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Le virtuel m'habite...
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Definição do território português -
23/11/2007, 23h39
D. Afonso Henriques (1139-1185), ao mesmo tempo que assegurava por via diplomática (tratado de Zamora e bula papal) o reconhecimento da independência do reino de Portugal, continuava a grande ofensiva contra os muçulmanos.
A 15 de Março de 1147, entrou na cidade de Santarém, famosa pela sua abundância e cuja posse facilitava a conquista de Lisboa. De facto, em Julho do mesmo ano já cercava a cidade (cerco que durou 17 semanas) e, com o auxílio dos cruzados vindos do Norte da Europa, conquistou-a a 14 de Outubro de 1147.
Conquistadas duas tão importantes cidades, o rei prosseguiu as suas expedições e conquistou Sintra, Almada e Palmela, fortalezas importantes para a defesa de Lisboa. Ficava assim garantido, definitivamente, o domínio do vale do Tejo, que foi fortificado por uma linha de castelos.
O rei D. Afonso Henriques continuou as suas expedições para Sul, fazendo doações aos cruzados que ficaram em Portugal, à Ordem dos Templários e aos monges cistercienses, que receberam grandes domínios para colonizarem (em Alcobaça). Os Templários ficaram, a partir daí, encarregados da defesa de Santarém e Lisboa, de modo a evitarem as investidas dos muçulmanos, vindos agora de leste. Apoiado neste estratégica defesa, o rei pôde continuar as suas campanhas. Em 1158 ou 1160, tomou Alcácer do Sal.
Quando, em 1185, morreu D. Afonso Henriques, a Reconquista chegara já completamente ao Alentejo e tinham sido tomadas as importantes cidades de Évora e Beja. D. Sancho I (1185 - 1211), depois de aclamado rei, concentrou todos os seus esforços no reforço da defesa e no recomeço da ofensiva. Continuou, tal como o pai, a fazer importantes doações às ordens militares que protegiam o território português dos ataques muçulmanos, principalmente a Ordem de Santiago (Almada, Palmela, Alcácer do Sal).
Em 1189, mais uma vez com a ajuda de cruzados, foi atacado o castelo de Alvor, preparando a conquista da poderosa cidade de Silves, a 3 de Setembro de 1189. Em 1190, iniciou-se um longo período de crise que durou até ao reinado de D. Afonso III e que ficou marcado por sucessivas incursões dos muçulmanos no território já conquistado, tendo sido perdidas muitas das terras conquistadas no Alentejo.
Com as numerosas expedições levadas a cabo por D. Sancho II (1223-1248), foram conquistadas sucessivamente Elvas e Juromenha (1229), Moura e Serpa (1232), Aljustrel (1234), e Mértola (1240).
Com D. Afonso III (1248-1279) terminou a conquista do Algarve: Faro (1249) e toda a região do Oeste algarvio (1250) passaram a ser controladas pelos cristãos<3722.
Grande parte das conquistas no Alentejo e no Algarve não foram feitas directamente pelo rei, mas pelas ordens militares, principalmente pelos cavaleiros de Santiago. As fronteiras portuguesas, fixadas a sul no reinado de D. Afonso III, foram delimitadas a leste (com Leão e Castela) no reinado de D. Dinis, com o tratado de Alcanises (1297). A nova linha de fronteira, com excepção de Olivença, manteve-se inalterável até aos nossos dias.
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