|
Le virtuel m'habite...
Déconnecté
Messages: 2 660
Date d'inscription: mars 2005
Localisation: Pas loin...
Âge: 30
|
A primeira guerra civil -
25/11/2007, 17h50
Depois de liquidada a revolta militar que eclodiu no Porto, em Maio de 1828, D. Miguel passara a reinar, sem problemas, em todo o território. Permaneciam, no entanto, dois focos de resistência liberal ao poder absolutista: um, constituído pelos milhares de exilados que se encontravam em França e em Inglaterra; e o outro, localizado na ilha Terceira (Açores), que se revoltara e passara para o campo liberal.
A 7 de Abril de 1831, D. Pedro abdicou da coroa brasileira em favor de seu filho de cinco anos, D. Pedro de Alcântara, veio para a Europa e solicitou o auxílio das cortes europeias onde existiam, então, governos liberais mais radicais. Partiu depois para os Açores e, ao chegar à ilha Terceira, proclamou-se regente do reino e nomeou um governo liberal. Confiou a Fazenda e a Justiça a José Xavier Mouzinho da Silveira, que prontamente empreendeu um plano de reformas legislativas de grande importância para acabar de vez com o Antigo Regime. Entre essas medidas contavam-se a extinção de alguns conventos, a restrição dos morgadios, dos dízimos, dos direitos senhoriais, das portagens e das alcavalas, e a reestruturação da administração e do sistema tributário.
A ajuda dos países europeus permitiu a D. Pedro organizar uma armada com cerca de 8000 homens e mais de 50 navios, comandada por um almirante inglês. Em meados de 1832, a expedição liberal partiu dos Açores, em direcção a Portugal.
Desembarcou a norte da cidade do Porto, perto do Mindelo, sem enfrentar qualquer resistência. No primeiro combate com o exército miguelista, que reunia 80 000 homens, as hostes liberais sofreram uma derrota e retiraram, em debandada, para o Porto. A cidade foi então cercada pelo exército realista até 1833, colocando os liberais, com o passar do tempo, numa situação desesperada. A resistência da população da cidade, durante mais de um ano, foi fundamental para o triunfo dos partidários do liberalismo.
Em meados de 1833, os liberais enviam uma expedição ao Algarve, comandada pelo duque da Terceira, com o intuito de aliviarem a pressão sobre o Porto e abrirem, no sul, outra frente de combate. A expedição desembarcou perto de Monte Gordo, sem encontrar resistência. Na mesma altura, a esquadra do almirante Napier, ao serviço da causa liberal, que do Porto se deslocara também para sul, derrotou a armada miguelista no Algarve, junto ao cabo São Vicente.
Conquistado o Algarve, e apoiado por Napier, ao longo da costa, o duque da Terceira decidiu atravessar o Alentejo a caminho de Lisboa e entrou na cidade a 24 de Julho de 1834, que encontrou abandonada, depois de derrotar uma hoste realista, perto de Almada. D. Pedro e o governo liberal instalaram-se na capital. D. Miguel, por sua vez, instalou-se em Santarém, com a intenção de aí organizar a ocupação de Lisboa, mas as forças realistas foram sucessivamente derrotadas nos combates que travaram para reconquistar a capital, para defender as posições que mantinham no Ribatejo e para manter diversos núcleos de resistência dispersos. Nas batalhas de Almoster e de Asseiceira, as tropas liberais, comandadas, respectivamente, pelos duques de Saldanha e da Terceira, infligiram pesadas derrotas aos absolutistas, obrigando D. Miguel a retirar para Évora. Ante um exército destroçado, desorientado e pouco motivado para continuar a luta por uma causa perdida, os generais miguelistas, reunidos em conselho, em Évora, optaram, maioritariamente, pela rendição, propondo que se pusesse termo à guerra.
\\\|///
\\ - - //
( @ @ )
______________________OOo-(_)-oOOo_____________________
"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
"La conscience est la lumière de l'intelligence pour distinguer le bien du mal"
** Confucius : Philosophe chinois **
|