Condições naturais do território português -
23/11/2007, 23h36
Portugal constituiu-se como estado independente no contexto da Reconquista Cristã, movimento longo e lento em que os cristãos foram recuperando terras ocupadas pelos muçulmanos desde o início do século VIII.
As diferenças geográficas e as diferentes formas de ocupação do território nacional levaram a que no norte atlântico se desenvolvesse predominantemente um regime senhorial, com uma nobreza poderosa, e a que no centro e sul se desenvolvesse, predominantemente, uma forte organização concelhia apoiada pelo próprio rei.
O território português não apresenta características que nos permitam afirmar a existência de uma individualidade geográfica. Esta diversidade nota-se perfeitamente se confrontarmos o norte com o sul do país: o norte é mais montanhoso e no sul predominam as planícies; no norte, o clima é de influência atlântica, com maior pluviosidade e temperaturas mais suaves; já o sul sofre a influência mediterrânica, com amplitudes térmicas maiores e pluviosidade muito reduzida; a vegetação natural predominante no norte são as árvores de folha caduca (castanheiro, carvalho, ulmeiro), enquanto no sul são maioritárias as árvores de folha perene (sobreiro, azinheira, loureiro, pinheiro-manso). Estas diferenças levaram o geógrafo Orlando Ribeiro a distinguir três grandes «conjuntos geográficos» em Portugal: Norte Atlântico, Norte Interior e Sul Mediterrânico.