias a abordar. Pretendia-se, nomeadamente, organizar eleições para as Cortes que iriam elaborar a Constituição do Reino; salvaguardar a Dinastia de Bragança, fazer regressar de imediato o rei D. João VI a Portugal e levá-lo a jurar a futura constituição ; impedir a dominação inglesa, expulsando do país Beresford e os generais ingleses; elaborar e promulgar a constituição, instrumento legal destinado a desmantelar as estruturas do Antigo Regime ( absolutismo ) e a lançar as bases da construção do novo regime ( liberalismo ); salvaguardar a "Santa Religião"; e obter o reconhecimento, a nível nacional e internacional, da legitimidade do governo e do regime liberais.
A 24 de Agosto de 1820, deu-se no Porto um pronunciamento militar de carácter liberal, em que participou um significativo número de negociantes e magistrados. A 15 de Setembro, foi a vez de os liberais de Lisboa se sublevarem, expulsando os regentes do reino e constituindo um governo interino. Entretanto, os revolucionários liberais do Porto marcharam a caminho de Lisboa. A 28 de Setembro, em Alcobaça, os dois movimentos fundiram-se, elegendo, depois, uma Junta Provisional do Governo Supremo do Reino.
A revolução foi fruto do descontentamento social, devido à crise económica e política a que chegara Portugal sob o regime absolutista. Teve um reconhecimento generalizado em todo o país e grangeou forte adesão popular, sobretudo em Lisboa.
Foi, no entanto, a burguesia que esteve no cerne do movimento, motivada pelo ideário liberal, mas também pela ambição política e pela defesa dos seus interesses.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
"La conscience est la lumière de l'intelligence pour distinguer le bien du mal"
** Confucius : Philosophe chinois **
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