Era crença popular que D. Sebastião regressaria, alguma vez, para tomar o trono de Portugal, visto que não fora identificado seguramente o seu cadáver na batalha de Alcácer Quibir. Deste modo, corriam os boatos que davam como certa a sua prisão em Marrocos ou em Espanha, o que permitiu que alguns farsantes se apresentassem como D. Sebastião.
A esperança messiânica no regresso de um salvador da pátria, que seria o rei desaparecido, foi acentuada com a oposição ao poder dos Filipes e com a existência de uma literatura panfletária e histórica que defendia a independência nacional com base em alegadas intervenções divinas nos destinos do país. Quer o sebastianismo, quer o messianismo, viriam a ter ecos profundos na cultura e na literatura portuguesas.