No dia 9 de Setembro de 1836, desembarcaram em Lisboa, vindos do Porto no vapor Napier, os deputados oposicionistas nortenhos, partidários da constituição de 1822, entre os quais os irmãos Manuel e José da Silva Passos. A aguardá-los estavam a Guarda Nacional e milhares de populares, que os receberam festivamente com foguetes e bandas de música. Em certo momento, ouviram-se vivas à constituição de 1822 e morras à Carta Constitucional. Organizou-se, depois, um cortejo pelas ruas da cidade até ao Paço da Rainha, a quem se pediu a proclamação da Constituição vintista, ainda que com as modificações julgadas convenientes. Pretendiam os adeptos da ala radical do liberalismo, para além do restabelecimento do texto de 1822, a obrigatoriedade de todos os funcionários públicos o jurarem, a redução das despesas públicas e a moralização da vida administrativa. Os batalhões da Guarda Nacional, tal como os três regimentos aquartelados em Lisboa que tinham sido chamados para pôr cobro ao motim, juntaram-se aos populares. Impotente para dominar a situação, o governo demitiu-se. A rainha nomeou um novo governo favorável aos revoltosos, restabeleceu a Constituição de 1822 e convocou novas Cortes Constituintes para aprovarem uma outra constituição, que veio a lume em 1838. O governo que mediou a reinstauração da Constituição de 1822 e a convocação das Cortes Contituintes teria como figura forte Passos Manuel. O ministro começou por contrair empréstimos internos e instituir um modo menos polémico na venda dos bens nacionais, de maneira que seis meses depois do governo ter entrado em funções, o défice orçamental tinha sido reduzido para cerca de metade. Acusado de ditador e com uma base de apoio cada vez mais diminuta, Passos Manuel abandonaria o governo a 1 de Junho de 1837. Para trás deixava um país mais pacificado, livre das guerrilhas miguelistas que tão eficazmente reprimiu, e dos bandos de salteadores que actuavam por todo o país.