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A independência do Brasil -
25/11/2007, 17h43
O Brasil, sobretudo ao tornar-se a sede da monarquia, durante o período em que lá residiu o rei D. João VI (de 1808 a 1821), atingiu um franco desenvolvimento económico e uma larga autonomia administrativa e cultural. A abertura dos portos à navegação estrangeira (1808), a liberdade de estabelecimento de indústrias e a elevação à categoria de reino (1815) foram factores decisivos para o seu progresso material e político. As instituições administrativas, económicas, financeiras e culturais de que, entretanto, se foi munindo, fizeram dele um Estado moderno.
Na sequência da revolução de 1820, as Cortes Constituintes obrigaram D. João VI a regressar à metrópole e criaram legislação que visava recolonizar o Brasil. Ordenaram também o regresso do príncipe D.Pedro, que D. João VI deixara no Brasil como regente, a pretexto de concluir a sua educação na Europa. Os brasileiros, que tinham recebido com entusiasmo a implantação do regime liberal em Portugal, mostraram-se descontentes com as medidas anti-brasileiras das Cortes Constituintes e insurgiram-se contra o regresso de D. Pedro, que aclamaram «Defensor Perpétuo do Brasil». D. Pedro decidiu ficar no Brasil, em desobediência às cortes, e, a 7 de Setembro de 1822, junto do riacho Ipiranga, em S. Paulo, proclamou a célebre frase: «Independência ou Morte!». Foi coroado, pouco depois, Imperador Constitucional do Brasil . Portugal, no entanto, só reconheceu a independência do Brasil a 15 de Novembro de 1925. A abertura dos portos brasileiros à navegação e comércio estrangeiros significou o fim do Brasil como base essencial da economia portuguesa.
Durante os anos que ainda durou a sua dependência da metrópole, para compensar os comerciantes portugueses por estas pesadas perdas, restringiu-se-lhes o comércio da Ásia e o comércio interno do Brasil, mas a partir de 1822 nem isso seria já possível. Além disso, o eterno conflito entre os latifundiários herdeiros dos primeiros donatários e os seus interesses fisiocráticos e os recém-imigrantes, na sua maioria mercadores e funcionários do Estado, com interesses mais comerciais, só deitou mais achas para a fogueira da independência.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
"La conscience est la lumière de l'intelligence pour distinguer le bien du mal"
** Confucius : Philosophe chinois **
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