 |
|
|
|
|
Le virtuel m'habite...
Déconnecté
Messages: 2 660
Date d'inscription: mars 2005
Localisation: Pas loin...
Âge: 30
|
A actividade musical -
25/11/2007, 16h32
A inexistência de uma corte em Lisboa, entre 1580 e 1640, conduziu, tal como em outros domínios da vida cultural, a um empobrecimento da actividade musical, sobretudo no que se refere à prática da música profana e ao desaparecimento natural da capela real. Deste modo, foram as catedrais, de que salientamos a de Évora, e algumas outras instituições religiosas que mantiveram intensa actividade musical em todos os domínios: construção de instrumentos, ensino, produção teórica, composição e, naturalmente, prática musical, quer coral, quer instrumental. A edição de partituras fazia-se em Lisboa, na casa do impressor Pedro Craesbeck, ou em Amesterdão, quando este ali se fixou, figurando como mecenas o duque de Bragança, D. Teodósio II e por vezes ordens religiosas. A corte, estando em Madrid, não patrocinava a edição de música portuguesa.
O peso das capelas musicais das instituições religiosas e das catedrais no panorama musical da época explica o predomínio da música religiosa sobre a profana, em particular da polifonia vocal e das obras para tecla, sobretudo para órgão sem pedaleira, não significando, contudo, que a música profana tenha desaparecido do repertório dessas instituições. Em 1540, o cardeal D. Henrique tinha dotado a sé de Évora de uma boa capela musical, pelo que contratou cantores e instrumentistas diversos. Em 1575, convidou o compositor Manuel Mendes para o cargo de Mestre capela da claustra. Excelente compositor («Canticorum», a sua mais famosa obra, é marcada por acentuado lirismo e notável escrita contrapontística) e notável pedagogo, Manuel Mendes formou um largo número de discípulos, que vieram a ocupar os postos de maior prestígio nas instituições musicais portuguesas e também em catedrais espanholas, tal como frei Manuel Cardoso, Duarte Lobo e Filipe de Magalhães, entre outros. Igualmente significativa foi a capela do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, caracterizada por uma escrita polifónica inovadora e pelas obras monódicas com instrumento obrigado. D. Pedro de Cristo, D. Pedro da Esperança e D. Gabriel de S. João, os mais importantes compositores que ali trabalharam, escreveram indiferentemente música religiosa e profana, consoante as exigências da ocasião a que esta se destinava.
Em 1609, o duque de Bragança, D. Teodósio II, instituiu o Colégio dos Santos Reis Magos. Este tinha como objectivo preparar os meninos de coro que deveriam engrossar a capela ducal, em Vila Viçosa, com a intenção de igualar ou superar a capela real. A capela ducal conseguiu tornar-se famosa pela qualidade dos músicos e pela modernidade do seu repertório, muitas vezes importado de Itália, como o comprova o Catálogo da Livraria de D. João IV. Foi entregue a direcção ao compositor inglês Robert de Tornar, igualmente mestre do pequeno D. João e do futuro compositor João Lourenço Rebelo.
\\\|///
\\ - - //
( @ @ )
______________________OOo-(_)-oOOo_____________________
"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
"La conscience est la lumière de l'intelligence pour distinguer le bien du mal"
** Confucius : Philosophe chinois **
|
|
|
|
| Outils de la discussion |
|
|
| Modes d'affichage |
Mode linéaire
|
Règles de messages
|
Vous ne pouvez pas créer de nouvelles discussions
Vous ne pouvez pas envoyer des réponses
Vous ne pouvez pas envoyer des pièces jointes
Vous ne pouvez pas modifier vos messages
Le code HTML peut être employé : non
|
|
|
|
 |