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Le virtuel m'habite...
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Filipe II de Espanha como rei de Portugal -
25/11/2007, 16h40
As forças de Filipe II, comandadas pelo duque de Alba, rapidamente chegariam à capital do reino, travando uma batalha junto à ribeira de Alcântara com o frágil exército que à pressa fora reunido por D. António, prior do Crato. Após a rendição das principais cidades do Alentejo, de Setúbal e das fortalezas da costa de Lisboa por acção conjugada do exército e da armada espanholas - esta última comandada por Álvado de Bazan -, foi eficaz o combate contra o exército de D. António, que saiu estrondosamente derrotado.
Filipe II convocou então cortes para Tomar, que se iniciaram a 16 de Abril no convento de Cristo, com a presença dos representantes dos três estados. Todos os domínios portugueses declararam reconhecer Filipe II como rei de Portugal. A única excepção seria a ilha Terceira, cabeça dos Açores e as ilhas centrais deste arquipélago, que seguiram D. António. Travou-se então a batalha de Salga, entre a armada castelhana, comandada por D. Álvaro de Bazan e as forças terceirenses, comandadas pelo conde de Torres Vedras, D. Manuel da Silva. Os invasores desembarcaram na povoação de Salga e foram perseguidos por gado bravo que os da terra soltaram, desmantelando-se desta maneira as forças filipinas. Dias depois, a mesma armada desembarcou na baía de Angra, desencadeando as maiores torturas e saqueando bens e obras de arte até à rendição total dos portugueses.
Nas cortes de Tomar salientou-se D. António Pinheiro, brilhante orador e bispo de Leiria, que tranquilizou os presentes quanto às intenções de Filipe II para Portugal. De facto, a 18 de Abril foi afixado o édito de perdão geral para os seguidores de D. António, com excepção daqueles que se mantinham ocultos na clandestinidade.
As cortes terminaram com a redacção dos juramentos dos vinte e cinco capítulos, normas através das quais o rei espanhol tentava captar simpatias e atenuar susceptibilidades portuguesas. Comprometia-se - e em larga medida cumpriu -, entre outras coisas, a manter usos, costumes e privilégios, a língua portuguesa em documentos oficiais e a permanecer em Portugal o máximo de tempo que pudesse, processando-se mesmo a educação do príncipe em Lisboa.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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