A abolição da escravatura foi fruto, essencialmente, da ideologia liberal e da modernização da economia, e teve na Grã-Bretanha a sua principal defensora. Na sequência de um acordo estabelecido com este país (1815), Portugal, em 1836, proibiu a importação e exportação de escravos nas colónias portuguesas ao sul do equador. A despeito da oposição dos traficantes, e não obstante os prejuízos causados à economia ultramarina, Portugal, a partir daí, desenvolveu um processo de libertação progressiva dos escravos no qual o visconde Sá da Bandeira teve um papel decisivo. Por fim, a 23 de Fevereiro de 1869, decretou-se a extinção da escravatura em todos os domínios portugueses.