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A assistência -
25/11/2007, 17h35
No século XIX, as classes desvalidas ocupavam o último lugar da escala social e alastravam pelo país como uma chaga difícil de sarar. Sem meios de subsistência, estes indigentes dependiam da caridade pública ou da assistência oficial e particular. Enjeitados, órfãos, velhos, viúvas, estropiados, desempregados, proletários, doentes, deficientes, alienados, presos, mendigos, vagabundos, mereceram da parte do poder constitucional uma protecção e assistência empenhadas.
O Estado passou a ter um papel bastante significativo na assistência aos desvalidos e despendeu um imenso esforço no combate à doença, na protecção aos desamparados e incapazes, na tentativa de eliminação da mendicidade, vagabundagem e ociosidade através da repressão, do socorro, da educação ou do trabalho, conforme os casos. Para isso, instalou casas de correcção, de roda, creches, dispensários, lactários, asilos de infância, hospitais pediátricos, sanatórios, manicómios, asilos de mendicidade, penitenciárias... A ajudá-lo nesta espinhosa tarefa tinha a Igreja, indivíduos particulares, as misericórdias, outras irmandades e confrarias e as associações de socorros mútuos. Esta era, contudo, uma missão ingrata, uma vez que, não se combatendo as causas sociais da pobreza, ela remanescia sempre, desdobrando-se em múltiplas frentes que reclamavam recursos em grande parte inexistentes.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
"La conscience est la lumière de l'intelligence pour distinguer le bien du mal"
** Confucius : Philosophe chinois **
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