A crise financeira e económica de 1891 -
25/11/2007, 17h40
A partir de 1873 aumentou, progressivamente, o valor das importações em relação ao valor das exportações, dando origem a uma elevada dívida comercial. Esta situação resultava do facto de a produção interna portuguesa ser fraca e de as nossas exportações se basearem, quase exclusivamente, em produtos agrícolas, os quais, durante a segunda metade do século XIX, sofreram uma quebra nas vendas, provocada pelo aumento da concorrência internacional.
Entretanto, as remessas de dinheiro, enviadas pelos nossos emigrantes do Brasil e que serviam para saldar a dívida permanente de Portugal aos países industrializados, diminuíram no final do século XIX. Por outro lado, no orçamento do Estado as receitas eram inferiores às despesas, criando uma situação de défice orçamental. As despesas cresciam cada vez mais, em virtude da política económica levada a cabo pela Regeneração. Gastava-se muito dinheiro em obras públicas, com a expansão colonial e com a educação. Para cobrir as despesas, recorreu-se a empréstimos (estrangeiros e nacionais), aumentando a dívida pública. Por tudo isto, em 1890-91 o país entrou numa grave crise económica, e o Estado abriu falência.