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Discussions générales, on parle de tout et de rien ... Discussões gerais, fala-se de tudo e de nada...
PORTUGAL IMPERIO? JA NAO ES IMPERIO..QUE FIZERAM DE TI....
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Re : PORTUGAL IMPERIO? JA NAO ES IMPERIO..QUE FIZERAM DE TI.... -
26/05/2009, 20h13
ola eu quiere falar con tigo porque eu nao sabe muinto falar portugues y me quere aprender
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Re : PORTUGAL IMPERIO? JA NAO ES IMPERIO..QUE FIZERAM DE TI.... -
27/05/2009, 12h34
COMMENT DES CAPITAUX CHINOIS
ONT PROFITE DE LA PERTE DE NOS PROVINCES ULTRAMARINES
POUR MIEUX PENETRER L ECONOMIE DE NOS ANCIENNES PROVINCES OU COLONIES
MOZAMBIQUE ANGOLA GUINEE BISSAU
ET MIEUX FAIRE DES ALLIANCES EN CREANT DES BANQUES D AFFAIRES ET EN FAISEANT MAIN BASSE SUR CE QUE LES PORTUGAIS AVAIENT LAISSER COMME GRANDES ENTREPRISES
"TENTATIVE DE CONTROL OU CONTROL DE SOCIETES STRATEGIQUES"
COMME DES SOCIETE BANCAIRES OU PETROLIERES OU PRODUCTRICES D ENERGIE COMME LE BARRAGE DE Cahora Bassa AU MOZAMBIQUE (HCB) UNE DES PLUS GRANDES AU MONDE FAIT PAR LES PORTUGAIS
Moçambique para todos: Almeida Santos quer ver encerradas negociações sobre Cahora Bassa
Almeida Santos quer ver encerradas negociações sobre Cahora Bassa
Concluída transferência da Hidroeléctrica de Cahora Bassa para Moçambique
Ministério das Finanças e da Administração Pública
Gabinete do Ministro de Estado e das Finanças
Portugal e Moçambique concluem processo de transferência de controlo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa
As delegações de Portugal e Moçambique concluíram ontem, em Maputo, a operação de reversão e transferência de controlo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) para as autoridades moçambicanas, na sequência do Memorando de Entendimento assinado em Lisboa, a 2 de Novembro de 2005 e do Protocolo firmado em Maputo, a 31 de Outubro do ano passado.
Concluída transferência da Hidroeléctrica de Cahora Bassa para Moçambique
Com a assinatura dos instrumentos finais necessários à conclusão da referida operação, prevista no Protocolo de 1975, os dois Governos projectam o futuro do relacionamento entre os dois países, assente no estreitamento dos laços de cooperação agora reforçados pelos entendimentos alcançados nos domínios hidroeléctrico e energético.
Portugal permanece como accionista da HCB, com uma participação de 15% do capital social, através da qual manterá presença no Conselho de Administração da empresa com a designação de dois administradores, um dos quais, com funções executivas.
MOZAMBIQUE
Le bras armé de Stanley Ho
Un homme d'affaires chinois, enrichi dans les casinos à Macao, a créé un fonds d'investissement à Maputo pour prendre des parts dans HCB.
Le bras arm de Stanley Ho - Mozambique - La Lettre de l'Ocean Indien
A Geocapital, de Stanley Ho, Ferro Ribeiro e Almeida Santos, com 49 por cento, e a Moçambique Capitais, uma sociedade formada por 218 investidores moçambicanos, com 51 por cento, são as duas entidades accionistas do MOZABANCO, constituído com um capital social de cerca de 10 milhões de euros.
bem vindo à Edição Online do Jornal do Crédito
Geocapital de Stanley Ho entra no capital de Cahora Bassa
Geocapital de Stanley Ho y Almeida Santos "antigo ministro da justiça !"
Zambézia Online - Geocapital de Stanley Ho entra no capital de Cahora Bassa
A sociedade, à frente da qual se encontra o gestor luso-caboverdiano Ferro Ribeiro
afrol News - Mozambique: La presa hidroeléctrica de Cahora Bassa y su negocio
Quedan los 900 millones de dólares de los que a Portugal le gustaría verse resarcido y que el ministro de Finanzas de Lisboa remata con la categoría contable de “costes irrecuperables” y con otra de carácter político: el empresariado portugués pasa a tener derecho preferencial en los negocios energéticos en Mozambique, concretamente en la apetecible Central Norte de Cahora Bassa.
Técnicamente se trató de una operación de reducción de capital con la disminución de posición accionista. Aparentemente, Bruselas no deberá interferir en la operación contable si ésta es pacífica en términos de déficit de las cuentas públicas de Portugal
MERCOSUL & CPLP: Cahora-Bassa, Sonangol, Geocapital e Eximbank marcaram o ano de negócios lusófono africano
afrol News - Mozambique: La presa hidroeléctrica de Cahora Bassa y su negocio
Les Afriques | La Guinée-Bissau vient de signer avec la compagnie Geocapital | le journal de la finance Africaine - Afrique Economie Bourse Banque Assurance Investissement
18-07-2008
La Guinée-Bissau vient de signer un accord de principe avec la compagnie Geocapital, une société spécialisée en matière de biocarburants et dont le siège se trouve à Macau, en Chine, pour la production de biocarburants.
A Geocapital, com sede em Macau e de propriedade de Stanley Ho, magnata dos cassinos, e do investidor português Jorge Ferro Ribeiro, anunciou no princípio deste mês um investimento nos próximos dez anos de US$ 40 bilhões na produção de biocombustíveis em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.
PÁGINA UM: 29-06-2008 - 06-07-2008
Geocapital de Stanley Ho, Ferro Ribeiro e o advogado Almeida Santos.
A Moçambique Capitais detém 51% no Moza Banco, contra 49% da Geocapital.
http://www.open.ac.uk/technology/moz...ics/d99077.doc
Com um capital social de 10,2 milhões de euros (cem milhões de dólares de Hong Kong), esta sociedade financeira tem como accionistas Stanley Ho (directamente e através da Shun Tak, STFDM e Banco Seng Heng), com o cargo de presidente do conselho de administração, de fundos de investimento chineses e ainda de Ferro Ribeiro, que assegura a presidência executiva da sociedade.
Almeida Santos é o presidente da assembleia geral, que conta ainda com três administradores, um dos quais Silveira Botelho, com ligações à Fundação Champalimaud.
Os investimentos da Geocapital serão desenvolvidos directamente ou em consórcio com empresas chinesas (estatais ou privadas, consoante os projectos).
Geocapital, de Stanley Ho, compra Banco da África Ocidental
Alípio Dias, ex-administrador do BCP, vai trabalhar em empresa de Stanley Ho
O banqueiro assume funções na Geocapital, sociedade dominada por Stanley, onde Almeida Santos tem cinco por centoO ex-administrador do BCP Alípio Dias voltou ao activo, para assumir funções de topo na Geocapital
O ex-presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, assegura uma posição que rondará, segundo os dados mais recentes, os cinco por cento do capital.
A holding, liderada por Jorge Ferro Ribeiro - também accionista -, tem interesses em várias zonas geográficas, em especial em mercados de expressão portuguesa, como Portugal, Angola, Moçambique, Guiné e Brasil. Em Portugal, Stanley surgiu já esta semana a anunciar que tinha mais de dois por cento do BCP, onde mantém grande entendimento com a petrolífera angolana Sonangol, o maior accionista (ao lado da Eureko) da instituição portuguesa. Para além do BCP, Stanley está presente na EDP, Portline e Alta de Lisboa. Controla ainda a Estoril Sol, proprietária dos casinos do Estoril e de Lisboa, empresa onde trabalhou o actual CEO do BCP, Carlos Santos Ferreira.
Radar Angola - Alípio Dias vai assumir funções de topo na Geocapital
cache:HefAuSTOs9 - Google Search
gJ: http://www.open.ac.uk/technology/moz...&hl=fr&ct=clnk
The Zambezi Valley Planning Office (GPZ) has set up a company, in partnership with Chinese and Portuguese business interests, with the main purpose of attracting Chinese investment to central Mozambique.
The new company is named Zamcorp, and 55 per cent of its initial capital of half a million US dollars has been put forward by the Mozambican state through Sogir, the business arm of the GPZ. Geocapital, a company owned by the Macau magnate Stanley Ho and by his Portuguese associate Jorge Ferro Ribeiro, holds 35 per cent, and the remaining ten per cent belongs to Mozacapital, which consists mainly of private Mozambican investors.
for a recent visit to Bissau by Ho's lawyer and business partner Almeida Santos. ... Santos had a central role in the creation of Mozacapital, ... Mozacapital, as a shareholder of Mozacorp, alongside Geocapital
macaudailyblog.com/macau-property/there-is-no-stopping-for-stanley-ho/ - 41k
Macau Casino Tycoon Stanley Ho Wants Casino on Caravela Island | Macau Daily Blog and News
http://www.mcli.co.za/newsletters/Da...%20Clips12.pdf
According to a report in "Mediafax" on 17 April, the head of the GPZ, Sergio Vieira, becomes the chairman of the board of Zamcorp.
The chairman of the Zamcorp general meeting is prominent Portuguese lawyer, Antonio Almeida Santos.
ZAMCORP official, Almeida Santos,
said "whether you like it or not, China is the future"
with the former Portuguese colony of Macau, now a special administrative region of China, as privileged platform for deepening economic relations between the People's Republic of China and Mozambique
CPI MOZAMBIQUE INVESTORS INTELLIGENCE
He is a senior figures in the Portuguese Socialist Party, and was once speaker of the Portuguese parliament.
Zamcorp intends to promote a visit to the Zambezi Valley later this year by major Chinese companies.
Ferro Ribeiro declared that the former Portuguese colony of Macau, now a special administrative region of China, "is a privileged platform for deepening economic relations between the People's Republic of China and Mozambique"
Mozambique News Agency - AIM Reports
OU PAR LE RACHAT DE PARTS DES GRANDES SOCIETES HOLDINGS BANCAIRES OU DE COMBUSTIBLES QUI SONT TRES IMPORTANTES POUR L ECONOMIE DE CES PAYS
Offensive de la China Exim Bank en Afrique de l’Ouest
Les Afriques | Offensive de la China Exim Bank en Afrique de l’Ouest | le journal de la finance Africaine - Afrique Economie Bourse Banque Assurance Investissement
Geocapital
Contituído como parceiro estratégico, a Geocapital estabeleceu recentemente várias parcerias estratégicas nos diferentes países da CPLP, com destaque para o sector financeiro e nos recursos naturais. Possui parcerias com o Banco da África Oriental (BAO) na Guiné Bissau, Banco Privado Atlântico (BPA) em Angola, a petrolífera Sonangol e detém uma importante participação no Banco Comercial Português (BCP) e na Eléctrica portuguesa, a EDP. Lembre-se que o BCP é o maior accionista do moçambicano millenniun bim, onde detém 66,67%.
O Moza Banco, com o capital social de 15 milhões de dólares, foi concebido como instrumento empresarial para a realização de investimentos no quadro da singularidade histórica que faz de Macau uma plataforma privilegiada para a cooperação económica entre a China e os Países e Territórios de Expressão Portuguesa.
Its strategic partner in Moza Banco, with the remaining 49 per cent is the Macau-based company, Geocapital. This was set up by the billionaire Stanley Ho as a vehicle for investments in members of the Community of Portuguese Speaking Countries (CPLP). Ho made his fortune in the gaming industry, and held a monopoly on gambling in Macau for 35 years. Forbes magazine ranks him as the 104th richest individual in the world.
Las Vegas ne lui fait pas peur
84 ans, Stanley Ho, le roi des casinos de Macao, consolide sa fortune. Et ce n’est pas l’arrivée des boss américains du jeu qui le fait trembler. Portrait d’un très habile négociateur.
Stanley Ho vient de mettre en vente la résidence qu’il possède à Cascais [le Deauville portugais, près de Lisbonne]. Le magnat souhaite ainsi se défaire une fois pour toutes de ses dernières superstitions. La fin de la construction de cette superbe demeure date en effet de 1999, année de la rétrocession de Macao à la Chine
Almeida Santos, ancien président de l’Assemblée de la République portugaise, qui est devenu son associé l’an dernier en acquérant 5 % de Geocapital, une société créée dans le but d’encourager les investissements chinois au Mozambique, en Angola et au Cap-Vert.
Las Vegas ne lui fait pas peur
Stanley Ho conserve des liens étroits avec le Portugal, le pays qui est à l’origine de sa fortune. Le quartier général du casino Estoril [sur la côte lisboète] n’est pas très éloigné de la résidence qu’il possède à Cascais et des deux autres maisons qu’il a offertes à deux de ses femmes, reproduisant ainsi le modèle mis en place à Hong Kong : habiter assez près, mais pas tous ensemble. Cependant, au-delà des maisons de jeu qu’il y exploite, le Portugal représente pour Stanley Ho une nouvelle opportunité, un levier pour la mondialisation de ses affaires. Car l’actuel gouverneur de Macao, Edmund Ho [sans liens de parenté avec Stanley], est en train de faire de ce petit territoire de 27 km2 la plaque tournante de l’exportation des investissements chinois vers les pays lusophones d’Afrique, l’Angola et le Mozambique en tête. Stanley Ho a précisément créé Geocapital pour permettre à des groupes privés chinois de s’installer dans les pays de langue portugaise. En avançant ses pions en Afrique
Las Vegas ne lui fait pas peur
Macau, 09 Dez
A Geocapital, liderada pelo magnata dos casinos de Macau Stanley Ho e duas empresas moçambicanas assinaram hoje em Macau a criação da Zambcorp, uma joint-venture para o desenvolvimento do Vale do Zambeze.
O acordo, assinado pela Geocapital, Sogir - Sociedade de Gestão Integrada de Recursos -, e a Mozacapital, uma sociedade financeira que pretende constituir-se em 2006 como o primeiro banco de investimento de Moçambique, foi assinado em Macau na presença do Chefe do Executivo Edmund Ho.
A Zambcorp, segundo o acordo, ficará responsável pela "prospecção, detecção e recenseamento das oportunidades de aproveitamento económico dos recurso naturais da zona de inserção geográfica do rio Zambeze onde se integra, designadamente a barragem de Cahora Bassa".
A joint-venture surge em consequência de um memorando de entendimento assinado em Setembro entre a Geocapital e o Gabinete do Plano de Desenvolvimento do Vale do Zambeze O memorando aponta para uma actuação "concertada no aproveitamento económico de recursos naturais, nos domínios da energia hidroeléctrica e térmica, do carvão, gás, da agro-indústria, do transporte ferroviário, portos, minerais ferrosos e não ferrosos, imobiliário e turismo".
O acordo assinado por Stanley Ho, Ambrose So e Ferro Ribeiro, em representação da Geocapital, e por Sérgio Vieira, do Gabinete do Plano de Desenvolvimento da Região do Zambeze prevê ainda a identificação e indicação de empresas da China e desta região geográfica com capacidade económica para a exploração dos recursos daquela região moçambicana.
Almeida Santos, presidente da Assembleia-Geral da Geocapital, disse após a assinatura do acordo que "concretizava hoje um velho sonho" com o "primeiro passo de uma longa caminhada" que permitirá o desenvolvimento do Vale do Zambeze uma região "riquíssima" de oportunidades e muito bem estudada e documentada.
Almeida Santos disse também que neste projecto Macau aparece com o capital para o estudo e desenvolvimento de uma região com todas as potencialidade e deu como exemplo os mais de 3 milhões de hectares de terra irrigável que pode assumir um potencial enorme.
Além do antigo presidente da Assembleia da República Portuguesa, intervieram ainda Stanley Ho, Ferro Ribeiro e Sérgio Vieira que salientaram o papel de Macau na ligação entre a China e os países de língua portuguesa, neste caso com Moçambique.
O Vale do Zambeze, com 225.000 quilómetros quadrados tem a reserva de água mais significativa da região austral do continente africano, possui a maior reserva de hidroenergia do subcontinente localizada em Cahora Bassa, possui condições para resposta às necessidades nacionais de produção de cereais, fibras têxteis, oleaginosas, proteínas vegetais, florestas renováveis, carnes, peixe e produtos minerais.
No Vale do Zambeze existem ainda 5,5 milhões de hectares propícios para a agricultura irrigada, pecuária, silvicultura, ecoturismo e outras actividades.
AgroNotícias - Geocapital aposta no desenvolvimento do Vale do Zambeze em Moçambique
Stanley Ho, vient de créer une joint-venture sous le nom de Zambcorp pour ... Antonio Almeida Santos (ex-président du Parlement portugais) est le ... Project Manager du Maputo Development Corridor
INVESTISSEMENT - Depuis les casinos de Macao jusqu'au Mozambique - Mozambique - La Lettre de l'Ocean Indien
21708E ALBANO SILVA CASE: PROSECUTION APPEALS
Jorge Ferro Ribeiro
Riche homme d'affaires de Macao, Stanley Ho s'est allié à son représentant au Portugal, Jorge Ferro Ribeiro, pour créer Geocapital, une firme au capital de 10 millions €.
Jorge Ferro Ribeiro - Mozambique - La Lettre de l'Ocean Indien
LA LETTRE DE L'OCEAN INDIEN N°1138
MOZAMBIQUE/PORTUGAL
C. Jorge Ferro Ribeiro
Carlos Jorge Ferro Ribeiro, of mixed race (Portugal and Cape Verde), had been a member of Almeida Santos's cabinet while the latter exercised the functions ...
Secretary of State for Decolonization: Jorge Ferro Ribeiro ...
OS ARTISTAS PORTUGUESE
LES ARTISTES PORTUGAIS
PSITACÍDEOES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA"
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almeida santos o advogado dos grandes capitalistas
Recorda que nunca cobrou um tostão aos africanos e teve clientes como Samora Machel: «Ganhei dinheiro, mas foi com os europeus.»
DOCUMENTOS DO IMPÉRIO
ANTÓNIO DE ALMEIDA SANTOS 1949 SEU LIVRO Coimbra em África
DOCUMENTOS19
Regressou a Portugal em 1974, a convite do então Presidente da República, António de Spínola. Foi Ministro da Coordenação Interterritorial dos I, II, III e IV Governos Provisórios com o estatuto de Independente. No VI Governo Provisório ocupou também o lugar de Ministro da Comunicação Social. No I Governo Constitucional tinha a seu cargo a pasta da Justiça. Filia-se, então, no Partido Socialista.
Foi ministro adjunto do Primeiro-Ministro no II Governo Constitucional. Desempenhou um papel determinante na primeira Revisão Constitucional em 1982. Foi Ministro de Estado e dos Assuntos Parlamentares, no Governo do Bloco Central, PS e PSD.
Nas Eleições Legislativas de 1985, encabeça a lista do PS como candidato a Primeiro Ministro, mas é derrotado por Cavaco Silva. Volta a ter de novo um papel preponderante na Revisão Constitucional de 88/89.
A partir de 1990, volta a destacar-se na direcção do PS, integrando o Secretariado Nacional. Em Outubro de 1995 é nomeado para o cargo de Presidente da Assembleia da República. Integrou o Conselho de Estado de 1985 a 2002.
Ocupa o cargo honorário de Presidente do Partido Socialista desde 1992.
membro da Maçonaria Portuguesa, sendo elemento de grau 33 (grau máximo da Maçonaria).
Em seu livro "Que Nova ordem Mundial?", António defende ardentemente a Nova Ordem Mundial e Globalizacão e propõe soluções que envolvam a globalizacão da política além do comércio. No comunicado de imprensa diz:
“ "Perante a globalização da vida social, económica e das comunicações, a resposta só poder ser uma, segundo Almeida Santos: a globalização da política. Não podemos ficar de braços cruzados, importa agir antes que seja tarde. E, se há uma desordem global, é necessário estabelecer uma ordem global. Ou seja, uma Nova Ordem Internacional
DOCUMENTOS19
Alguns dos títulos publicados, por ordem alfabética:
SEUS LIVROS
7 x Abril Pela Santa Liberdade
Até que a Pena me Doa
Avisos à Navegação
Civismo e Rebelião
Coimbra em África
Com Ironia e Sumo de Limão
Contos do tempo do Ódio
Corpo de Delito
Do Outro Lado da Esperança
Ensaio sobre o Direito de Autor
Já Agora!..
Os Mal Amados
Paixão Lusófona
Pare, Pense e Mude
Picar de Novo o Porco
Por Favor, Preocupem-se
Quase Memórias (do Colonialismo e da Descolonização)
Quase Retratos
Quinze meses ao serviço da Descolonização
Rã no Pântano
Teoria da Imprevisão
Textos Políticos
Virtuosa Sensaboria
Vivos ou Dinossauros
e mais o livro que intitula se : que nova ordem mondial?
que grande mestre iluminado é este homen !
o illuminati mestre mor de portugal
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA
GRANDE REPORTAGEM – 20.11.2004 Pedro D’Anunciação
Moçambique para todos: António Dias da Cunha comenta as referências ao Eng. Jorge Jardim inseridas no livro «Quase Memórias»
Antonio Almeida Santos + Pesquise neste site : Rollyo
The Portuguese armed forces and the ... - Google Recherche de Livres
"C'est un consultant juridique portugais représentant le groupe chinois Stanley Ho (LOI nº1134) qui a accompagné récemment au Mozambique le président du Partido Socialista Portugues (PSP), Almeida Santos, pour débattre de l'avenir du barrage hydroélectrique de Cahora Bassa. (...) "
Moçambique para todos: Jorge Ferro Ribeiro
The rich businessman from Macao, Stanley Ho, has joined forces with his agent in Portugal, Jorge Ferro Ribeiro, to create Geocapital, a company capitalised at 10 million euros. This firm will enable private Chinese groups to establish in Portuguese-speaking countries, beginning with Mozambique.
Stanley Ho is the chairman of the Geocapital board, while Ferro Ribeiro is the executive chairman. Ribeiro, 49, of mixed race from Cape Verde, worked in the Portuguese ministry for international coordination from 1974 to 1975 under the then Minister, Antonio Almeida Santos. An eminent lawyer and former socialist Speaker of the Portuguese Parliament, Antonio Almeida Santos is also part of Stanley Ho’s inner circle. He became his partner in 2006 by acquiring 5% of Geocapital, whose general meeting he chairs.
INDIAN OCEAN NEWSLETTER - 20.01.2007
guetali sadc: Angola: Stanley Ho’s Geocapital enters Angolan bank market
Angola: Stanley Ho’s Geocapital enters Angolan bank market
Thématique : angola
2008-10-24
Geocapital
has entered the Angolan financial market in partenrship with state oil company Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), the company’s chairman and shareholder, Jorge Ferro Ribeiro told Portuguese financial newspaper Diário Económico.
Geocapital, a Macau-based investment holding company started in 2007 and comprised of partner investors Stanley Ho and Jorge Ferro Ribeiro
For that, said Ferro Ribeiro, a company called Geopactum was set up, in which a majority stake – 50.01 percent is in the hands of two Sonangol subsidiaries, Banco Privado Angolano (BPA) and Global Pactum, the oil group’s insurer, and Geocapital has kept the remaining 49.9 percent.
According to Ferro Ribeiro the deal also includes Geocapital taking a stake in Banco Privado Atlântico (BPA), a process that is expected to take place simultaneously with that of Millennium bcp, as a result of an agreement recently signed between BCP and Angola – in which BCP sold 49 percent of Millenium Angola to Sonangol (29.9 percent) and BPA (20 percent).
The date and details of Geocapital’s involvement in BPA’s capital have yet to be defined (direct sale of shares or capital increase).
Diário Económico said however that Geocapital’s stake or that of Geopactum was likely to be identical to that of Millennium bcp, of around 10 percent, and that it would be finalised by the end of the year, with the fact that Stanley Ho himself already owning a direct and indirect stake in BCP of 3 percent, having some influence.
Geocapital, first entered the banking sector in Guinea BIssau where in 2007 it acquired a majority stake in Banco da África Ocidental (BAO), the country’s largest financial institution.
Six months later, it went into Mozambique by launching Moza Banco, which is 51 percent owned by Moçambique Capitais – a company owned by 250 local investors – and 49 percent by Geocapital
Mozambique: Better than expected results lead Moza Banco to accelerate expansion [ 2009-05-11 ]
MacauHub
Maputo, Mozambique, 11 May – Moza Banco, the Mozambican bank partly owned by Geocapital, is to accelerate expansion plans given the better than expected results for the first year of activity.
Even before the end of the first year, Moza Banco has achieved all the targets set out for the first 2 to 3 years, namely positive cash flow and sustained operational profits, according to Africa Monitor newsletter.
The bank’s chief executive, Ianete Merali, recently revealed to macauhub in Maputo that the bank had achieved profits of US$700,000 between December 2008 and February this year.
Launched in June 2008, the new Mozambican bank’s main shareholders are Moçambique Capitais (51 percent), a holding led by Prakash Ratilal made up of around 220 Mozambican investors, and Stanley Ho's Geocapital, in partnership with businessman Jorge Ferro Ribeiro, with 49 percent.
The newsletter also states that, given the results it had achieved so far the bank would expand its expansion plans to the whole of Mozambique.
The bank is working on opening new branches throughout the country, the priority being on the cities of Nampula, Nacala, Tete and Mozambique’s financial capital Maputo where the bank is based.
At the same time, it has signed a memorandum of understanding with the Bank of China, which allows the customers of the Mozambican bank to perform operations in Asian and Middle Eastern markets.
Customers of the Bank of China, one of the world's biggest financial institutions, will be able to perform transactions in Mozambique, via Moza Banco.
Moza Banco is intended for corporate and private banking, with a particular focus on agriculture, bio-fuels and energy, as well as on projects linked to the development of the Zambeze Valley.
It has already been involved in a financial operation between China’s Eximbank and a large Mozambican business group to acquire agricultural machinery and equipment.
China has become an important partner for Mozambique and last year was the second biggest investor in the country after South Africa, with direct investments of over US$75 million in 2008.
Also, Mozambique has benefitted from Chinese credit for several areas, including the infrastructures sector, notably for the modernization work at Maputo international airport and the construction of the national stadium near Maputo.
Headquartered in Macau and with an important operational base in Lisbon, Geocapital has been increasing its presence in the financial sector of Portuguese-speaking countries at a brisk pace.
After Guinea Bissau in 2007 and Angola and Mozambique in 2008, this year should see its entry into Cape Verde’s financial sector with the acquisition of the 27 percent stake held by Portuguese Montepio Geral in Cape Verde’s most important bank, Caixa Económica.
Geocapital also bought Guinea Bissau’s Banco da Africa Ocidental (BAO) in 2007 from Montepio Geral, which is now in the process of increasing its capital stock five-fold to 8 million Euros and expanding its branch network.
In 2007, the two businessmen negotiated in the acquisition of Montepio’s stake in the Banco de Desenvolvimento e Comércio, though the deal did not go through.
The result was the creation of a new financial institution, with local partners: Moza Banco.
The production of biofuels from the cultivation of jathropha is equally central to Geocapital’s investment plans in Portuguese-speaking African countries.
The project in Guinea Bissau is the furthest advanced and Geocapital is currently looking to include other partners.
In all Portuguese-speaking countries, Ho and Ferro Ribeiro have announced they plan to invest close to US$40 billion in the development of biofuels by 2018. (macauhub)
COMMENT ILS VONT SE SERVIR DE L AFRIQUE
POUR PRODUIRE MASSIVEMENT DES RESERVES EN BIO DIESEL
EN PRODUISANT MASSIVEMENT DES PLANTES GRASSES COMME DU RICIN
au détriment de laisser les terres pour nourrir les populations affamés
Geocapital, a Macau-based investment holding company started in 2007 and comprised of partner investors Stanley Ho and Jorge Ferro Ribeiro, is in negotiations with the Government of Cape Verde to install a biofuels research and development center on the African archipelago, Portugal’s Lusa news agency recently reported.
The pair hopes to take advantage of Cape Verde’s experience producing biofuels from jatropha, a crop that yields ten times the output of corn plants. Jatropha-based biofuel is considered one of the best candidates for future biofuel production, and has already been successfully tested as a substitute for jet fuel in commercial airplanes. The poisonous seed has a long history as a fuel source: in the early 1900s, it was exported to France and Portugal for use in streetlamps.
Ho and Ribeiro plan to plant jatropha in Guinea-Bissau and Mozambique, where they also own biofuel production facilities, later this year, and start producing the biofuels within two or three years.
Ho hopes to become one of the world’s top investors in biofuels, pledging nearly US$40 billion over the next ten years in biofuel production throughout Portugese-speaking countries. According to his firm’s estimates, Geocapital’s production is expected to reach 14 million tons per year within 10 to 15 years, roughly one-tenth worldwide production.
As long as oil prices remain at their current levels, however, Ho’s biofuel play alone will not soon restore him from his current ranking of #703 on the Forbes billionaires list, to within the top 150, where he previously reigned. Perhaps he should consider drafting a “Ho Plan” for Hong Kong, or China, just to be safe.
http://sustainablog.org/2009/04/07/w...ased-biofuels/
Macaulogia: Fórum de Estudos sobre Macau ????? ?????: Empresário de Macau Stanley Ho de olhos postos na Guiné-Bissau
leafman said on April 8th, 2009 at 10:45 pm
For political reason Mr. Stanley Ho will become China’s agent to manipulate World Biofuel production. For instance, Li Ka Shing demonstrated as China’s agent for worldwide harbour management via Hutchison Whampoa Ltd.
chumroen Bnechavitvilai said on April 17th, 2009 at 1:39 am
This is a great surprise that the heavy weight invester like Ho group will be entering into the Jatropha plantation project.
Currently there are still many unknown factors for the captive managed plantation of this eenrgy crop.
None can provide the hard fact with testimonial support of the real productivity secured yield of this plant.
Only any speculation and estimation without the academic study
Accrding to the current situation and technology in jatropha plantation.It is imposisble to be econimical viable in comemrcial scale.
The high labor intensive for this crop without any possible mechanical equipments especially the manual hand pick in harvesting.
There is not doubt that Jatropha will be able to yield the Crude Vegetable Oil which is best among all other candidtaes for energy purpose.
The question is the cost to have the CJO from Jatropha will be econmical viable or not due to the relatively very low yoeld (now) and the high labor cost involved in teh cultivation.
I am wonder how Mr Stanley Ho would enter into this ebergy crop without the areness of these key issues.
Macau News - Geocapital wants to open biofuels research centre in Cape Verde
Macau, China, 27 Mar - Geocapital, a Macau-based investment holding company, is in negotiations with the Government of Cape Verde to install a biofuels research and development centre on the African archipelago, Portugal's Lusa news agency reported on Thursday.
Jorge Ferro Ribeiro, one of the shareholders of Geocapital, said that the holding company wants to take advantage of Cape Verde's experience in producing jatropha, a crop that will be used in Africa to produce green fuels.
Geocapital, which has recently acquired a stake in Caixa Económica de Cabo Verde, owns biofuels production facilities in Guinea Bissau and Mozambique.
"The planting of this crop in Guinea-Bissau and Mozambique is expected to start at the end of 2009 or start of 2010, which will allow biofuels production to start in two or three years," said Ribeiro.
The production plans for these African countries will follow a philosophy of controlling the whole value chain, which implies building industrial refinery facilities adapted to the size of the plantations, Ribeiro said.
The businessman also told Lusa that the Cape Verde R&D centre will have a historical reference point due to the fact that at the start of last century this African country was a significant producer and exporter of jatropha to France and Portugal, where it was used for street lighting.
Ribeiro also said that there are still jatropha plantations in Cape Verde and this is why Geocapital signed an agreement with Portugal's Institute for Tropical Scientific Research in Lisbon, for biofuels production research.
"Geocapital has a very strong and relevant position" in Portuguese-speaking countries, and it is also "analysing an investment in the financial sector in East Timor," said Ribeiro, who is casino magnate Stanley Ho's partner in Geocapital.
In 2008, Ho and Ribeiro announced that it plans to invest close to US$40 billion over the next decade in biofuels production in all Portuguese-speaking countries.
Ambrose So, Stanley Ho's right-hand man, recently said that the biofuels project involves the planting of "tens of thousands" of square kilometres in Angola, Mozambique and Guinea-Bissau.
Production should begin within two or three years, reaching 14 million tons per year within 10 to 15 years, equivalent to 10 percent of worldwide production.
(MacauNews)
22-11-2004
ALMEIDA SANTOS - Estou a escrever um livro sobre a descolonização
Estou a escrever um livro sobre a descolonização, e haverá lá algumas surpresas», diz Almeida Santos, numa conversa sobre os seus tempos livres.
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA:
Moçambique para todos: António Dias da Cunha comenta as referências ao Eng. Jorge Jardim inseridas no livro «Quase Memórias»
SARMENTO PIMENTEL , ou uma geração traída
Do jornalista Norberto Lopes, coloquei agora na BIBLIOTECA DO MACUA o livro "SARMENTO PIMENTEL ou uma geração perdida", com uma primeira edição em 1976, herói de muitas guerras e lutador da liberdade.
Debruçando-se sobre o 25 de Abril, afirma:
"P. — Os militares fizeram o 25 de Abril. Honra, lhes seja. Não podemos deixar de lhes estar gratos por isso. Mas parece-lhe que es*tavam preparados para governar?
R. — Não estavam. Não tinham planos elabora*dos. Não tinham ideias assentes. Muitos tinham am*bições políticas que não esconderam mais tarde. É um desastre sempre que eles tomam conta do Poder. Foi assim no 28 de Maio. É assim em todas as oca*siões em que pretendem governar.
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA:
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
Dernière modification par duarte1 ; 27/05/2009 à 12h48.
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Re : PORTUGAL IMPERIO? JA NAO ES IMPERIO..QUE FIZERAM DE TI.... -
27/05/2009, 13h07
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
15-06-2004
A DESTRUICAO DE 5 SECULOS DE RAZAO DE VIDA DE UM PAIS A SUA EXPANSAO PELO MUNDO
Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: 400 MIL EX-COMBATENTES RECEBEM EM SETEMBRO de 2004
HERNANI E LINDOLFO MONTEIRO
(ou a vã glória daqueles que brincam com a vida alheia)
Lindolfo Monteiro, de cima dos seus 1,84 metros de altura e 100 quilos de peso, depois de ter aberto a porta do seu gabinete, tenso e sério, atirou de chofre as palavras, que recalcadas no seu íntimo, aguardavam a presença de uma pessoa amiga, para extravazarem a tristeza, a revolta, a incompreensão da profunda injustiça que desabava agora para cima dos seus ombros :
- Diz-me Neves Pinto, o que vês em frente de ti ? Diz-me lá ... Um empresário que tanta gente gaba ? Que tantas firmas, empregos e desenvolvimento criou para o futuro desta terra ? Uma pessoa inteligente, com visão, um verdadeiro empresário, que sabe fazer e acautelar os seus investimentos ? -
O seu amigo fitava-o, também sério, sem dizer uma palavra, parado à sua frente. E ele continuou :
- Eu digo-te,... estás a ver o maior burro da Zambézia, isso sim é o que está à tua frente. -
Sentaram-se os dois, de olhares vazios dirigidos para partes diferentes da sala, evitando-se, de lágrimas contidas. E em profundo silêncio, para ali ficaram aqueles dois, desbravadores de terras e condutores de homens, de bravura impar, sem saberem o que mais dizer um ao outro.
Monteiro & Giro, Lda. era tida na Zambézia, como uma firma de sucesso, e olhada com admiração.
Iniciada em 1926, contava agora em 1975, nove firmas associadas, interligadas em serviços e produção de utilidade, para os seus oito estabelecimentos comerciais de alta qualidade e supermercados, espalhados por todo o território de Moçambique.
Proprietária de 40.000 hectares de terras, dos quais 4.000 plantadas com chá, era já considerada o maior produtor mundial nesse sector. Com onze fábricas a laborar, dezenas de plantações diversas, explorações de pecuária já com um efectivo de 23.000 cabeças de gado bovino, aviários, oficinas de reparações de automóveis, agências de turismo, e um Hotel de luxo, o célebre Hotel Chuabo, empregava na altura 14.300 pessoas.
Por sua vez Hernani Neves Pinto, Lda. Tinha desenvolvido a sua actividade, a 210 Km de Quelimane, bem no coração da Zambézia, junto a Mocuba, "onde todos os caminhos se cruzavam e a Zambézia se abraçava", como fazia lembrar a placa de cerâmica colocada à entrada da vila.
Tinha sido uma opção, se assim se poderia dizer, uma vez que dera continuidade ao início já feito pelo meu avô Alfredo Sarmento Pimentel, numa região conhecida como,..."o cimitério dos brancos". Essa fama advinha das muitas mortes dos que para ali tinham ido trabalhar, proveniente da mais grave doença tropical, a malária.
O tipo de comércio desta firma era o oposto à do seu amigo.
Levar todos os bens de primeira necessidade à interioridade e de lá escoar os produtos agrícolas que os seus naturais produziam, para os vender junto das grandes cidades do litoral, constituíam o seu objectivo.
O meu pai, sentado no gabinete do seu amigo
Lindolfo, com quem tantas vezes se encontrava nas suas vindas a Quelimane, onde trocavam ideias ligadas às suas vidas empresariais, bem entendia o que o outro lhe estava a transmitir.
Na verdade este tinha-lhe tirado as palavras da sua boca. Ele sim era quem mais se podia recriminar e era este o sentimento que queria transmitir ao vir ao seu encontro. Não conseguia compreender como era possível estar agora na situação em que estava.
Mas nesta dimensão havia um maior agravamento para ele, pois tinha sido avisado de que isso lhe aconteceria, há muitos anos por Frei José, um secerdote franciscano amigo, e há bem pouco tempo pelo tio da sua mulher, o capitão João Maria Sarmento Pimentel, residente no Brasil.
Após o 25 de Abril, o Partido Socialista fez a primeira reunião da sua cúpula directiva, chefiado pelo Dr. Mário Soares, em casa desse tio da minha mãe, na cidade de S.Paulo no Brasil.
No assentar de ideias e estratégias, foram estabelecidas as linhas mestras pelo qual esse Partido se iria reger para o futuro. No que respeitava às Províncias Ultramarinas, a decisão foi a da sua entrega urgente, imediata e incondicional aos Partidos Políticos que faziam a guerra no Ultramar. Nem mais, nem menos, essa era a prioridade que interessava.
Eis que esse meu tio—avô escreve de imediato uma carta aos meus pais, na qual lhes relatava as circunstâncias que exigiam a nossa saída de imediato de Moçambique. A carta terminava com um aviso : - "Fujam depressa daí !" -
E que fez o meu pai ? ...Depois de ter lido a carta, virou-se para a minha mãe e disse-lhe : - Olha, lê esta carta do teu tio do Brasil, e guarda—a nas tuas coisas. Como é possível que possa escrever o que aqui vem ?!!! -
A situação em que agora, um e outro se encontravam, era algo fora da capacidade de entendimento e previsão.
Há quinhentos anos que a roda do desenvolvimento iniciada pêlos portugueses, nos descobrimentos, tinha sido posta em movimento. A inércia dessa roda exigia uma força tremenda para tão pouca gente, mas tinha sido posta em movimento, e, na década de sessenta, a sua velocidade era estonteante.
A construção civil, as estradas, os embriões de fábricas, as escolas, tudo ia aparecendo a um ritmo que a todos contagiava. Todos viam desabrochar em Moçambique, um segundo Brasil em embrião.
Mas um outro factor pesava mais que tudo para o amor que estes homens dedicavam a esta terra. Era a sua identidade, a sua personalidade.
Os grandes espaços a perder de vista, a liberdade com que o seu clima permitia o vestir despretencioso das suas gentes, a fauna selvagem, os seus frutos sumarentos de uma doçura extrema, e principalmente as suas gentes, cordatas, de grande afabilidade.
O entusiasmo contagiante, no assistir ao desenvolvimento das cidades, portos, aeroportos, ao rasgar das estradas alcatroadas, o suor do rosto no trabalho do dia após dia, o nascer, casar e enterrar dos entes queridos, fazia com que ninguém questionasse o investimento de todas as suas economias naquela terra.
Para todos era impensável uma independência nos moldes em que esta mais tarde se viria a dar.
O Estado Português garantia que aquela parcela era e seria sempre portuguesa.
Mas, os portugueses que lá viviam, tinham a consciência de que, para um território com aquela dimensão, e com o desenvolvimento a que se assistia, não o seria possível manter naquela realidade política.
Mas agora, com a independência dada na pessoa de um Partido Político, a Frelimo, estava-se a assistir à concretização do seu ideário marxista-leninista, e às promessas de aliciamento oferecidas aos guerrilheiros que nas fronteiras tinham feito a guerra: " a mulher e a casa do branco ".
Depois da independência, todos os passos foram dados neste sentido, e os portugueses, que queriam adoptar agora a nova independência, constatavam o profundo logro em que tinham caído.
Primeiro, obrigaram-lhes a investir todas as suas economias nessa terra, dizendo-lhes que era portuguesa, e por isso não as podiam transferir para o continente, e depois,...disseram-lhes o contrário, e,...abandonaram-nos à sua sorte.
Lindolfo Monteiro, Hernani Neves Pinto, e largas centenas de pessoas ficaram então na miséria e tiveram que regressar ao país de origem, pois lhes nacionalizaram todos os seus bens.
A história se encarregará de repor tudo nos seus lugares, porque factos são factos, e contra eles de nada vale a retórica.
As casas, prédios, herdades, lojas, fábricas, hotéis e belas cidades, espalhadas por Moçambique, são a prova de que as pessoas que as fizeram, aí colocaram o seu enlevo, as suas esperanças, aí queriam viver e morrer.
Não são esses os merecedores da ignomínia, mas sim aqueles que de tudo os espoliaram, mais os que concorreram para isso.
Ë pois justo perguntar, para quando esses responsáveis políticos, poderão vir a estar sentados no banco dos réus, e responsabilizados por tanta miséria e morte que ocasionaram, por sua expressa vontade ?
Ë vê-los, bem de vida, cheios de mordomias, a distribuir elevados pensamentos de sapiciência laica, bem vestidos nos seus mantos de cordeiro, chamando de bem, ao mal que fizeram.
Se uma América do Sul o pode fazer a um Pinochet, qual a razão para que isso esteja vedado a um país da União Europeia, que se advoga paladino dos direitos humanos ?
Gondomar, 2004/05/17
João Maria Neves Pinto
P.S.: O título e o destaque são da minha responsabilidade
Fernando Gil
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: 400 MIL EX-COMBATENTES RECEBEM EM SETEMBRO de 2004
05-06-2004
400 MIL EX-COMBATENTES RECEBEM EM SETEMBRO de 2004
CORREIO DA MANHÃ-2004-04-23
Durão Barroso anuncia primeiros pagamentos
400 MIL EX-COMBATENTES RECEBEM EM SETEMBRO
A partir do próximo mês de Setembro, cerca de 400 mil antigos combatentes vão receber um complemento de pensão até ao fim da sua vida e transmissível aos cônjuges.
Tiago Sousa Dias
Ao fim de 28 anos, os antigos combatentes vão receber complemento de pensão
A pensão corresponde ao valor mensal de 3,5 por cento da pensão social (actualmente em 151,84 euros) por cada ano de combate e será paga anualmente, sempre em Setembro. Uma medida que vai custar ao Estado mais de 20 milhões de euros por ano. A informação foi avançada ontem pelo primeiro-ministro durante uma visita à Liga dos Combatentes.
Durão Barroso explicou ontem, depois de elogiar “o esforço do ministro da Defesa”, quais são os benefícios que a já famosa Lei 9/2002, ontem regulamentada, dá aos ex-combatentes: “Todos os reformados portugueses, incluindo os da função pública e os trabalhadores rurais, que foram antigos combatentes mobilizados para os teatros de guerra no Ultramar, vão ter direito a um Complemento Especial de Pensão, a pagar em Setembro de cada ano, com carácter vitalício”.
Na prática, isto significa que um ex-combatente, já pensionista, com um ano de combate no Ultramar,
_________terá direito a 5,3 euros por mês,____________ C EST INCROYABLE E INCRIVEL !
o que, a multiplicar por 14 meses , dá 74,2 euros. Se esse combatente esteve dois anos no Ultramar (situação mais comum) ____então recebe 148,4 euros por ano. _____________
Neste último caso, se o combatente tiver pago as contribuições referentes ao período militar terá um acréscimo vitalício, elevando a prestação para cerca de 152 euros.
No Ministério da Defesa deram entrada cerca de 536 mil requerimentos e o Governo calcula que sejam contemplados cerca de 400 mil ex-combatentes. Relativamente aos antigos militares que ainda não estão reformados, Durão Barroso explicou que estes “poderão contar o tempo no Ultramar para o número de descontos necessários para ter acesso a uma pensão, ou para o número de anos de desconto necessários para antecipar a reforma”.
Para não criar discriminações, e de acordo com Durão Barroso, fica também contemplado que os antigos combatentes que tiverem pago o encargo correspondente à bonificação de contagem e tempo, serão resarcidos através de uma compensação também ela vitalícia.
Além de beneficiar nos mesmo termos os deficientes das Forças Armadas, Barroso referiu que está na Assembleia da República um diploma que alarga estes benefícios aos emigrantes e grupos profissionais com previdência especial, como é o caso dos solicitadores, advogados, ou jornalistas. Estes, segundo estimativas do Governo, deverão rondar cerca de 150 mil beneficiários.
Durão Barroso fez notar que “para muitos reformados este valor significa, para além dos aumentos que se estão a verificar, mais um mês de pensão, como é o caso dos rurais”. Acrescentou ainda que “para muitos pensionistas, os que têm a pensão mínima e estão nestas condições, significa um aumento adicional de seis por cento, a partir deste ano e nos anos que se seguem”.
TOME NOTA PRENEZ NOTE !
Os ex-combatentes reformados vão receber um complemento de reforma todos os meses de Setembro.
___O valor mensal é de 3,5% da pensão social por cada ano de serviço militar no Ultramar. __________________________________________________ __________
O complemento é vitalício e extensível aos cônjuges e aumenta todos os anos em função da pensão social.
Para os ex-combatentes no activo, o tempo de serviço militar conta para a reforma.
Os contemplados com este complemento serão informados por carta.
José Rodrigues
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
26-08-2008
Angola devolve propriedades aos alemães
Porque é que a Alemanha consegue e Portugal não?
■ Que faz Sócrates? Nada!
«Por que motivo os alemães vêem as suas fazendas devolvidas por Angola e nós portugueses continuamos a aguardar justiça há mais de 33 anos, senhor Primeiro-Ministro ?» É esta a pergunta que as duas associações de espoliados do Ultramar deixam ao Governo de Sócrates
ISABEL GUERREIRO
NOTÍCIAS vindas de Luanda dão conta de que o Governo angolano está a devolver dezenas de fazendas a cidadãos alemães que abandonaram o território africano por altura da independência, em 1975.
Segundo o jornal «Africa Monitor» «o incremento por que estão a passar as relações angolano-alemães é devido a uma política condescendente de Angola face a exigências da Alemanha, tendo em vista a devolução de fazendas de que cidadãos alemães foram desapropriados a seguir à independência do território».
A notícia acrescenta ainda: «os processos de reclamação das fazendas, movidos pelos antigos proprietários alemães (ou herdeiros), vinham deparando com a dificuldade acrescida de algumas delas, em especial as situadas na província Cuanza-Sul, estarem ocupadas ou serem usufruto de personalidades da elite. A Alemanha alegou que os seus nacionais residentes no território à época de independência abandonaram Angola por razões de força maior —desordem violenta, que inclusive provocou mortes».
Leia em:
Download angola_devolve_propriedades_aos_alemes.doc
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA
18-06-2004
Indemnização por bens perdidos no Ex-Ultramar
Será apresentada a Plenário da Assembleia da República no próximo dia 25 de Junho (sexta-feira), pelas dez horas para apreciação e discussão a Petição nº 301/VI/4ª, ali entregue em Dezembro de 1994, com 5550 assinaturas, solicitando a revogação do artigo 40 da Lei 80/77, de 26/10 e a sua substituição por outro no qual se reconheça o direito dos ex-residentes do Ultramar a uma justa indemnização.
O recurso útil aos tribunais portugueses tem sido impedido pela Lei n.º 80/77, cujo Art. 40º. estipula que “as reclamações por bens sitos em território de ex-colónias, que se prove terem sido aí expropriados, nacionalizados ou de outra forma objecto de privação duradoura de posse ou fruição, bem como os respectivos títulos representativos de direitos, estão sujeitos a regime de indemnização fixado segundo a lei do Estado que procedeu à respectiva nacionalização, expropriação ou privação da posse ou fruição.”
Poderão encontrar o texto completo da petição em
http://www.macua.com/aemo/boletim4.pdf
Pedem, pois, as Associações de Espoliados de Moçambique e de Angola que divulguem este acontecimento supremo para quantos deixaram bens nas ex-províncias portuguesas do ultramar, quer sejam titulares ou herdeiros.
Será uma boa altura para mostrar, junto à Assembleia da República, que, embora muitos já infelizmente nos tenham deixado, os restantes e os herdeiros daqueles estão vivos e esperançados que finalmente lhes seja feita justiça.
Também o PSD, através do deputado Carlos Rodrigues, classificou os problemas dos retornados das ex-colónias como "a mancha mais
tenebrosa da história portuguesa recente" e considerou que "mais uma vez, serão os partidos de direita a devolver a dignidade ao país".
Luísa Mesquita, do PCP, sublinhou que eventuais pedidos de indemnização destes ex-residentes relativamente a bens que deixaram
nas antigas colónias portuguesas "têm de ser apresentados aos novos Estados africanos e não contra o Estado português
C EST INCROYABLE !
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Indemnização por bens perdidos no Ex-Ultramar
LE MINISTRE DIS CECI:
o ministro dos Assuntos Parlamentares admitiu que "seguramente nem tudo será resolvido", mas deixou a garantia de que "muito poderá ser atendido e ter solução".
Contactos:
Contactos:
AEMO
aemo@clix.pt
AEANG
aeang.99@mail.telepac.pt
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Indemnização por bens perdidos no Ex-Ultramar
MAIS LA LOI DIS CELA:
O recurso útil aos tribunais portugueses tem sido impedido pela Lei n.º 80/77,
cujo Art. 40º. estipula que “as reclamações por bens sitos em território de ex-colónias, que se prove terem sido aí expropriados, nacionalizados ou de outra forma objecto de privação duradoura de posse ou fruição, bem como os respectivos títulos representativos de direitos, estão sujeitos a regime de indemnização fixado segundo a lei do Estado que procedeu à respectiva nacionalização, expropriação ou privação da posse ou fruição.”
Poderão encontrar o texto completo da petição em
http://www.macua.com/aemo/boletim4.pdf
on est un pays de paradoxes SOMOS UM PAIS DE PARADOXOS !
Poderão encontrar o texto completo da petição em
http://www.macua.com/aemo/boletim4.pdf
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Retornados na Assembleia da República
22-06-2004
Retornados na Assembleia da República
Correio da Manhã – 19.06.2004
DESCOLONIZAÇÃO DEBATIDA
Retornados na Assembleia da República
A questão da descolonização vai voltar ao Parlamento na próxima semana, quando for discutida uma petição de 1994 em que mais de cinco mil portugueses retornados de Moçambique reclamam uma indemnização ao Estado por perda de bens.
A petição, que vai ser analisada em plenário na próxima sexta-feira, tem data de 20 de Dezembro de 1994 e é subscrita por 5550 cidadãos que exigem que Portugal reconheça "os legítimos interesses aos ex-residentes do Ultramar Português que foram espoliados dos seus direitos e bens".
Tendo como primeiro signatário a Associação dos Espoliados de Moçambique (AEMO), o documento acusa os governos provisórios após o 2 5 de Abril de 19 74 e o Movimento das Forças Armadas (MFA), que conduziram o processo de descolonização, da "destruição da vida e bem-estar dos portugueses residentes no Ultramar".
"Os governantes implantados pela revolução abrilista impediram, efectiva e drasticamente, que qualquer residente no Ultramar tentasse salvar parte dos seus bens e direitos", lê-se na petição. O documento alude a um decreto-lei de 2 de Maio de 1974, que "punia com penas de prisão maior, de dois a oito anos, todos os cidadãos que promovessem, ou executassem, qualquer operação no sentido de acautelar alguns valores, em mercadorias, moeda, divisas, metais ou pedras preciosas, e títulos, transferindo-os para fora da Província".
15-03-2009
A nova face de Portugal face aos desalojados(1979)
Por Fernando Inácio Gil* A dignidade de Portugal jamais poderá ser conseguida enquanto o «julgamento dos responsáveis»» não for feito. E, por responsáveis, outros não entendemos que os da «exemplar descolonização» que, amputando o País e separando os Povos que o constituíam, trouxeram não só para os naturais e residentes do ex-Ultramar, a miséria, como também para a grande maioria dos portugueses do continente. Tudo o mais é balela. Existia então um modelo económico, não necessariamente forte, convenhamos, mas que a todos trazia abastança suficiente Mas, em seu lugar, que existe hoje? Uma estrutura económico-financeira ainda baseada no passado, em alicerces completamente adulterados, não sendo outros, viáveis e consentâneos, construídos em alternativa. Estamos pois em colapso económico, sem que se anteveja ou pressinta o mínimo de vontade nacional para o superar. É que a sua superação só será conseguida com a restauração da dignidade de Portugal, que o mesmo é dizer-se, do orgulho de nos sentirmos portugueses. E a dignidade de Portugal não se poderá confundir com este ou aquele regime, com esta ou aquela pessoa, porque está acima de todos nós, além de todos nós, porque essencialmente é parte de nós. Leia em: Download A nova face de Portugal face aos desalojados
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA
LES REBELLES ET UNE IDEE L INTELLIGENCE MILITAIRE DE L ENNEMIE
o que escreve, em 1977, Inácio de Passos, residente em Tete, no seu livro "Moçambique a escalada do terror":
Moçambique para todos: Wiriamu
Raul Frechaud Fernandes, mestiço asiático, é dirigente do Departamento Distrital da Frelimo de Informação e Propaganda
um dos homens que dirige e automatiza Samora Moisés Machel.
Um outro elemento da minha confiança — comandante de talabarte da Frelimo — era também meu confidente. Por ele tinha conhecimento dos resultados do trabalho de limpeza ao cérebro de que o Presidente Samora Machel estava a ser cobaia pelo grupo marxista do Partido, resultados que eram palpáveis nos seus discursos e nas suas atitudes. Esse comandante, que para sua segurança não divulgo o nome, alarmava-se de dia para dia com o procedimento dos dirigentes da Frelimo....
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
PORTUGAL NA DISPUTA SOVIETO AMERICANA
D'ali e D'aqui: Discorrendo sobre a descolonização portuguesa
Ao lado, o mundo mudava e a URSS assumia a liderança do mesmo à medida que os EUA se atolavam na derrota que foi o Vietnam, ou que o preço do petroleo mostrava a força dos países da OPEP, ou que os Não Alinhados encostavam Portugal às cordas na ONU.
Sempre com a cegueira do regime, enquanto que nas Colónias Portuguesas se assistia a um boom económico e social nunca visto, o que verdadeiramente embebedava as pessoas que lá viviam. Esqueciam a Guiné e a derrota aí visível, para se alimentarem das vitórias em Angola e em Moçambique.
Só que a Guiné desgastava os centuriões do regime...e Spinola escreve o que escreve...Ao fazê-lo, general do regime que era, abriu a caixa de Pandora do regime e de lá saiu o MFA.
"Vilas" et "cidades", bourgs et ... - Google Recherche de Livres
E Portugal passou a ter vários poderes - o Estado, ainda dominado por próceres do regime nas estruturas de topo, o Estado dos partidos da Oposição, o Estado/PCP, o Estado/MFA spinolista e o Estado/MFA "de esquerda".
Lembram-se?
Desta complexidade nasceram multiplas e conjunturais alianças e, todas elas perceberam depressa que a situação nas Colónias era incontrolável, pois de exército pouco restava, de autoridade ainda menos e a democracia inexistia ainda.
Todos deixaram cair as Colónias por impossibilidade de sustentação. Nelas dominava a URSS por responsabilidade da teimosia dos próceres do regime que raro entenderem a necessidade do diálogo.
A haver traição, então, pode-se e deve-se apontar o dedo aos que no regime impediram o avanço para a Democracia em 1969, entalaram M Caetano entre cordas, não o deixando fazer mais que as Conversas em Família!
A partir daí funcionaram somente as regras de uma mundialização que à época apontava para uma vitória mundial da URSS.
Anos depois, bem tarde, por influencia de Mário Soares, diga-se, nascia a CPLP, * hoje ainda com um orçamento de uma Micro PME!
Hoje nas excolónias, com o findar da URSS, a abertura é outra, sóp que já temos, todos, mais uma pipa de anos...
Resta-nos ou viver o cansaço de uma zanga mal entendida, ou batalhar por uma CPLP a sério.
Nada mais,
Joffre Justino
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
Liberdade de expressão e informação
"1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura. " (Artigo 37.º da Constituição da República Portuguesa)
SÓ SE EU FOSSE BURRO
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
A Revolução dos Cravos e uma estratégia para Portugal - Opinião - DN
A Revolução dos Cravos e uma estratégia para Portugal
por MÁRIO SOARES28 Abril 2009
FEZ A REVOLUCAO POLITICA FEZ A REVOLUCAO MILITAR MAS NAO FEZ A REVOLUCAO SOCIAL COMO PROMETIA TANTO NOS COMICIOS
ENTUSIASMOS DE ABRIL PALAVRAS PALAVRAS PALAVRAS... PAROLES PAROLES PAROLES...
MILHARES DE PALAVRAS EM COMICIOS PARA CHEGARMOS AOS RESULTADOS DE HOJE
UM PORTUGAL MAIS POBRE PERDAO MAIS RICO....DE CONHECIMENTO
É uma boa oportunidade para ler ou reler "A verdade e a Mentira na Revolução de Abril,a contra revolução confessa-se"- Álvaro Cunhal,Ed. Avante.
Os jovens ficam a saber que Mário Soares é membro Honorário do Clube de Roma,parceiro de raínha Beatriz da Holanda,Jaques Delors, Gorbachov,Vaclav Havel,Reis de Espanha,etc.Tudo gente de trabalho que come o pão que o diabo amassou.Amigos:Mobutu e Savimbi!
jmrcl
EM
29 Abr 2009, às 23:46 - Portugal - Aveiro
DIARIO DE NOTICIAS OPINIAO
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28 Abr 2009, às 12:47 - Portugal - Porto
Pena é que Portugal tenha estado à beira de uma guerra civil nos dois anos subsequentes à “madrugada redentora de Abril” e que a economia nacional (que registou a mais alta taxa de crescimento da Europa nos anos 60) tenha sido posta de rastos por muitos e bons anos. Ao que parece era só para nos distrair dos crimes de vária ordem que estavam para acontecer em África e em Timor, a mando das “grandes potências” - e neste capítulo com a conivência de Mário Soares, infelizmente. Mas enquanto nós nos entretemos a falar enfaticamente de”Abril", constato que o fenómeno (que julgávamos salazarista) da Emigração está de pedra e cal, sobretudo aqui, neste Norte esquecido, E INTERIOR E PARTE EST DE PORTUGAL !
e que, ano após ano, vamos sendo claramente ultrapassados nas estatísticas comparativas do rendimento por habitante e do desenvolvimento humano por países que connosco estavam praticamente empatados em 1974 ou que eram até mais atrasados do que Portugal. A título de exemplo: Espanha, Irlanda, Grécia, Israel, Coreia do Sul, Eslovénia, Chipre, Malta, República Checa, e qualquer dia a Eslováquia e a Estónia. Nós enchemos a boca com “Abril”, com a “energia das ondas” e com o “Magalhães” do sr. “engenheiro”. Mas eles enchem o papo e os bolsos e ficam a rir-se deste país de Meninos de Ouro.
DIARIO DE NOTICIAS OPINIAO
*O próprio Mário Soares, no seu livro, Portugal Amordaçado, dá como certa a nomeação do Dr. Agostinho Neto chefe do Estado Angolano.
mas no dia 25 de Agosto, Agostinho Neto fica em minoria após a apreciação de um relatório onde constavam as suas actividades durante a guerra de libertação e que conduziu a um total fracasso e à suspensão de todos os apoios do exterior, principalmente da URSS.(...)
Pg.405
Poderá e deverá perguntar-se, porque corria Mário Soares?
- Para libertar essses povos do jugo colonial?
- Numa manobra de puro protagonistno em busca duma reafirmação pessoal no espaço nacional e internacional?
- No cumprimento de directivas dos verdadeiros e mais interessados promotores do problema ultramarino com objectivos bem precisos?
Analise-se com cuidado o percurso de Mário Soares, desde o 25 de Abril até ao 11 de Março de 1975, ou mesmo antes, quando começou a tomar consciência de que o "poder" que tanto ambicionava e pelo qual lutara tão arduamente durante tanto tempo, parecia escapar-se-lhe e ameaçava cair nas mãos dos comunistas. É, no mínimo, curioso verificar que Cunhal, talvez um dos principais interessados em entregar à URSS a tutela dos territórios ultramarinos, nunca se envolveu directamente no processo de descolonização
limitando-se a sua acção a meras declarações de circunstância. Em quantos encontros desde Bruxelas, Londres, Dakar, Argel, Lusaka e outros locais, onde se decidiu o futuro das colónias portuguesas, participou o Dr. Álvaro Cunhal? Mas alguém, minimamente avisado, acredita que o patrão dos comunistas portugueses, esteve inactivo nesta matéria ou se limitou a simples espectador? Seria demasiado ingénuo pensar-se assim. Não deu a cara, como aliás a maioria dos comunistas, para não criar um clima de suspeição e até medo, mas não se limitou a ser um observador atento apesar de as coisas lhe correrem de feição. A sua acção e dos seus correligionários directos manteve-se oculta, mas altamente eficaz. Manobrava na sombra e sempre muito atento ao que se ia desenrolando em todos os quadrantes da vida nacional. Conhecia perfeitamente os objectivos da descolonização (...)"
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
Pg.407/9
"Nelas participavam portugueses, nossos concidadãos, traidores, que não enviando ultimatos, mas escondendo-se sob manto hipócrita dos Direitos do Homem, aí decidiram a estratégia para acabar com o tal Portugal pluricontinental e multi-racial.
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
É importante salientar que Mário Soares, tendo iniciado uma autêntica maratona em prol da descolonização, logo após o 25 de Abril, e que teve como ponto de partida Bruxelas, onde se encontrou com Agostinho Neto e depois, para além de outros países europeus, se estendeu a África, nomeadamente Argélia, Zâmbia, Zaire, Senegal, Tunísia, nunca considerou ser importante fazer uma visita aos territórios que eram objecto de negociações visando a sua independência. Naturalmente que isso seria o mínimo que se poderia esperar de qualquer dos principais obreiros da descolonização se, de facto, eles estivessem preocupados em defender os interesses de Portugal dos povos desses territórios.
Pelos fins de Novembro, já ninguém em Angola tinha dúvidas de que apenas os movimentos de libertação seriam os únicos interlocutores nas negociações com Portugal. Para além de outras vozes discordantes, a FUA reage através de um comunicado, denunciando a traição de que estava a ser vítima a grande maioria do povo angolano
(...)"Mário Soares, declara ainda em Bruxelas no dia seguinte, isto é, em 3 de Maio, que "a luta não cessaria em Angola enquanto não fosse reconhecido o direito à autodeterminação e independência"
Pg.377
"Após ter sido empossado como ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Soares incrementa a sua actividade no campo específico da descolonização. Para além dos contactos com Agostinho Neto, encontra-se também com Aristides Pereira em Londres e Samora Machel, que cumprimenta com um efusivo e grande abraço, em Lusaka, ignorando tanto Savimbi da UNITA como Holden Roberto da FNLA".
na estratégia de reabilitação do MPLA que era notória desde o primeiro encontro de Mário Soares, no dia 2 de Maio, em Bruxelas com Agostinho Neto.
Aliás esta estratégia foi perfeitamente confirmada por Iko Carreira, um dos homens do Comité Central do MPLA, quando no seu livro O pensamento estratégico de Agostinho Neto afirma: "O MFA (Movimento da Forças Armadas) que tomou o poder em Portugal, atrav�s dum golpe de estado, que derrubou a ditadura de Salazar e Caetano, tinha tendências esquerdistas. Esse facto, fundamentalmente, levou-o a dar um maior apoio ao MPLA."
Pg.404
"Entrava-se no mês de Setembro e a problemática da descolonização continuava um mundo de contradições e indefinições. Ninguém responsável conseguira definir a política ultramarina na sequência do 25 de Abril. Cada um agia de acordo com a sua consciência, os seus interesses ou as directivas recebidas de quem detinha o poder neste campo específico da vida nacional. No exterior, Mário Soares, Almeida Santos, Melo Antunes e outras personalidades de menor relevo, movimentavam-se intensamente para resolver o que consideravam ser o problema primeiro do País.
OS ARTISTAS PORTUGUESE
LES ARTISTES PORTUGAIS
A IDEOLOGIA DA MENTIRA IDEOLOGIE DU MENSONGE
LES NEOSOFISTES
L ART DE MANIPULER LES MASSES POPULAIRES ET MONETAIRES A ARTE DE MANIPULAR AS MASSAS POPULARES E MONETARIAS
A Vergonhosa Descolonização Ultramarina (1974). - YouTube - Búsqueda de vídeos de Truveo
"Descolonização foi uma tragédia" - JN
à «traição» de Álvaro Cunhal, a «soldo» de Moscovo ou de Mário Soares, também a «soldo» de Moscovo para uns, «agente» da Companhia» para outros,
Mu(n)do Phonographo: Guerra, Descolonização e tentativa de branqueamento da História
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA"
Mário Soares, curiosamente o que menos conhecia da realidade dos territórios africanos ligados a Portugal, era o mais activo.
Mantivera, durante o exílio, alguns contactos com os principais líderes dos movimentos de libertação que, movidos por interesses raramente coincidentes com os das populações, lhe transmitiam uma imagem parcial, distorcida e falseada que não podia servir de base à accão que vinha desenvolvendo. Ao considerar os movimentos de libertação como os únicos legítimos representantes dos povos desses territórios, não incluía a grande massa de trabalhadores que nunca tinha pegado em armas mas que dera um contributo altamente válido para o desenvolvimento e progresso dessas regiões".(...)
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
Perante este "excelente" currículo de Mário Soares referente à descolonização de Angola poderemos concluir que ele foi um dos grandes culpados pela tragédia que se abateu sobre o povo de Angola, brancos, pretos e mestiços e que provocou a destruição de um país, milhares de mortos e estropiados e que, de um país próspero e rico que era em 1975, hoje é um dos países mais pobres que tem de recorrer à ajuda internacional para subsistir porque a riqueza está nas mãos de alguns camaradas, dos kuribecas e dos previligiados.
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
Conhecia perfeitamente os objectivos da descolonização (...)"
Pg.407/9
"Nelas participavam portugueses, nossos concidadãos, traidores, que não enviando ultimatos, mas escondendo-se sob manto hipócrita dos Direitos do Homem, aí decidiram a estratégia para acabar com o tal Portugal pluricontinental e multi-racial.
Só estranhava que um homem com a larga experiência e conhecimento de África como o Dr. Almeida Santos viesse convictamente a defender nas suas intervenções públicas este princípio inquestionável da consulta popular
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA:
22-11-2004
ALMEIDA SANTOS - Estou a escrever um livro sobre a descolonização
Estou a escrever um livro sobre a descolonização, e haverá lá algumas surpresas», diz Almeida Santos, numa conversa sobre os seus tempos livres. O trabalho será editado em dois ou três volumes («interessa sobretudo a gente a partir da meia-idade e não convém ter letra pequena»), todos ao mesmo tem*po. O presidente do PS tenciona acabar o livro até ao fim do ano. «Escrevo como "réu do crime", por*que apanhei muita tareia nestes 30 anos», salienta ainda, para concluir: «Nunca tive a preocupação de me defender - para isso teria de acusar alguém —, e isto não é um livro justifi*cativo, mas apenas uma oportunidade para repor a minha verdade.»
É a escrever ( «já publi*quei 26 livros, e tenho outros em preparação») e a ler que António Almeida Santos, 78 anos, casado, pai de quatro filhos e avô de oito netos, afirma pas*sar as suas «horas vagas». E aproveita a escrita para descarregar o seu pessi*mismo assumido: «Sou muito pessimista sobre o futuro da nossa civilização, e acho que o pior da globalização é o cidadão globalizado, sujeito aos valores do capitalismo liberal.»
Houve tempos em que teve um hobbymsàs ani*mado: «Quando os dedos eram ágeis, fazia umas sessões de guitarradas com os amigos.» Tocava gui*tarra e cantava. Os fados e guitarradas são coisas dos tempos de Coimbra, onde Almeida Santos fez o liceu e se licenciou em Direito: «Aprendi muitos acordes com o António Pinho Brojo, um catedrático que foi meu colega de liceu; e com o João Bagão, o Carvalho Homem e o José Amaral, os grandes guitarristas do meu tempo.»
Mas tocou com muito mais gente: «Toquei com o António Brojo, o Manuel Branquinho, o António Portugal, o cunhado do Manuel Alegre; conheci muito bem o António Paredes, pai do Carlos Paredes, que acompanhei em casa de um amigo comum, o dr. José Cunha; e fui também amigo do Carlos Paredes.»
De resto, as guitarradas, com a sua ligação ao Orfeão Académico de Coimbra, haveriam de de*terminar a vida moçambicana de Almeida Santos, entre 1953 e 74 : «Quando estava no 4.° ano da Faculdade, fizemos uma viagem por várias coló*nias com o Orfeão, de que eu era cantor, guitar*rista e orador oficial.» Dessa viagem, saiu o seu pri*meiro livro — que teve duas edições. Mas o deslumbramento levou-o mais longe: «Resolvi ir viver para Moçambique, também por razões ideológicas, com a ideia de ajudar a África a eman*cipar-se.» Recorda que nunca cobrou um tostão aos africanos e teve clientes como Samora Machel: «Ganhei dinheiro, mas foi com os europeus.»
Depois do 25 de Abril, em Lisboa ou em Coimbra, os fados e guitarradas de Almeida Santos lá prosseguiram, com os amigos de sempre. E ins*tituiu-se até uma cele*bração anual da «Tomada da Bastilha» no Casino Estoril, a 14 de Julho. Almeida Santos explica: «Houve uma "Tomada da Bastilha" em Coimbra que come*moramos sempre, e que foi o assalto dos estudantes ao Clube dos Lentes — que veio a ser depois, durante muitos anos, a sede da As*sociação Académica.» Mas ele já não toca aí guitarra: «Ultimamente só canto; e também lá costumam ir o Luís Gois, o Augusto Camacho e alguns outros "jovens" do meu tempo.» Almeida Santos diz que foi deixando a guitarra não só pela perda da agilidade dos dedos mas também pela morte dos compa*nheiros: «Morreram o Bagão, o Branquinho, o Brojo, o Portugal; o Tuna felizmente ainda está vivo; mas quando morreu o José Cunha parei.»
Sente o peso da idade («estou fragilizado, não se esqueça da minha operação ao coração»), e apon*ta a solidão como um dos preços da longevidade: «Mas quem gosta de ler e escrever não receia a solidão.» Cita, a propósito, Raul Brandão: «Dêem-me um papel, uma caneta e um buraco e não tenham pena de mim.» E acentua logo: «Eu tenho essa mesma defesa.»
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Re : PORTUGAL IMPERIO? JA NAO ES IMPERIO..QUE FIZERAM DE TI.... -
27/05/2009, 13h07
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
15-06-2004
A DESTRUICAO DE 5 SECULOS DE RAZAO DE VIDA DE UM PAIS A SUA EXPANSAO PELO MUNDO
Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: 400 MIL EX-COMBATENTES RECEBEM EM SETEMBRO de 2004
HERNANI E LINDOLFO MONTEIRO
(ou a vã glória daqueles que brincam com a vida alheia)
Lindolfo Monteiro, de cima dos seus 1,84 metros de altura e 100 quilos de peso, depois de ter aberto a porta do seu gabinete, tenso e sério, atirou de chofre as palavras, que recalcadas no seu íntimo, aguardavam a presença de uma pessoa amiga, para extravazarem a tristeza, a revolta, a incompreensão da profunda injustiça que desabava agora para cima dos seus ombros :
- Diz-me Neves Pinto, o que vês em frente de ti ? Diz-me lá ... Um empresário que tanta gente gaba ? Que tantas firmas, empregos e desenvolvimento criou para o futuro desta terra ? Uma pessoa inteligente, com visão, um verdadeiro empresário, que sabe fazer e acautelar os seus investimentos ? -
O seu amigo fitava-o, também sério, sem dizer uma palavra, parado à sua frente. E ele continuou :
- Eu digo-te,... estás a ver o maior burro da Zambézia, isso sim é o que está à tua frente. -
Sentaram-se os dois, de olhares vazios dirigidos para partes diferentes da sala, evitando-se, de lágrimas contidas. E em profundo silêncio, para ali ficaram aqueles dois, desbravadores de terras e condutores de homens, de bravura impar, sem saberem o que mais dizer um ao outro.
Monteiro & Giro, Lda. era tida na Zambézia, como uma firma de sucesso, e olhada com admiração.
Iniciada em 1926, contava agora em 1975, nove firmas associadas, interligadas em serviços e produção de utilidade, para os seus oito estabelecimentos comerciais de alta qualidade e supermercados, espalhados por todo o território de Moçambique.
Proprietária de 40.000 hectares de terras, dos quais 4.000 plantadas com chá, era já considerada o maior produtor mundial nesse sector. Com onze fábricas a laborar, dezenas de plantações diversas, explorações de pecuária já com um efectivo de 23.000 cabeças de gado bovino, aviários, oficinas de reparações de automóveis, agências de turismo, e um Hotel de luxo, o célebre Hotel Chuabo, empregava na altura 14.300 pessoas.
Por sua vez Hernani Neves Pinto, Lda. Tinha desenvolvido a sua actividade, a 210 Km de Quelimane, bem no coração da Zambézia, junto a Mocuba, "onde todos os caminhos se cruzavam e a Zambézia se abraçava", como fazia lembrar a placa de cerâmica colocada à entrada da vila.
Tinha sido uma opção, se assim se poderia dizer, uma vez que dera continuidade ao início já feito pelo meu avô Alfredo Sarmento Pimentel, numa região conhecida como,..."o cimitério dos brancos". Essa fama advinha das muitas mortes dos que para ali tinham ido trabalhar, proveniente da mais grave doença tropical, a malária.
O tipo de comércio desta firma era o oposto à do seu amigo.
Levar todos os bens de primeira necessidade à interioridade e de lá escoar os produtos agrícolas que os seus naturais produziam, para os vender junto das grandes cidades do litoral, constituíam o seu objectivo.
O meu pai, sentado no gabinete do seu amigo
Lindolfo, com quem tantas vezes se encontrava nas suas vindas a Quelimane, onde trocavam ideias ligadas às suas vidas empresariais, bem entendia o que o outro lhe estava a transmitir.
Na verdade este tinha-lhe tirado as palavras da sua boca. Ele sim era quem mais se podia recriminar e era este o sentimento que queria transmitir ao vir ao seu encontro. Não conseguia compreender como era possível estar agora na situação em que estava.
Mas nesta dimensão havia um maior agravamento para ele, pois tinha sido avisado de que isso lhe aconteceria, há muitos anos por Frei José, um secerdote franciscano amigo, e há bem pouco tempo pelo tio da sua mulher, o capitão João Maria Sarmento Pimentel, residente no Brasil.
Após o 25 de Abril, o Partido Socialista fez a primeira reunião da sua cúpula directiva, chefiado pelo Dr. Mário Soares, em casa desse tio da minha mãe, na cidade de S.Paulo no Brasil.
No assentar de ideias e estratégias, foram estabelecidas as linhas mestras pelo qual esse Partido se iria reger para o futuro. No que respeitava às Províncias Ultramarinas, a decisão foi a da sua entrega urgente, imediata e incondicional aos Partidos Políticos que faziam a guerra no Ultramar. Nem mais, nem menos, essa era a prioridade que interessava.
Eis que esse meu tio—avô escreve de imediato uma carta aos meus pais, na qual lhes relatava as circunstâncias que exigiam a nossa saída de imediato de Moçambique. A carta terminava com um aviso : - "Fujam depressa daí !" -
E que fez o meu pai ? ...Depois de ter lido a carta, virou-se para a minha mãe e disse-lhe : - Olha, lê esta carta do teu tio do Brasil, e guarda—a nas tuas coisas. Como é possível que possa escrever o que aqui vem ?!!! -
A situação em que agora, um e outro se encontravam, era algo fora da capacidade de entendimento e previsão.
Há quinhentos anos que a roda do desenvolvimento iniciada pêlos portugueses, nos descobrimentos, tinha sido posta em movimento. A inércia dessa roda exigia uma força tremenda para tão pouca gente, mas tinha sido posta em movimento, e, na década de sessenta, a sua velocidade era estonteante.
A construção civil, as estradas, os embriões de fábricas, as escolas, tudo ia aparecendo a um ritmo que a todos contagiava. Todos viam desabrochar em Moçambique, um segundo Brasil em embrião.
Mas um outro factor pesava mais que tudo para o amor que estes homens dedicavam a esta terra. Era a sua identidade, a sua personalidade.
Os grandes espaços a perder de vista, a liberdade com que o seu clima permitia o vestir despretencioso das suas gentes, a fauna selvagem, os seus frutos sumarentos de uma doçura extrema, e principalmente as suas gentes, cordatas, de grande afabilidade.
O entusiasmo contagiante, no assistir ao desenvolvimento das cidades, portos, aeroportos, ao rasgar das estradas alcatroadas, o suor do rosto no trabalho do dia após dia, o nascer, casar e enterrar dos entes queridos, fazia com que ninguém questionasse o investimento de todas as suas economias naquela terra.
Para todos era impensável uma independência nos moldes em que esta mais tarde se viria a dar.
O Estado Português garantia que aquela parcela era e seria sempre portuguesa.
Mas, os portugueses que lá viviam, tinham a consciência de que, para um território com aquela dimensão, e com o desenvolvimento a que se assistia, não o seria possível manter naquela realidade política.
Mas agora, com a independência dada na pessoa de um Partido Político, a Frelimo, estava-se a assistir à concretização do seu ideário marxista-leninista, e às promessas de aliciamento oferecidas aos guerrilheiros que nas fronteiras tinham feito a guerra: " a mulher e a casa do branco ".
Depois da independência, todos os passos foram dados neste sentido, e os portugueses, que queriam adoptar agora a nova independência, constatavam o profundo logro em que tinham caído.
Primeiro, obrigaram-lhes a investir todas as suas economias nessa terra, dizendo-lhes que era portuguesa, e por isso não as podiam transferir para o continente, e depois,...disseram-lhes o contrário, e,...abandonaram-nos à sua sorte.
Lindolfo Monteiro, Hernani Neves Pinto, e largas centenas de pessoas ficaram então na miséria e tiveram que regressar ao país de origem, pois lhes nacionalizaram todos os seus bens.
A história se encarregará de repor tudo nos seus lugares, porque factos são factos, e contra eles de nada vale a retórica.
As casas, prédios, herdades, lojas, fábricas, hotéis e belas cidades, espalhadas por Moçambique, são a prova de que as pessoas que as fizeram, aí colocaram o seu enlevo, as suas esperanças, aí queriam viver e morrer.
Não são esses os merecedores da ignomínia, mas sim aqueles que de tudo os espoliaram, mais os que concorreram para isso.
Ë pois justo perguntar, para quando esses responsáveis políticos, poderão vir a estar sentados no banco dos réus, e responsabilizados por tanta miséria e morte que ocasionaram, por sua expressa vontade ?
Ë vê-los, bem de vida, cheios de mordomias, a distribuir elevados pensamentos de sapiciência laica, bem vestidos nos seus mantos de cordeiro, chamando de bem, ao mal que fizeram.
Se uma América do Sul o pode fazer a um Pinochet, qual a razão para que isso esteja vedado a um país da União Europeia, que se advoga paladino dos direitos humanos ?
Gondomar, 2004/05/17
João Maria Neves Pinto
P.S.: O título e o destaque são da minha responsabilidade
Fernando Gil
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: 400 MIL EX-COMBATENTES RECEBEM EM SETEMBRO de 2004
05-06-2004
400 MIL EX-COMBATENTES RECEBEM EM SETEMBRO de 2004
CORREIO DA MANHÃ-2004-04-23
Durão Barroso anuncia primeiros pagamentos
400 MIL EX-COMBATENTES RECEBEM EM SETEMBRO
A partir do próximo mês de Setembro, cerca de 400 mil antigos combatentes vão receber um complemento de pensão até ao fim da sua vida e transmissível aos cônjuges.
Tiago Sousa Dias
Ao fim de 28 anos, os antigos combatentes vão receber complemento de pensão
A pensão corresponde ao valor mensal de 3,5 por cento da pensão social (actualmente em 151,84 euros) por cada ano de combate e será paga anualmente, sempre em Setembro. Uma medida que vai custar ao Estado mais de 20 milhões de euros por ano. A informação foi avançada ontem pelo primeiro-ministro durante uma visita à Liga dos Combatentes.
Durão Barroso explicou ontem, depois de elogiar “o esforço do ministro da Defesa”, quais são os benefícios que a já famosa Lei 9/2002, ontem regulamentada, dá aos ex-combatentes: “Todos os reformados portugueses, incluindo os da função pública e os trabalhadores rurais, que foram antigos combatentes mobilizados para os teatros de guerra no Ultramar, vão ter direito a um Complemento Especial de Pensão, a pagar em Setembro de cada ano, com carácter vitalício”.
Na prática, isto significa que um ex-combatente, já pensionista, com um ano de combate no Ultramar,
_________terá direito a 5,3 euros por mês,____________ C EST INCROYABLE E INCRIVEL !
o que, a multiplicar por 14 meses , dá 74,2 euros. Se esse combatente esteve dois anos no Ultramar (situação mais comum) ____então recebe 148,4 euros por ano. _____________
Neste último caso, se o combatente tiver pago as contribuições referentes ao período militar terá um acréscimo vitalício, elevando a prestação para cerca de 152 euros.
No Ministério da Defesa deram entrada cerca de 536 mil requerimentos e o Governo calcula que sejam contemplados cerca de 400 mil ex-combatentes. Relativamente aos antigos militares que ainda não estão reformados, Durão Barroso explicou que estes “poderão contar o tempo no Ultramar para o número de descontos necessários para ter acesso a uma pensão, ou para o número de anos de desconto necessários para antecipar a reforma”.
Para não criar discriminações, e de acordo com Durão Barroso, fica também contemplado que os antigos combatentes que tiverem pago o encargo correspondente à bonificação de contagem e tempo, serão resarcidos através de uma compensação também ela vitalícia.
Além de beneficiar nos mesmo termos os deficientes das Forças Armadas, Barroso referiu que está na Assembleia da República um diploma que alarga estes benefícios aos emigrantes e grupos profissionais com previdência especial, como é o caso dos solicitadores, advogados, ou jornalistas. Estes, segundo estimativas do Governo, deverão rondar cerca de 150 mil beneficiários.
Durão Barroso fez notar que “para muitos reformados este valor significa, para além dos aumentos que se estão a verificar, mais um mês de pensão, como é o caso dos rurais”. Acrescentou ainda que “para muitos pensionistas, os que têm a pensão mínima e estão nestas condições, significa um aumento adicional de seis por cento, a partir deste ano e nos anos que se seguem”.
TOME NOTA PRENEZ NOTE !
Os ex-combatentes reformados vão receber um complemento de reforma todos os meses de Setembro.
___O valor mensal é de 3,5% da pensão social por cada ano de serviço militar no Ultramar. __________________________________________________ __________
O complemento é vitalício e extensível aos cônjuges e aumenta todos os anos em função da pensão social.
Para os ex-combatentes no activo, o tempo de serviço militar conta para a reforma.
Os contemplados com este complemento serão informados por carta.
José Rodrigues
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
26-08-2008
Angola devolve propriedades aos alemães
Porque é que a Alemanha consegue e Portugal não?
■ Que faz Sócrates? Nada!
«Por que motivo os alemães vêem as suas fazendas devolvidas por Angola e nós portugueses continuamos a aguardar justiça há mais de 33 anos, senhor Primeiro-Ministro ?» É esta a pergunta que as duas associações de espoliados do Ultramar deixam ao Governo de Sócrates
ISABEL GUERREIRO
NOTÍCIAS vindas de Luanda dão conta de que o Governo angolano está a devolver dezenas de fazendas a cidadãos alemães que abandonaram o território africano por altura da independência, em 1975.
Segundo o jornal «Africa Monitor» «o incremento por que estão a passar as relações angolano-alemães é devido a uma política condescendente de Angola face a exigências da Alemanha, tendo em vista a devolução de fazendas de que cidadãos alemães foram desapropriados a seguir à independência do território».
A notícia acrescenta ainda: «os processos de reclamação das fazendas, movidos pelos antigos proprietários alemães (ou herdeiros), vinham deparando com a dificuldade acrescida de algumas delas, em especial as situadas na província Cuanza-Sul, estarem ocupadas ou serem usufruto de personalidades da elite. A Alemanha alegou que os seus nacionais residentes no território à época de independência abandonaram Angola por razões de força maior —desordem violenta, que inclusive provocou mortes».
Leia em:
Download angola_devolve_propriedades_aos_alemes.doc
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA
18-06-2004
Indemnização por bens perdidos no Ex-Ultramar
Será apresentada a Plenário da Assembleia da República no próximo dia 25 de Junho (sexta-feira), pelas dez horas para apreciação e discussão a Petição nº 301/VI/4ª, ali entregue em Dezembro de 1994, com 5550 assinaturas, solicitando a revogação do artigo 40 da Lei 80/77, de 26/10 e a sua substituição por outro no qual se reconheça o direito dos ex-residentes do Ultramar a uma justa indemnização.
O recurso útil aos tribunais portugueses tem sido impedido pela Lei n.º 80/77, cujo Art. 40º. estipula que “as reclamações por bens sitos em território de ex-colónias, que se prove terem sido aí expropriados, nacionalizados ou de outra forma objecto de privação duradoura de posse ou fruição, bem como os respectivos títulos representativos de direitos, estão sujeitos a regime de indemnização fixado segundo a lei do Estado que procedeu à respectiva nacionalização, expropriação ou privação da posse ou fruição.”
Poderão encontrar o texto completo da petição em
http://www.macua.com/aemo/boletim4.pdf
Pedem, pois, as Associações de Espoliados de Moçambique e de Angola que divulguem este acontecimento supremo para quantos deixaram bens nas ex-províncias portuguesas do ultramar, quer sejam titulares ou herdeiros.
Será uma boa altura para mostrar, junto à Assembleia da República, que, embora muitos já infelizmente nos tenham deixado, os restantes e os herdeiros daqueles estão vivos e esperançados que finalmente lhes seja feita justiça.
Também o PSD, através do deputado Carlos Rodrigues, classificou os problemas dos retornados das ex-colónias como "a mancha mais
tenebrosa da história portuguesa recente" e considerou que "mais uma vez, serão os partidos de direita a devolver a dignidade ao país".
Luísa Mesquita, do PCP, sublinhou que eventuais pedidos de indemnização destes ex-residentes relativamente a bens que deixaram
nas antigas colónias portuguesas "têm de ser apresentados aos novos Estados africanos e não contra o Estado português
C EST INCROYABLE !
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Indemnização por bens perdidos no Ex-Ultramar
LE MINISTRE DIS CECI:
o ministro dos Assuntos Parlamentares admitiu que "seguramente nem tudo será resolvido", mas deixou a garantia de que "muito poderá ser atendido e ter solução".
Contactos:
Contactos:
AEMO
aemo@clix.pt
AEANG
aeang.99@mail.telepac.pt
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Indemnização por bens perdidos no Ex-Ultramar
MAIS LA LOI DIS CELA:
O recurso útil aos tribunais portugueses tem sido impedido pela Lei n.º 80/77,
cujo Art. 40º. estipula que “as reclamações por bens sitos em território de ex-colónias, que se prove terem sido aí expropriados, nacionalizados ou de outra forma objecto de privação duradoura de posse ou fruição, bem como os respectivos títulos representativos de direitos, estão sujeitos a regime de indemnização fixado segundo a lei do Estado que procedeu à respectiva nacionalização, expropriação ou privação da posse ou fruição.”
Poderão encontrar o texto completo da petição em
http://www.macua.com/aemo/boletim4.pdf
on est un pays de paradoxes SOMOS UM PAIS DE PARADOXOS !
Poderão encontrar o texto completo da petição em
http://www.macua.com/aemo/boletim4.pdf
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Retornados na Assembleia da República
22-06-2004
Retornados na Assembleia da República
Correio da Manhã – 19.06.2004
DESCOLONIZAÇÃO DEBATIDA
Retornados na Assembleia da República
A questão da descolonização vai voltar ao Parlamento na próxima semana, quando for discutida uma petição de 1994 em que mais de cinco mil portugueses retornados de Moçambique reclamam uma indemnização ao Estado por perda de bens.
A petição, que vai ser analisada em plenário na próxima sexta-feira, tem data de 20 de Dezembro de 1994 e é subscrita por 5550 cidadãos que exigem que Portugal reconheça "os legítimos interesses aos ex-residentes do Ultramar Português que foram espoliados dos seus direitos e bens".
Tendo como primeiro signatário a Associação dos Espoliados de Moçambique (AEMO), o documento acusa os governos provisórios após o 2 5 de Abril de 19 74 e o Movimento das Forças Armadas (MFA), que conduziram o processo de descolonização, da "destruição da vida e bem-estar dos portugueses residentes no Ultramar".
"Os governantes implantados pela revolução abrilista impediram, efectiva e drasticamente, que qualquer residente no Ultramar tentasse salvar parte dos seus bens e direitos", lê-se na petição. O documento alude a um decreto-lei de 2 de Maio de 1974, que "punia com penas de prisão maior, de dois a oito anos, todos os cidadãos que promovessem, ou executassem, qualquer operação no sentido de acautelar alguns valores, em mercadorias, moeda, divisas, metais ou pedras preciosas, e títulos, transferindo-os para fora da Província".
15-03-2009
A nova face de Portugal face aos desalojados(1979)
Por Fernando Inácio Gil* A dignidade de Portugal jamais poderá ser conseguida enquanto o «julgamento dos responsáveis»» não for feito. E, por responsáveis, outros não entendemos que os da «exemplar descolonização» que, amputando o País e separando os Povos que o constituíam, trouxeram não só para os naturais e residentes do ex-Ultramar, a miséria, como também para a grande maioria dos portugueses do continente. Tudo o mais é balela. Existia então um modelo económico, não necessariamente forte, convenhamos, mas que a todos trazia abastança suficiente Mas, em seu lugar, que existe hoje? Uma estrutura económico-financeira ainda baseada no passado, em alicerces completamente adulterados, não sendo outros, viáveis e consentâneos, construídos em alternativa. Estamos pois em colapso económico, sem que se anteveja ou pressinta o mínimo de vontade nacional para o superar. É que a sua superação só será conseguida com a restauração da dignidade de Portugal, que o mesmo é dizer-se, do orgulho de nos sentirmos portugueses. E a dignidade de Portugal não se poderá confundir com este ou aquele regime, com esta ou aquela pessoa, porque está acima de todos nós, além de todos nós, porque essencialmente é parte de nós. Leia em: Download A nova face de Portugal face aos desalojados
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA
LES REBELLES ET UNE IDEE L INTELLIGENCE MILITAIRE DE L ENNEMIE
o que escreve, em 1977, Inácio de Passos, residente em Tete, no seu livro "Moçambique a escalada do terror":
Moçambique para todos: Wiriamu
Raul Frechaud Fernandes, mestiço asiático, é dirigente do Departamento Distrital da Frelimo de Informação e Propaganda
um dos homens que dirige e automatiza Samora Moisés Machel.
Um outro elemento da minha confiança — comandante de talabarte da Frelimo — era também meu confidente. Por ele tinha conhecimento dos resultados do trabalho de limpeza ao cérebro de que o Presidente Samora Machel estava a ser cobaia pelo grupo marxista do Partido, resultados que eram palpáveis nos seus discursos e nas suas atitudes. Esse comandante, que para sua segurança não divulgo o nome, alarmava-se de dia para dia com o procedimento dos dirigentes da Frelimo....
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
PORTUGAL NA DISPUTA SOVIETO AMERICANA
D'ali e D'aqui: Discorrendo sobre a descolonização portuguesa
Ao lado, o mundo mudava e a URSS assumia a liderança do mesmo à medida que os EUA se atolavam na derrota que foi o Vietnam, ou que o preço do petroleo mostrava a força dos países da OPEP, ou que os Não Alinhados encostavam Portugal às cordas na ONU.
Sempre com a cegueira do regime, enquanto que nas Colónias Portuguesas se assistia a um boom económico e social nunca visto, o que verdadeiramente embebedava as pessoas que lá viviam. Esqueciam a Guiné e a derrota aí visível, para se alimentarem das vitórias em Angola e em Moçambique.
Só que a Guiné desgastava os centuriões do regime...e Spinola escreve o que escreve...Ao fazê-lo, general do regime que era, abriu a caixa de Pandora do regime e de lá saiu o MFA.
"Vilas" et "cidades", bourgs et ... - Google Recherche de Livres
E Portugal passou a ter vários poderes - o Estado, ainda dominado por próceres do regime nas estruturas de topo, o Estado dos partidos da Oposição, o Estado/PCP, o Estado/MFA spinolista e o Estado/MFA "de esquerda".
Lembram-se?
Desta complexidade nasceram multiplas e conjunturais alianças e, todas elas perceberam depressa que a situação nas Colónias era incontrolável, pois de exército pouco restava, de autoridade ainda menos e a democracia inexistia ainda.
Todos deixaram cair as Colónias por impossibilidade de sustentação. Nelas dominava a URSS por responsabilidade da teimosia dos próceres do regime que raro entenderem a necessidade do diálogo.
A haver traição, então, pode-se e deve-se apontar o dedo aos que no regime impediram o avanço para a Democracia em 1969, entalaram M Caetano entre cordas, não o deixando fazer mais que as Conversas em Família!
A partir daí funcionaram somente as regras de uma mundialização que à época apontava para uma vitória mundial da URSS.
Anos depois, bem tarde, por influencia de Mário Soares, diga-se, nascia a CPLP, * hoje ainda com um orçamento de uma Micro PME!
Hoje nas excolónias, com o findar da URSS, a abertura é outra, sóp que já temos, todos, mais uma pipa de anos...
Resta-nos ou viver o cansaço de uma zanga mal entendida, ou batalhar por uma CPLP a sério.
Nada mais,
Joffre Justino
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA: Mário Soares e Almeida Santos sempre mentiram
O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
Liberdade de expressão e informação
"1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura. " (Artigo 37.º da Constituição da República Portuguesa)
SÓ SE EU FOSSE BURRO
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
A Revolução dos Cravos e uma estratégia para Portugal - Opinião - DN
A Revolução dos Cravos e uma estratégia para Portugal
por MÁRIO SOARES28 Abril 2009
FEZ A REVOLUCAO POLITICA FEZ A REVOLUCAO MILITAR MAS NAO FEZ A REVOLUCAO SOCIAL COMO PROMETIA TANTO NOS COMICIOS
ENTUSIASMOS DE ABRIL PALAVRAS PALAVRAS PALAVRAS... PAROLES PAROLES PAROLES...
MILHARES DE PALAVRAS EM COMICIOS PARA CHEGARMOS AOS RESULTADOS DE HOJE
UM PORTUGAL MAIS POBRE PERDAO MAIS RICO....DE CONHECIMENTO
É uma boa oportunidade para ler ou reler "A verdade e a Mentira na Revolução de Abril,a contra revolução confessa-se"- Álvaro Cunhal,Ed. Avante.
Os jovens ficam a saber que Mário Soares é membro Honorário do Clube de Roma,parceiro de raínha Beatriz da Holanda,Jaques Delors, Gorbachov,Vaclav Havel,Reis de Espanha,etc.Tudo gente de trabalho que come o pão que o diabo amassou.Amigos:Mobutu e Savimbi!
jmrcl
EM
29 Abr 2009, às 23:46 - Portugal - Aveiro
DIARIO DE NOTICIAS OPINIAO
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28 Abr 2009, às 12:47 - Portugal - Porto
Pena é que Portugal tenha estado à beira de uma guerra civil nos dois anos subsequentes à “madrugada redentora de Abril” e que a economia nacional (que registou a mais alta taxa de crescimento da Europa nos anos 60) tenha sido posta de rastos por muitos e bons anos. Ao que parece era só para nos distrair dos crimes de vária ordem que estavam para acontecer em África e em Timor, a mando das “grandes potências” - e neste capítulo com a conivência de Mário Soares, infelizmente. Mas enquanto nós nos entretemos a falar enfaticamente de”Abril", constato que o fenómeno (que julgávamos salazarista) da Emigração está de pedra e cal, sobretudo aqui, neste Norte esquecido, E INTERIOR E PARTE EST DE PORTUGAL !
e que, ano após ano, vamos sendo claramente ultrapassados nas estatísticas comparativas do rendimento por habitante e do desenvolvimento humano por países que connosco estavam praticamente empatados em 1974 ou que eram até mais atrasados do que Portugal. A título de exemplo: Espanha, Irlanda, Grécia, Israel, Coreia do Sul, Eslovénia, Chipre, Malta, República Checa, e qualquer dia a Eslováquia e a Estónia. Nós enchemos a boca com “Abril”, com a “energia das ondas” e com o “Magalhães” do sr. “engenheiro”. Mas eles enchem o papo e os bolsos e ficam a rir-se deste país de Meninos de Ouro.
DIARIO DE NOTICIAS OPINIAO
*O próprio Mário Soares, no seu livro, Portugal Amordaçado, dá como certa a nomeação do Dr. Agostinho Neto chefe do Estado Angolano.
mas no dia 25 de Agosto, Agostinho Neto fica em minoria após a apreciação de um relatório onde constavam as suas actividades durante a guerra de libertação e que conduziu a um total fracasso e à suspensão de todos os apoios do exterior, principalmente da URSS.(...)
Pg.405
Poderá e deverá perguntar-se, porque corria Mário Soares?
- Para libertar essses povos do jugo colonial?
- Numa manobra de puro protagonistno em busca duma reafirmação pessoal no espaço nacional e internacional?
- No cumprimento de directivas dos verdadeiros e mais interessados promotores do problema ultramarino com objectivos bem precisos?
Analise-se com cuidado o percurso de Mário Soares, desde o 25 de Abril até ao 11 de Março de 1975, ou mesmo antes, quando começou a tomar consciência de que o "poder" que tanto ambicionava e pelo qual lutara tão arduamente durante tanto tempo, parecia escapar-se-lhe e ameaçava cair nas mãos dos comunistas. É, no mínimo, curioso verificar que Cunhal, talvez um dos principais interessados em entregar à URSS a tutela dos territórios ultramarinos, nunca se envolveu directamente no processo de descolonização
limitando-se a sua acção a meras declarações de circunstância. Em quantos encontros desde Bruxelas, Londres, Dakar, Argel, Lusaka e outros locais, onde se decidiu o futuro das colónias portuguesas, participou o Dr. Álvaro Cunhal? Mas alguém, minimamente avisado, acredita que o patrão dos comunistas portugueses, esteve inactivo nesta matéria ou se limitou a simples espectador? Seria demasiado ingénuo pensar-se assim. Não deu a cara, como aliás a maioria dos comunistas, para não criar um clima de suspeição e até medo, mas não se limitou a ser um observador atento apesar de as coisas lhe correrem de feição. A sua acção e dos seus correligionários directos manteve-se oculta, mas altamente eficaz. Manobrava na sombra e sempre muito atento ao que se ia desenrolando em todos os quadrantes da vida nacional. Conhecia perfeitamente os objectivos da descolonização (...)"
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
Pg.407/9
"Nelas participavam portugueses, nossos concidadãos, traidores, que não enviando ultimatos, mas escondendo-se sob manto hipócrita dos Direitos do Homem, aí decidiram a estratégia para acabar com o tal Portugal pluricontinental e multi-racial.
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
É importante salientar que Mário Soares, tendo iniciado uma autêntica maratona em prol da descolonização, logo após o 25 de Abril, e que teve como ponto de partida Bruxelas, onde se encontrou com Agostinho Neto e depois, para além de outros países europeus, se estendeu a África, nomeadamente Argélia, Zâmbia, Zaire, Senegal, Tunísia, nunca considerou ser importante fazer uma visita aos territórios que eram objecto de negociações visando a sua independência. Naturalmente que isso seria o mínimo que se poderia esperar de qualquer dos principais obreiros da descolonização se, de facto, eles estivessem preocupados em defender os interesses de Portugal dos povos desses territórios.
Pelos fins de Novembro, já ninguém em Angola tinha dúvidas de que apenas os movimentos de libertação seriam os únicos interlocutores nas negociações com Portugal. Para além de outras vozes discordantes, a FUA reage através de um comunicado, denunciando a traição de que estava a ser vítima a grande maioria do povo angolano
(...)"Mário Soares, declara ainda em Bruxelas no dia seguinte, isto é, em 3 de Maio, que "a luta não cessaria em Angola enquanto não fosse reconhecido o direito à autodeterminação e independência"
Pg.377
"Após ter sido empossado como ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Soares incrementa a sua actividade no campo específico da descolonização. Para além dos contactos com Agostinho Neto, encontra-se também com Aristides Pereira em Londres e Samora Machel, que cumprimenta com um efusivo e grande abraço, em Lusaka, ignorando tanto Savimbi da UNITA como Holden Roberto da FNLA".
na estratégia de reabilitação do MPLA que era notória desde o primeiro encontro de Mário Soares, no dia 2 de Maio, em Bruxelas com Agostinho Neto.
Aliás esta estratégia foi perfeitamente confirmada por Iko Carreira, um dos homens do Comité Central do MPLA, quando no seu livro O pensamento estratégico de Agostinho Neto afirma: "O MFA (Movimento da Forças Armadas) que tomou o poder em Portugal, atrav�s dum golpe de estado, que derrubou a ditadura de Salazar e Caetano, tinha tendências esquerdistas. Esse facto, fundamentalmente, levou-o a dar um maior apoio ao MPLA."
Pg.404
"Entrava-se no mês de Setembro e a problemática da descolonização continuava um mundo de contradições e indefinições. Ninguém responsável conseguira definir a política ultramarina na sequência do 25 de Abril. Cada um agia de acordo com a sua consciência, os seus interesses ou as directivas recebidas de quem detinha o poder neste campo específico da vida nacional. No exterior, Mário Soares, Almeida Santos, Melo Antunes e outras personalidades de menor relevo, movimentavam-se intensamente para resolver o que consideravam ser o problema primeiro do País.
OS ARTISTAS PORTUGUESE
LES ARTISTES PORTUGAIS
A IDEOLOGIA DA MENTIRA IDEOLOGIE DU MENSONGE
LES NEOSOFISTES
L ART DE MANIPULER LES MASSES POPULAIRES ET MONETAIRES A ARTE DE MANIPULAR AS MASSAS POPULARES E MONETARIAS
A Vergonhosa Descolonização Ultramarina (1974). - YouTube - Búsqueda de vídeos de Truveo
"Descolonização foi uma tragédia" - JN
à «traição» de Álvaro Cunhal, a «soldo» de Moscovo ou de Mário Soares, também a «soldo» de Moscovo para uns, «agente» da Companhia» para outros,
Mu(n)do Phonographo: Guerra, Descolonização e tentativa de branqueamento da História
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA"
Mário Soares, curiosamente o que menos conhecia da realidade dos territórios africanos ligados a Portugal, era o mais activo.
Mantivera, durante o exílio, alguns contactos com os principais líderes dos movimentos de libertação que, movidos por interesses raramente coincidentes com os das populações, lhe transmitiam uma imagem parcial, distorcida e falseada que não podia servir de base à accão que vinha desenvolvendo. Ao considerar os movimentos de libertação como os únicos legítimos representantes dos povos desses territórios, não incluía a grande massa de trabalhadores que nunca tinha pegado em armas mas que dera um contributo altamente válido para o desenvolvimento e progresso dessas regiões".(...)
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
Perante este "excelente" currículo de Mário Soares referente à descolonização de Angola poderemos concluir que ele foi um dos grandes culpados pela tragédia que se abateu sobre o povo de Angola, brancos, pretos e mestiços e que provocou a destruição de um país, milhares de mortos e estropiados e que, de um país próspero e rico que era em 1975, hoje é um dos países mais pobres que tem de recorrer à ajuda internacional para subsistir porque a riqueza está nas mãos de alguns camaradas, dos kuribecas e dos previligiados.
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
Conhecia perfeitamente os objectivos da descolonização (...)"
Pg.407/9
"Nelas participavam portugueses, nossos concidadãos, traidores, que não enviando ultimatos, mas escondendo-se sob manto hipócrita dos Direitos do Homem, aí decidiram a estratégia para acabar com o tal Portugal pluricontinental e multi-racial.
Só estranhava que um homem com a larga experiência e conhecimento de África como o Dr. Almeida Santos viesse convictamente a defender nas suas intervenções públicas este princípio inquestionável da consulta popular
PSITACÍDEO: O "EXCELENTE" CURRICULO DE MÁRIO SOARES REFERENTE À DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
25 DE ABRIL - O ANTES E O AGORA:
22-11-2004
ALMEIDA SANTOS - Estou a escrever um livro sobre a descolonização
Estou a escrever um livro sobre a descolonização, e haverá lá algumas surpresas», diz Almeida Santos, numa conversa sobre os seus tempos livres. O trabalho será editado em dois ou três volumes («interessa sobretudo a gente a partir da meia-idade e não convém ter letra pequena»), todos ao mesmo tem*po. O presidente do PS tenciona acabar o livro até ao fim do ano. «Escrevo como "réu do crime", por*que apanhei muita tareia nestes 30 anos», salienta ainda, para concluir: «Nunca tive a preocupação de me defender - para isso teria de acusar alguém —, e isto não é um livro justifi*cativo, mas apenas uma oportunidade para repor a minha verdade.»
É a escrever ( «já publi*quei 26 livros, e tenho outros em preparação») e a ler que António Almeida Santos, 78 anos, casado, pai de quatro filhos e avô de oito netos, afirma pas*sar as suas «horas vagas». E aproveita a escrita para descarregar o seu pessi*mismo assumido: «Sou muito pessimista sobre o futuro da nossa civilização, e acho que o pior da globalização é o cidadão globalizado, sujeito aos valores do capitalismo liberal.»
Houve tempos em que teve um hobbymsàs ani*mado: «Quando os dedos eram ágeis, fazia umas sessões de guitarradas com os amigos.» Tocava gui*tarra e cantava. Os fados e guitarradas são coisas dos tempos de Coimbra, onde Almeida Santos fez o liceu e se licenciou em Direito: «Aprendi muitos acordes com o António Pinho Brojo, um catedrático que foi meu colega de liceu; e com o João Bagão, o Carvalho Homem e o José Amaral, os grandes guitarristas do meu tempo.»
Mas tocou com muito mais gente: «Toquei com o António Brojo, o Manuel Branquinho, o António Portugal, o cunhado do Manuel Alegre; conheci muito bem o António Paredes, pai do Carlos Paredes, que acompanhei em casa de um amigo comum, o dr. José Cunha; e fui também amigo do Carlos Paredes.»
De resto, as guitarradas, com a sua ligação ao Orfeão Académico de Coimbra, haveriam de de*terminar a vida moçambicana de Almeida Santos, entre 1953 e 74 : «Quando estava no 4.° ano da Faculdade, fizemos uma viagem por várias coló*nias com o Orfeão, de que eu era cantor, guitar*rista e orador oficial.» Dessa viagem, saiu o seu pri*meiro livro — que teve duas edições. Mas o deslumbramento levou-o mais longe: «Resolvi ir viver para Moçambique, também por razões ideológicas, com a ideia de ajudar a África a eman*cipar-se.» Recorda que nunca cobrou um tostão aos africanos e teve clientes como Samora Machel: «Ganhei dinheiro, mas foi com os europeus.»
Depois do 25 de Abril, em Lisboa ou em Coimbra, os fados e guitarradas de Almeida Santos lá prosseguiram, com os amigos de sempre. E ins*tituiu-se até uma cele*bração anual da «Tomada da Bastilha» no Casino Estoril, a 14 de Julho. Almeida Santos explica: «Houve uma "Tomada da Bastilha" em Coimbra que come*moramos sempre, e que foi o assalto dos estudantes ao Clube dos Lentes — que veio a ser depois, durante muitos anos, a sede da As*sociação Académica.» Mas ele já não toca aí guitarra: «Ultimamente só canto; e também lá costumam ir o Luís Gois, o Augusto Camacho e alguns outros "jovens" do meu tempo.» Almeida Santos diz que foi deixando a guitarra não só pela perda da agilidade dos dedos mas também pela morte dos compa*nheiros: «Morreram o Bagão, o Branquinho, o Brojo, o Portugal; o Tuna felizmente ainda está vivo; mas quando morreu o José Cunha parei.»
Sente o peso da idade («estou fragilizado, não se esqueça da minha operação ao coração»), e apon*ta a solidão como um dos preços da longevidade: «Mas quem gosta de ler e escrever não receia a solidão.» Cita, a propósito, Raul Brandão: «Dêem-me um papel, uma caneta e um buraco e não tenham pena de mim.» E acentua logo: «Eu tenho essa mesma defesa.»
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Re : PORTUGAL IMPERIO? JA NAO ES IMPERIO..QUE FIZERAM DE TI.... -
27/05/2009, 13h10
GRANDE REPORTAGEM – 20.11.2004 Pedro D’Anunciação
Moçambique para todos: Educação - Juventude
Vamos aprender mandarim?
07-12-2005
Governo pondera introdução da língua chinesa nas escolas
O ministro da Educação e Cultura de Moçambique, Aires Aly, admitiu hoje em Maputo a hipótese de introduzir o ensino da língua chinesa, atendendo ao "peso" que o idioma está a ganhar no mundo.
Aires Aly disse que o governo está a negociar com a China o envio para aquele país asiático de bolseiros que mais tarde irão ensinar o chinês nos institutos de língua moçambicanos.
As autoridades moçambicanas esperam também que a China mande professores chineses para o ensino da sua língua em Moçambique, acrescentou Aires Aly.
"A China e a sua língua estão a ganhar uma crescente importância e influência no mundo e nós não nos podemos alhear disso", enfatizou Aly, assinalando o interesse de muitos moçambicanos em conhecer o chinês.
O ministro visitou recentemente a República Popular da China, tendo então expresso o desejo de ver incrementada a cooperação bilateral na área da formação.
A cooperação entre Moçambique e a China tem vindo a acentuar- se nos últimos anos, principalmente ao nível da economia e das obras públicas, tendo a China financiado a construção de imponentes edifícios que acolhem a Assembleia da República, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e o Centro de Conferências Joaquim Chissano.
Diversas empresas chinesas de construção civil participam actualmente no processo de reabilitação de infra-estruturas de Moçambique, como pontes e estradas.
NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 05.12.2005
07-12-2005 in Cooperação - ONGs, Educação - Juventude
O CHINES APPRENDE SE NAS ESCOLAS
O PORTUGUES NUMA PLATEFORMA VIRTUAL !
24-10-2005
Escola Virtual quer levar luso-descendentes a aprender português
Atrair as novas gerações de luso-descendentes para a aprendizagem da língua portuguesa e aproximá-las da cultura do país de origem dos pais e avós são alguns dos objectivos da Escola Virtual, uma plataforma electrónica de ensino promovida pela secretaria de Estado das Comunidades, apresentada hoje.
Além de aprenderem português, ao acederem à página
http://www.escolavirtual.pt/loginPE/ os alunos têm também informações diversas sobre Portugal, sobre os países de acolhimento e sobre a história de Portugal
Moçambique para todos: Educação - Juventude
A última inacabável do ex-ministro Nguenha
Com pompa e circunstância foi inaugurada a Escola Secundária Joaquim Alberto Chissano, construída com o apoio do Governo chinês no passado dia 18 de Janeiro de 2004 no bairro de Albasine, Distrito Municipal 4, arredores da cidade de Maputo.
Charles Baptista
O ministro da Educação e Cultura, Aires Aly, no seu regresso de uma visita à República Popular da China, disse, para o espanto de muitos cidadãos, que o Governo de Moçambique vai ponderar a possibilidade de se introduzir o ensino no País do mandarim – a língua que se fala na China. Se o Vietname continuar a oferecer-nos arroz, vamos aprender a língua deles em vez de lhes pedirem que nos ensinem como também produzirmos alimentos.
Avançou como razões de fundo o facto de o mandarim ser falado por quase 1,5 bilião de almas e a contribuição que a China tem dado a Moçambique.
Citou como exemplos a construção do Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, o edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, as obras na Estrada Nacional N1, troço Muxúngwè – Inchope. Esqueceu-se de dizer que a China vai construir a ponte, economicamente inviável, sobre o Rio Rovuma, mahala. Um dia, a Índia constrói um shopping em Lichinga, e teremos de aprender o gujarati.
Somos dos poucos países africanos que 30 anos depois da Independência ainda não introduzimos nas escolas o ensino das línguas nacionais. Não há, até ao presente, um estudo sistematizado das nossas línguas. Há casos em que os netos não se comunicam
com os avós devido à barreira da língua. Milhões de moçambicanos continuam alheios ao manancial estrutural das nossas línguas.
As nossas crianças não falam a extensa e rica língua macua, não há onde aprendê-la. O vigoroso e expressivo shona é falado pelos “ultrapassados”. O doce e empolgante tsonga não goza da melhor sorte.
XXXXXXXXXA morte lenta das nossas línguas deve-se à ausência de políticas claras neste domínio.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXX
Ignorar as nossas línguas é um dos pecados mortais que os sucessivos Governos do nosso País cometem contra o povo: tercializar as nossas línguas. A desculpa oficial que se conhece é de que existem mais de 100 línguas. Não há vontade política em que as nossas línguas sejam valorizadas.
Não sabemos falar nem escrever as nossas línguas, mas vamos ter que aprender o mandarim! A razão do nosso subdesenvolvimento está nas nossas mentes e não na falta de recursos. A nossa pobreza reside mais na falta de orgulho e da visão estereotipada do futuro.
A nossa pobreza absoluta reside nas cabeças das pessoas que não cumprem com as suas obrigações como bons governantes.
Um povo que não conhece o poder e a riqueza da sua cultura não pode ganhar a batalha contra o subdesenvolvimento.
A luta contra a pobreza é, eminentemente cultural. Ela não se circunscreve nos discursos dos gabinetes com ar condicionado e água mineral.
Teria sido uma boa nova dizer que o Governo vai contratar linguistas para nos ajudar a escrever a gramática e os livros do ensino das nossas línguas.
Quem não se conhece não pode conhecer os outros.
Antes do mandarim, paquistanês, iraquiano, filipino, indonésio, afegão, etc., queremos aprender macua, shona e ronga! Parem de brincar com o povo! Onde moram as nossas línguas?
Moçambique para todos: Educação - Juventude
CORREIO DA MANHÃ(Maputo) – 16.12.2005
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Milhões de alunos sem livros no início das aulas
Milhões de alunos moçambicanos, da primeira à sétima classes, encontram-se sem livros escolares, por atrasos na distribuição dos manuais pelas editoras, que estas atribuem à assinatura tardia dos contratos de produção de livros com o Ministério da Educação.
O director da Moçambique Editora, ligada à portuguesa Porto Editora, Rui Rocha, disse à Agência Lusa que, apesar do ano lectivo ter arrancado a 18 de Janeiro, só a 04 de Março é que a sua empresa poderia entregar os cinco milhões de livros que deve produzir, considerando que a situação resulta do facto do contrato com o Ministério da Educação ter sido rubricado a 04 de Dezembro do ano passado.
"Mesmo assim, por um verdadeiro milagre, a Moçambique Editora conseguiu entregar até dia 15 deste mês cerca de 68 por cento dos livros que deve entregar, apesar de o contrato com o Ministério da Educação conceder três meses para a produção dos livros", sublinhou Rocha.
O director da editora referiu que a "complexidade na produção dos livros, que inclui o concurso, a avaliação das propostas, a aprovação e revisão dos manuais, bem como a impressão dos mesmos em Portugal, no caso das editoras portuguesas, é que está na origem do atraso na distribuição dos manuais".
Rui Rocha apontou ainda a burocracia no transbordo dos manuais no porto sul-africano de Durban, como outra das causas por detrás da demora na entrega dos livros aos alunos, garantido, no entanto, que a sua editora vai disponibilizar os manuais em falta até 19 de Fevereiro próximo.
Por seu turno, o representante em Maputo da portuguesa Texto Editora, Rui Meireles, igualmente envolvida na produção do livro escolar em Moçambique, através da Plural Editores, disse à Lusa que só em finais de Fevereiro é que a sua empresa vai entregar os cerca de dois milhões de livros acordados com o Ministério da Educação, também devido ao atraso na assinatura dos contratos de produção dos manuais.
"É impossível entregar os livros antes de finais de Fevereiro, pois o Ministério da Educação aprovou os nossos manuais a 22 de Dezembro e assinou o contrato na primeira quinzena deste mês, portanto, há um atraso que nos é completamente alheio", frisou Meireles.
Para além destas duas editoras, também as subsidiárias sul- africanas da Longman e Macmillan ganharam concursos para a produção de livros escolares gratuitos, encontrando-se igualmente atrasada a sua distribuição.
Num comunicado hoje divulgado em Maputo, o Ministério da Educação de Moçambique manifesta "grande preocupação com o atraso do livro escolar" e imputa este facto à "complexidade do processo" de produção e distribuição dos manuais escolares.
"O Ministério da Educação continuará a envidar esforços para que, em coordenação com as empresas envolvidas, o livro esteja nas mãos dos alunos com a brevidade possível", sublinha a mesma nota de imprensa, na qual garante ter tomada medidas administrativo- pedagógicas, para assegurar o curso normal das aulas.
Dados oficiais registam a existência de cerca de quatro milhões de alunos na primeira classe, estimando-se que as restantes classes do ensino primário do primeiro e segundo grau comportem igual número de estudantes.
Face à falta de manuais, nas ruas das principais cidades do país surgiu já o negócio de venda de livros escolares de anos anteriores, que foram produzidos para distribuição gratuita.
Fonte: Site "AFRICANOTÍCIAS", de 27.01.2005
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BOM DE CONHECER
O CASTELO DO DEPUTADO NAO UMA LENDA MAS UM CONTO PARA VER E SABER A NOVA ESCOLA DE QUEM SABE MANDA E PODE
INTERESSANTE
O castelo do deputado corregedor. A VOLTA VERGONHOSA DO FEUDALISMO. - AOL Video
A FAZENDA LUSITANIA !
O HOMEN QUE NAO FOI JUSTO
IOL Diário - A ditadura de Salazar em Espanha
O caso Camarate, o caso JFK português - Utopico CASO CAMARATE
Caso Camarate
PUBLICO.PT - PJ detém antigo segurança ligado ao caso Camarate
CDS admite vir a reabrir caso Camarate na AR - dn - DN
MAS MORREU POBRE !
AS AUTÊNTICAS CAUSAS DA GUERRA ULTRAMARINA DE 1961-1974. - AOL Video
OS BIBERONS PARA ADORMECER O POVO
PCP - AOL Video
LA LETTRE DE L'OCEAN INDIEN N°1094 - 26/06/2004
POLITIQUE & POUVOIRS
Guebuza conforte son lobby à Lisbonne
Le secrétaire général du Frelimo et candidat du parti gouvernemental mozambicain au scrutin présidentiel des 1er et 2 décembre 2004 a effectué cette semaine à Lisbonne une visite digne d'un chef de gouvernement, destinée à conforter son lobby dans la capitale portugaise.
Le lobby de Guebuza à Lisbonne
Lisbonne va être un centre important de préparation de la campagne du candidat du Frelimo (gouvernemental), Armando Guebuza, pour les élections législatives et présidentielles de la fin de l'année au Mozambique. (...).
Africa Intelligence : The information you need on "Antonio Almeida Santos"
blasfemias , o ovo da serpente
HaloScan.com - Comments
Se há coisa de que tenho orgulho e a que sou grato, é à memória destes reis que fizeram, refizeram, restauraram Portugal.»
«Pai, foste cavaleiro
Hoje a vigília é nossa»
Fernando Pessoa
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Re : PORTUGAL IMPERIO? JA NAO ES IMPERIO..QUE FIZERAM DE TI.... -
07/06/2009, 04h04
HISTORIA DO HOMEN QUE TENTAVA CULPAR OS OUTROS DAS SUAS RESPONSABILIDADES
Descolonização assentou em lei anónima
De:
PEDRO RAFAEL DOS SANTOS e ISABEL ONETO
Presidente do Partido Socialista e líder do seu grupo parlamentar, António de Almeida Santos, de 68 anos (nasceu no concelho de Seia, em 15 de Fevereiro de 1926), começou a interessar-se pelos problemas africanos quando ainda jovem estudante de Direito em Coimbra. Membro do Orfeão Académico (foi conhecido guitarrista e intérprete de fados), participou numa digressão às então colónias de São Tomé, Angola e Moçambique e apaixonou-se por África. Já advogado, decidiu fixar-se em Lourenço Marques, ali fazendo uma brilhante carreira, que acumulou com intensa actividade política de oposição ao salazarismo, no prosseguimento de uma luta iniciada na adolescência. « Nós defendíamos os chamados terroristas no Tribunal Militar, o que nos dava algum prestígio junto dos africanos mais conscientes, mas causou-nos alguns dissabores junto da população mais retógrada», recorda hoje, lembrando também que deixou avultados bens materiais em Moçambique, que nunca reclamará, embora soubesse que as suas pretensões seriam atendidas.
Ministro da Coordenação Interterritorial nos primeiros governos provisórios do pós-25 de Abril, com o estatuto político de independente, Almeida Santos – que posteriormente viria a sobraçar outras pastas e a evidenciar-se como orador parlamentar dotado de estilo muito próprio – esteve, intimamente ligado, por inerência de funções, ao processo de descolonização. Já desde há muito que sabia ser a autodeterminação das colónias inevitável, e, depois do 25 de Abril, « viu-se até que ponto a responsabilidade pela forma como decorreu a descolonização foi dos 13 anos de guerra e até mesmo dos anos que a precederam », diz. Hoje, pensa que o processo « correu mal, mas, apesar de tudo, foi um mal menor », pois «estivemos muitas vezes à beira de um colapso político e militar».
VISÂO --- como viveu o 25 de Abril ?
ALMEIDA SANTOS --- Eu viera de Moçambique a Lisboa, por motivos profissionais. Na noite de 24, fechei uns contractos para o Brasil, deitei-me tarde e, pouco depois, um amigo meu telefona-me e diz-me: « Não durmas mais porque parece que está a haver uma revolução.» Perguntei-lhe, estremunhado: « É boa ou má? » Havia o risco de ser uma acção da extrema - direita militar, que na altura contestava o próprio Marcelo Caetano, dizendo que ele estava a fazer aberturas perigosíssimas relativamente à unidade do império colonial. O meu amigo esclareceu-me: « Pela música parece-me que é boa.» Já não dormi mais. Fui para a rua e dirigi-me ao jornal República.
Estivera preso alguma vez?
Eu teria estado preso tantas vezes quantas os meus amigos (os elementos da oposição democrática ) estiveram, se vivesse em Lisboa. Mas em África a PIDE não prendia brancos, só prendia pretos. Coisas que fizemos com muito mais gravidade do que certas acções levadas a efeito em Portugal, lá não davam prisão. Mas fui incomodado muitas vezes, de diversas maneiras.
Mantinha contactos com as Forças Armadas em Moçambique?
Com alguns elementos, mas convém esclarecer que as Forças Armadas não estavam propriamente do meu lado. Sabia-se que alguns militares andavam descontentes, sobretudo na ponta final do regime. A partir de certa altura, a população (branca) começou a contestar as Forças Armadas, acusando-as de alguma ineficácia no tocante, quer ao combate ao terrorismo quer à manutenção da ordem.
Que informações possuía acerca da actualização da Frelimo?
Só me chegavam boatos, que nem sempre correspondiam à verdade. Tínhamos um grupo que todos os dias se reunia no Café Continental, em Lourenço Marques, e era um fervilhar de informações. Desse grupo faziam parte o Jacinto Veloso e o João Ferreira, mais tarde figuras da Frelimo.
Como foi parar ao Governo?
No dia 25 de Abril, o aeroporto de Lisboa foi fechado e não pude regressar imediatamente a Moçambique. Fiquei por cá uns oito a dez dias e, a dada altura, fui solicitado a dar a minha colaboração no esboço do programa do I Governo Provisório.
Quem o convidou?
Foi o prof. Veiga Simão, que era muito amigo do general Spínola. Pouco depois de regressar a Moçambique, o general Costa Gomes foi lá. Levava-me um convite do general Spínola para eu fazer parte do I Governo Provisório, como ministro da Coordenação Interterritorial. Era um nome muito esquisito, que, no fundo, disfarçava o que restava do antigo Ministério do Ultramar. Tratava-se de ajudar a fazer a descolonização, nos aspectos administrativos e institucionais.
Qual era a sua posição em relação às colónias?
Até 1971/1972 defendi uma solução federativa, porque me apercebi de que ainda poderíamos tentar uma saída política, embora sabendo que, com o tempo, os laços com Portugal seriam cortados. Mas isso permitiria uma transferência de poderes não catastrófica, que salvaguardaria as estruturas económicas e a permanência dos colonos. A partir de certa altura dei-me conta de que isso se tornara impossível e, no meu livro Já Agora, abandonei a tese federativa e passei a defender o princípio da autodeterminação, através de consultas aos povos das colónias.
Portanto, quando tomou posse como ministro, não estava em consonância com as ideias do general Spínola...
O general Spínola ainda tentou, depois do 25 de Abril, pôr de pé a doutrina do seu livro Portugal e o Futuro. Tivemos muitas conversas sobre isso e eu reconhecia nele um patriota cheio de boas intenções, mas o general foi ultrapassado pelos acontecimentos. Houve uma aceleração muito grande no estado de espírito das Forças Armadas, cada dia que passava era mais uma dificuldade acrescida, porque a saturação se tornava cada vez maior. E os militares chegaram a formular exigências, verdadeiros ultimatos no sentido de pressionar decisões rápidas para poderem regressar a casa.
Quer dizer que, num dado momento, Spínola teve de ceder?
O general tentou salvar uma solução de tipo comunitário, mas acabou por aceitar negociar a descolonização caso a caso. Ele próprio assinou o acordo da Guiné – Bissau, mas fê-lo um pouco contrafeito e só porque já não havia outra solução. Devo dizer que ele tentou adiar o mais possível a assinatura do acordo, para ver se conseguia espaço de manobra. Queria salvar o que ainda acreditava poder salvar.
Quem o apoiava nessa tentativa?
Não possuía muitos apoios, porque o Governo já era presidido por Vasco Gonçalves, que tinha uma visão da descolonização oposta à do general Spínola. E é assim que surge uma lei a consentir a descolonização por negociação directa entre Portugal e os movimentos de Libertação. Há, aliás, um aspecto curioso em tudo isso. Um belo dia, vejo no então Diário do Governo uma lei com um artigo único, que permitia a descolonização por acordos negociados e assinados pelo presidente da República. Como não tinha conhecimento daquele diploma, fui ter com o general Spínola e perguntei-lhe: « O que é que se passa? Eu tenho de pedir a minha demissão. Um lei destas - e eu não sei de nada!»
Quando é que isso aconteceu?
Estávamos, salvo erro, a 7 de Julho de 1974 e o presidente respondeu-me: «Mas eu não assinei lei nenhuma!» «Não assinou? Mas está publicada!» Mandámos vir o dossier da lei e, na verdade, não estava assinada. Alguém tivera a preocupação de criar um facto politíco que impedia o regresso à estaca zero.
Sabe quem foi o autor desse facto político?
Não faço ideia nenhuma. Lá se deu um toque na lei, que ficou com dois artigos em vez de um pois constituia um verdadeiro disparate.E no dia seguinte, o general fez um grande discurso a admitir o princípio da autodeterminação com base em acordos negociados. Foi a partir desse momento que se legitimou o processo de descolonização tal como veio a decorrer.
Como encarava o peso da sua missão?
O meu papel não foi tão grande como tem sido dito. Em relação a Angola não tive praticamente interferência nenhuma na negociação do acordo, pois apenas lhe melhorei a redacção, a nível formal. O acordo foi negociado entre as Forças Armadas e os movimentos de libertação angolanos. Portanto, veio de lá feito.
Acompanhava a evolução das negociações?
Infelizmente não, nem sempre sabíamos o que se passava no terreno. Em relação à Guiné, a situação estava à beira da ruptura. Intervim nas negociações, mas tratava-se apenas de salvar a face, pois já nada havia a fazer. O princípio das consultas populares, que se estabelecera inicialmente, não foi possível concretizar na Guiné e o mesmo sucedeu em Moçambique, onde a nossa situação estava a degradar-se cada vez mais. Em Angola, o conflito entre os movimentos de libertação veio inviabilizar essa iniciativa, que esteve prevista. Só em São Tomé e em Cabo Verde, onde não houvera guerra, foi possível auscultar as populações, que recusaram continuar ligadas a Portugal.
Como é que os restantes membros do Governo viam o evoluir da descolonização?
Vou dizer-lhe o seguinte: os outros membros do Governo não queriam ouvir falar sequer do problema colonial. Tratava-se de uma questão escaldante, susceptível de queimar quem dela se aproximasse. De um modo geral, a política ultramarina não foi discutida a nível do Governo. Havia uma Comissão Nacional de Descolonização, presidida pelo presidente da República, com duas componentes, uma militar e outra civil, na qual eu tinha assento. A descolonização foi feita por essa componente militar em 70 por cento.
Tendo vivido tantos anos em Moçambique, deve ser especialmente sensível ao que ali se passou...
Samora Machel foi um dos responsáveis pela fuga da população branca, quando começou a fazer discursos antieuropeus, depois da independência . Mais tarde arrepende-se e revelou-se amigo dos portugueses, corrigindo muitos erros do passado. Foi pena que tivesse morrido, porque era um grande chefe político.
Falando de personalidades moçambicanas, que ideia tinha do engº Jorge Jardim?
Conhecia-o muito bem e tínhamos relações pessoais de grande cordialidade. Ele colaborava numa empresa de que eu era advogado e até sócio. Era um homem muito inteligente, com um sentido heróico da vida. Onde houvesse um conflito, lá estava ele com o avião. Chegou a ter uma milícia por conta própria e estou convencido de que poderia ter sido um grande general.
Teve conhecimento do plano do engº Jardim para a independência de Moçambique, em 1973?
Fui das poucas pessoas a quem ele revelou a existência desse plano. Discutiu-o comigo, sabendo que estava a fazê-lo com uma espécie de líder da oposição moçambicana. Ele tinha confiança em mim. Veio a negociar um plano que não diverge muito do acordo de Lusaca, pois também previa uma consulta popular. Simplesmente, o primeiro ministro Marcelo Caetano não aprovou essa iniciativa e o engº Jardim ficou muito decepcionado.
Visita regularmente Moçambique?
Tenho ido lá algumas vezes e espero voltar brevemente. Devo dizer que se puder ajudar o país em termos económicos, fá-lo-ei. Tenho um projecto muito ambicioso para Moçambique, mas não vale a pena falar dele agora. Destina-se a fazer com que os moçambicanos produzam os seus próprios alimentos, porque o território tem potencialidades para isso e para muito mais. O Ocidente deverá tomar as medidas adequadas para que isso aconteça, em vez de estar a mandar auxílios anuais da ordem de muitos milhões de contos que, no fundo, não resolvem nada.
Spínola tentou adiar o mais possível a assinatura do acordo da Guiné-Bissau.
Os militares chegaram a formular exigências, verdadeiros ultimatos no sentido de pressionar decisões rápidas para poderem regressar a casa
http://www.portugalclub.org/arquivo.php?m=3&ano=2006
Dernière modification par duarte1 ; 07/06/2009 à 04h10.
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Re : PORTUGAL IMPERIO? JA NAO ES IMPERIO..QUE FIZERAM DE TI.... -
07/06/2009, 14h46
ACREDITAMOS SIM ACREDITAMOS
MAS TEMOS AGORA O RESULTADO
DA CONFIANCA QUE DEPOSITAMOS EM VOS
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Cheval
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Re : PORTUGAL IMPERIO? JA NAO ES IMPERIO..QUE FIZERAM DE TI.... -
07/06/2009, 14h50
1974
25 de ABRIL
O MFA leva a cabo uma operação militar que põe termo ao Estado Novo. É constituída uma Junta de Salvação Nacional (JSN), presidida pelo general Spínola, que assume as atribuições dos órgãos fundamentais do Estado, entretanto destituídos. Um conjunto de diplomas legais exonera os principais dirigentes do regime, dissolve a Assembleia Nacional e o Conselho de Estado e extingue a Direcção-Geral de Segurança (excepto nas colónias), a Legião Portuguesa, a Mocidade Portuguesa e a Acção Nacional Popular (ANP).
De Bona, onde se encontrava a convite de Willy Brandt, Mário Soares parte para Paris, após ter sido informado pelo SPD de que em Portugal eclodira um movimento militar revolucionário.
26 de ABRIL
É divulgado o programa do MFA.
Realizam-se manifestações de apoio ao MFA em vários pontos do país.
É decretada uma amnistia para os crimes políticos e infracções disciplinares da mesma natureza. Libertação dos presos políticos de Caxias e Peniche.
Em Paris, o Secretariado Político do PS no exterior emite um comunicado onde declara que "a tomada de posição das Forças Armadas Portuguesas, derrubando o Governo fascista e colonialista de Marcelo Caetano, representa um acto altamente positivo e patriótico, que vem abrir uma nova fase na vida nacional" e apela à "mais vasta unidade de todas as forças democráticas e de progresso". Solicita também a abertura imediata de negociações com os movimentos de libertação na "base do princípio do direito dos povos africanos à autodeterminação e independência". O comunicado é assinado por Mário Soares, Manuel Tito de Morais, Francisco Ramos da Costa, Jorge Campinos e Fernando Loureiro.
27 de ABRIL
Reunião da JSN com representantes de movimentos políticos (MDP/CDE, SEDES e Convergência Monárquica) e directores de órgãos de informação.
Mário Soares, acompanhado por Tito de Morais, Ramos da Costa e outros dirigentes socialistas, bem como do seu amigo e companheiro de exílio Fernando Oneto, parte para Lisboa de comboio, no Sud Express.
28 de ABRIL
Chega a Santa Apolónia, vindo do exílio, o líder do PS, Mário Soares. É o primeiro dirigente da Oposição a regressar. Saúda-o uma enorme manifestação de apoio.
Depois de uma improvisada conferência de imprensa na sala de espera, apinhada de jornalistas, Raul Rêgo pede-lhe que o acompanhe ao edifício do EMGFA na Cova da Moura, onde o general Spínola o aguarda. O general solicita-lhe que use a sua influência internacional no sentido do reconhecimento do novo poder político português. Mário Soares torna-se, assim, o primeiro ministro dos Negócios Estrangeiros da Revolução de Abril, antes mesmo de ser investido oficialmente no cargo, dezanove dias depois, quando da posse do l Governo Provisório.
O Conselho Directivo do PS emite um comunicado em que se enuncia, nomeadamente, os objectivos mais urgentes que o PS define para a Nação Portuguesa.
29 de ABRIL
O general Costa Gomes é nomeado Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
São exonerados os reitores das Universidades, as direcções das Escolas Superiores e Institutos Politécnicos.
30 de ABRIL
É publicado o DL n.º 178/74, que prevê o saneamento dos quadros das Forças Armadas.
Comunicado da JSN autorizando o regresso dos exilados políticos portugueses.
Chega a Lisboa (Aeroporto da Portela), vindo do exílio, Álvaro Cunhal, líder do PCP. Espera-o uma grande manifestação que o saúda. Mário Soares está presente.
Libertação dos presos políticos das colónias do campo de concentração do Tarrafal, Cabo Verde, e da cadeia de Machava, em Moçambique.
Vários países reconhecem o novo regime, entre eles os EUA, Brasil, Espanha, França, RFA, África do Sul e Vaticano.
1 de MAIO
Manifestação do 1.º de Maio em Lisboa. Outras grandes manifestações decorrem nas principais cidades do país.
2 de MAIO
Em comunicado, os jornalistas dos vários órgãos de comunicação social recusam-se a aceitar qualquer censura interna.
Mário Soares percorre as capitais dos países membros da CEE. O seu objectivo é explicar aos Chefes de Estado e de Governo europeus a importância das modificações ocorridas em Portugal. Nos dias seguintes, é recebido em Londres por Harold Wilson e James Callaghan, em Bona por Willy Brandt, em Roma por Pietro Nenni e no Vaticano pelo Cardeal Agostinho Casaroli. Encontra-se em Helsínquia com os quatro líderes da social-democracia escandinava: Olof Palme (Suécia), Kalevi Sorsa (Finlândia), Tygrevie Brateli (Noruega) e Anker Jorgensen (Dinamarca). Em Bruxelas tem um primeiro encontro secreto com o presidente do MPLA, Agostinho Neto.
4 de MAIO
É publicada uma nota pastoral da Conferência Episcopal a propósito dos acontecimentos do dia 25 de Abril. Defende o pluralismo e a não participação dos padres em partidos políticos.
Militantes do MRPP impedem, pela primeira vez, um embarque de tropas para as colónias. Palavra de ordem: "Nem mais um soldado para as colónias!".
7 de MAIO
Constitui-se formalmente o Partido Popular Democrático (PPD).
9 de MAIO
A ONU faz um apelo à JSN para que entre em negociações imediatas com os movimentos de libertação africanos.
10 de MAIO
Novo apelo da ONU à JSN para que esta faça uma "declaração categórica de aceitação de independência das Colónias".
É fundado o Movimento de Esquerda Socialista (MES).
Num comunicado público, a Causa Monárquica manifesta a decisão de continuar "como associação de estudo, cultura e doutrina monárquica, à margem de qualquer actividade partidária".
11 de MAIO
Com a presença de 56 sindicatos, reúne-se a Intersindical Nacional, que aprova dois documentos: "Para uma estratégia do movimento sindical no panorama actual" e "Reestruturação e organização sindical".
12 de MAIO
Almeida Santos publica na revista Tempo um artigo intitulado "Carta aberta aos Moçambicanos", em que faz apelo à JSN para que reconheça o direito à autodeterminação dos povos das colónias.
13 de MAIO
D. António Ribeiro, Cardeal Patriarca de Lisboa, discursando em Fátima, preconiza a "renovação dos homens e das instituições".
Libertação dos presos políticos do Campo de S. Nicolau, em Angola.
14 de MAIO
Promulgação da Lei 2/74, que extingue a Assembleia Nacional e a Câmara Corporativa.
É extinta a Companhia Móvel da PSP conhecida por Polícia de Choque.
15 de MAIO
É publicado o DL n.º 203/74, que estabelece o programa e orgânica do I Governo Provisório.
O general António de Spínola assume as funções de Presidente da República.
16 de MAIO
Tomada de posse do I Governo Provisório, presidido por Adelino da Palma Carlos. Álvaro Cunhal, Mário Soares, Sá Carneiro e Pereira de Moura assumem as funções de ministros sem pasta.
17 de MAIO
Mário Soares, ministro dos Negócios Estrangeiros, encontra-se em Dakar com Aristides Pereira, secretário-geral do PAIGC, para negociar o cessar-fogo na Guiné. As negociações serão retomadas no dia 25 de Maio, em Londres.
O Avante!, órgão oficial do PCP, publica o seu primeiro número na legalidade.
18 de MAIO
O PS vem a público defender a realização de eleições municipais em Outubro. O PPD manifesta publicamente o apoio a esta sugestão.
19 de MAIO
No seguimento de um vasto movimento popular de ocupação de casas, a JSN decide legalizar as ocupações verificadas e proíbe novas ocupações.
20 de MAIO
A partida furtiva de Américo Tomás e Marcelo Caetano para o Brasil desencadeia forte reacção, por ter sido preparada por António de Spínola sem conhecimento das estruturas do MFA. O Governo, recém-empossado, também não fora posto ao corrente.
22 de MAIO
O PS anuncia a integração nas suas fileiras de um numeroso grupo de católicos progressistas e de outros socialistas, entre os quais Manuel Serra, líder do Movimento Socialista Popular.
23 de MAIO
Face ao alastramento do movimento grevista, que se estende a todo o país, a Intersindical divulga um comunicado em que chama a atenção para as greves inoportunas "encorajadas pela reacção".
Constitui-se formalmente o Partido Popular Monárquico (PPM).
24 de MAIO
Realiza-se, no Coliseu dos Recreios, o primeiro grande comício de organizações de extrema-esquerda: estão presentes o PRP, a Liga Comunista Internacional (LCI), a União Revolucionária Marxista-Leninista (URML) e os Comités de Base Socialista (CBS).
25 de MAIO
Prosseguem, em Londres, as conversações entre a delegação do PAIGC, chefiada por Pedro Pires, e a delegação portuguesa, presidida por Mário Soares.
Comício do PCP no Pavilhão dos Desportos, em Lisboa, onde se afirma que "a onda generalizada de greves serve o fascismo" e se acusam grupos de esquerdistas irresponsáveis de fazerem o jogo da reacção.
Manifestação anticolonial de extrema-esquerda, exigindo a libertação do capitão cubano Peralta, é reprimida pelas Forças Armadas e policiais.
29 de MAIO
António de Spínola inicia no Porto uma série de visitas às principais cidades do país. Afirma em discurso que "as ideias democráticas e de liberdade estão sendo criminosamente minadas por forças que visam a destruição e a anarquia".
31 de MAIO
É criado o Conselho de Estado, composto por 21 elementos, sete da JSN, sete do MFA, e sete cidadãos de reconhecido mérito designados por António de Spínola.
É criada a Juventude Socialista (JS).
Ao longo do mês foram regressando ao país conhecidos exilados políticos: Piteira Santos, Manuel Alegre, Rui Luís Gomes, Adolfo Ayala, José Augusto Seabra, Miguel Urbano Rodrigues, Emídio Guerreiro entre muitos outros.
Vaga grevista ao longo de todo o mês centrada em reivindicações salariais, melhores condições de trabalho, controlo dos despedimentos, saneamento, etc.
1 de JUNHO
Manifestação da Intersindical, com o apoio do PCP, contra a onda grevista.
É nomeada uma comissão para elaborar legislação sobre a greve.
4 de JUNHO
No Funchal circula um comunicado anónimo que apela à autonomia da Madeira.
O Sindicato dos Operários da Construção Civil decide por unanimidade não se filiar na Intersindical por "esta não se mostrar interessada em reconhecer a comissão eleita pelos trabalhadores, dando mostras de partidarismo".
6 de JUNHO
Em Lusaka ocorre o primeiro encontro entre representantes portugueses e a FRELIMO.
7 de JUNHO
Saldanha Sanches, dirigente do MRPP, é preso por ter publicado no jornal do seu partido um artigo incitando os soldados à deserção armada.
8 de JUNHO
Plenário do MFA na Manutenção Militar. Decide-se: a graduação de Otelo Saraiva Carvalho em brigadeiro e recusar graduações a quaisquer outros militares.
9 de JUNHO
São estabelecidas as relações diplomáticas de Portugal com a União Soviética e com a Jugoslávia.
11 de JUNHO
Silvério Marques é nomeado Governador-Geral de Angola.
Henrique Soares de Melo é nomeado Governador-Geral de Moçambique.
12 de JUNHO
Início da greve de fome de ex-agentes da PIDE, detidos na Cadeia Penitenciária de Lisboa.
14 de JUNHO
Realiza-se o primeiro encontro de Argel entre o PAIGC e uma delegação portuguesa.
16 de JUNHO
A OUA recomenda aos seus membros o "isolamento" de Portugal até à solução dos principais problemas das colónias.
17 de JUNHO
17 de Junho: Apesar do apelo do Governo, entram em greve trinta e cinco mil trabalhadores dos CTT. É a primeira confrontação sindical entre o PCP, que critica a greve, e o PS, que apoia.
18 de JUNHO
Mário Soares participa em Otava na conferência ministerial da NATO.
19 de JUNHO
19 de Junho: Encontro de António de Spínola com Richard Nixon nos Açores acompanhados de Sá Carneiro e de Diogo Neto.
21 de JUNHO
21 de Junho: O Movimento Nacional Pró-Divórcio realiza o seu primeiro comício em Lisboa, no Pavilhão dos Desportos.
22 de JUNHO
22 de Junho: Tem início o movimento para a criação dos sindicatos de assalariados agrícolas do Sul.
25 de JUNHO
É publicado o DL n.º 281/74 sobre liberdade de imprensa. A censura prévia é abolida mas são criados instrumentos militares de controle.
Entrevista de Palma Carlos ao Diário de Notícias: "As maiorias silenciosas têm de sair do seu comodismo ou do seu temor e de se pronunciarem abertamente"
3 de JULHO
Comício do PS no Porto, no Pavilhão dos Desportos, em que está presente François Mitterrand.
4 de JULHO
O PS emite um comunicado em que afirma "opor-se a toda e qualquer tentativa de institucionalizar uma frente única orgânica das forças democráticas, ainda que aparentemente supra-partidária". Inicia-se, assim, o desacordo com o PCP a propósito do MDP/CDE.
8 de JULHO
O Conselho dos CEMFA cria o Comando Operacional do Continente (COPCON).
9 de JULHO
Uma manifestação organizada para pedir a libertação dos dois oficiais presos na sequência da recusa de intervenção no caso da greve dos carteiros, é proibida pelas autoridades. Os manifestantes recusam-se a obedecer e desfilam até ao Marquês de Pombal.
13 de JULHO
Otelo Saraiva de Carvalho toma posse de comandante-adjunto do COPCON e de comandante da Região Militar de Lisboa. O seu discurso entra em choque directo com o do general Jaime Silvério Marques.
18 de JULHO
Tomada de posse do II Governo Provisório, presidido por Vasco Gonçalves.
19 de JULHO
Silvério Marques é afastado do cargo de Governador-Geral de Angola, devido à forte contestação das estruturas do MFA local.
Forma-se o Partido do Centro Democrático Social (CDS).
O Movimento Pró-Divórcio manifesta-se junto à Nunciatura Apostólica, exigindo a revisão imediata da Concordata.
22 de JULHO
No seguimento de vários incidentes graves em Angola, a JSN resolve criar uma Junta Governativa. Rosa Coutinho irá chefiá-la, acumulando o cargo com o de Comandante-Chefe das Forças Armadas.
24 de JULHO
Publicada a Lei n.º 6/74 que estabelece um regime transitório para Angola e Moçambique, criando as Juntas Governativas.
O Governador de Moçambique, Soares de Melo, demite-se.
O PDC realiza um comício no Teatro Monumental, em Lisboa.
25 de JULHO
Manifestação-Comício no Estádio 1.º de Maio de apoio ao Governo Provisório e ao MFA. Organizada pelas forças políticas participantes na coligação governamental (PS, PPD, PCP), reúne cerca de cem mil pessoas.
27 de JULHO
António de Spínola reconhece o direito à independência das colónias, após três meses de silêncio sobre essa matéria.
28 de JULHO
O MPLA e a FNLA concordam em constituir uma frente comum para negociar com Portugal a Independência de Angola.
Em Moçambique é estabelecido o cessar-fogo com a FRELIMO.
29 de JULHO
Pires Veloso é nomeado Governador-Geral de S. Tomé e Príncipe.
30 de JULHO
Entra no 2.º Tribunal Militar Territorial de Lisboa o processo contra os agentes da PIDE que assassinaram o general Humberto Delgado.
2 de AGOSTO
A Comissão de Extinção da PIDE/DGS e Legião Portuguesa revela à imprensa o número de agentes e informadores daquelas instituições. DGS: 2162 funcionários, 20000 informadores; Legião Portuguesa: 8000 legionários com mais de 600 informadores.
5 de AGOSTO
O semanário Luta Popular, órgão oficial do MRPP, é suspenso pela JSN, acusado de agressão ideológica ao MFA. Uma manifestação promovida por aquele partido é reprimida pelas forças militares.
6 de AGOSTO
Toma posse o novo governador de Cabo Verde, capitão-de-fragata Henrique da Silva Horta
14 de AGOSTO
Manifestação anti-colonial em Lisboa. Um morto e vários feridos devido à repressão da Polícia Militar e das forças da PSP.
15 de AGOSTO
Iniciam-se em Dar-es-Salam contactos entre uma delegação portuguesa, chefiada por Melo Antunes, e a FRELIMO.
20 de AGOSTO
O primeiro comício do CDS tem lugar em Vila Nova de Famalicão.
30 de AGOSTO
26 de Agosto: Assinatura em Argel do acordo entre Portugal e o PAIGC, com vista à independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde.
27 de AGOSTO
27 de Agosto: Promulgação da chamada "lei da greve" que regula o exercício do direito à greve e ao lock-out.
28 de AGOSTO
Catorze membros do MRPP são presos enquanto colavam cartazes.
29 de AGOSTO
É assinado pelo Presidente da República o Acordo de Argel, com vista à independência da Guiné e de Cabo Verde.
30 de AGOSTO
São constituídos e legalizados os primeiros sindicatos de trabalhadores agrícolas. No Alentejo, alguns agrários reagem com o abandono de terras e a destruição de culturas.
1 de SETEMBRO
O Governo da Indonésia afirma, em declarações à imprensa, que "não tem pretensões sobre o território de Timor sob administração portuguesa".
2 de SETEMBRO
Em comunicado, o PS considera que a lei da greve é merecedora de graves críticas por limitar a luta dos trabalhadores.
3 de SETEMBRO
Encontro em Brazzaville dos dirigentes das três facções do MPLA: Agostinho Neto, Joaquim Pinto de Andrade e Daniel Chipenda. Firma-se um acordo pelo qual Agostinho Neto é reconhecido como Presidente.
7 de SETEMBRO
É assinado o acordo de Lusaka, com vista à independência de Moçambique.
10 de SETEMBRO
O Governo Português reconhece a Guiné-Bissau como país independente. No seu discurso, António de Spínola faz novamente apelo à "Maioria Silenciosa".
11 de SETEMBRO
Uma vez informado da criação da comissão organizadora da manifestação da "Maioria Silenciosa", o general Spínola faz um segundo apelo na televisão para que "a maioria silenciosa do povo português reaja contra o comunismo".
13 de SETEMBRO
São publicados diplomas pelos quais se procede respectivamente à nacionalização dos Bancos Emissores: Banco de Angola, do Banco Nacional Ultramarino e do Banco de Portugal.
Em conferência de imprensa, Mário Soares declara que vão ser estabelecidas relações diplomáticas com todos os países africanos e asiáticos
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Re : PORTUGAL IMPERIO? JA NAO ES IMPERIO..QUE FIZERAM DE TI.... -
07/06/2009, 14h52
O PL começa a enviar circulares convocando para a "Manifestação Nacional" de 28 de Setembro. Também o PNP promove a reorganização de ex-legionários "para recomeçar a luta interrompida em 25 de Abril".
18 de SETEMBRO
Na madrugada de 18 para 19 são colados cartazes nas principais artérias de Lisboa, convidando para uma manifestação de apoio ao Presidente da República.
19 de SETEMBRO
Mário Soares reivindica junto de MacNamara, Presidente do Banco Mundial, o apoio efectivo daquele banco ao desenvolvimento económico português.
20 de SETEMBRO
Tomada de posse do Governo de transição de Moçambique, presidido por Joaquim Chissano.
Vítor Crespo é nomeado Alto-Comissário para Moçambique.
21 de SETEMBRO
Tomada de posse do novo Governador de Cabo Verde, Duarte da Fonseca, em substituição de Silva Horta.
22 de SETEMBRO
Criado o Conselho dos Vinte como Conselho Superior do MFA. Nele terão assento militares pertencentes à Comissão Coordenadora, à JSN e ao Governo.
Mário Soares discursa perante a Assembleia Geral da ONU.
23 de SETEMBRO
Mário Soares encontra-se em Washington com o Secretário de Estado Americano Henry Kissinger.
24 de SETEMBRO
Portugal e a União Indiana restabelecem relações diplomáticas
25 de SETEMBRO
É anunciada para o dia 28 a realização de uma manifestação da "Maioria Silenciosa" de apoio ao Presidente da República.
27 de SETEMBRO
O Presidente da República, António de Spínola, entra em confronto com a Comissão Coordenadora do MFA, Vasco Gonçalves e Otelo Saraiva de Carvalho, e manda encerrar diversas rádios.
Os partidos de esquerda tomam posição contra a manifestação da "Maioria Silenciosa".
28 de SETEMBRO
É distribuído um comunicado da Presidência da República, em que se declara ser inconveniente a realização da manifestação da "Maioria Silenciosa".
São entretanto detidos pelas forças do COPCON numerosos elementos afectos ao anterior regime.
29 de SETEMBRO
A Comissão Coordenadora do MFA informa o Presidente da República que retira o mandato aos generais Diogo Neto, Galvão de Melo e Jaime Silvério Marques.
Reunião do Conselho de Estado com o Presidente da República. A proposta de António de Spínola de declarar o estado de sítio não é aceite.
São erguidas barricadas nas principais estradas do país.
30 de SETEMBRO
António de Spínola renuncia ao cargo de Presidente da República.
Nomeação de Costa Gomes para a Presidência da República. Acumula estas funções com as de CEMGFA.
1 de OUTUBRO
Tomada de posse do III Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves. São afastados do elenco governativo Firmino Miguel e Sanches Osório.
2 de OUTUBRO
É libertado Saldanha Sanches, líder do MRPP.
11 de OUTUBRO
Comício do PS no Pavilhão dos Desportos em Lisboa. Mário Soares declara: "É necessário ganhar a classe média, a pequena burguesia, os pequenos comerciantes e os pequenos proprietários, porque também são povo e estão com a democracia".
14 de OUTUBRO
Começo da operação Komodo, plano indonésio de anexação de Timor-Leste.
17 de OUTUBRO
Pela primeira vez, um Presidente da República Portuguesa, Costa Gomes, discursa perante a Assembleia Geral da ONU.
18 de OUTUBRO
Em Washington, Costa Gomes e Mário Soares estabelecem contactos com vista à obtenção de ajuda económica a Portugal. Encontram-se com Henry Kissinger e Gerald Ford.
20 de OUTUBRO
O PCP, no VII Congresso (Extraordinário), o primeiro realizado em Lisboa desde 1932, faz algumas alterações ao seu programa, dele retirando a expressão "ditadura do proletariado".
22 de OUTUBRO
Como resultado do primeiro encontro formal entre as delegações portuguesa e do MPLA (21 de Outubro), este movimento difunde um comunicado em que anuncia o fim da luta armada.
23 de OUTUBRO
Na imprensa surge o anúncio do início das Campanhas de Dinamização Cultural.
25 de OUTUBRO
O PPD realiza o seu primeiro grande comício no Pavilhão dos Desportos em Lisboa.
31 de OUTUBRO
Visitam Lisboa, a convite do PS, Willy Brandt, Olof Palme, bem como os secretários-gerais do PS e da Juventude Socialista do Chile.
No seguimento dos acontecimentos do 28 de Setembro, começa a organizar-se o Movimento Democrático para a Libertação de Portugal (MDLP).
Spínola encontra-se com Alpoim Calvão em Massamá, para a preparação de um golpe de Estado.
2 de NOVEMBRO
O MDP/CDE transforma-se em partido político.
4 de NOVEMBRO
Grupos de militantes de extrema-esquerda tentam impedir a realização de um comício do CDS em Lisboa. O PPD, o PS e o PCP condenam os acontecimentos.
7 de NOVEMBRO
São publicados os diplomas que garantem a todos os cidadãos maiores de 18 anos o livre exercício do direito de associação e regulamentam a constituição e actividade dos partidos políticos.
13 de NOVEMBRO
Tomam posse os governadores de Macau, Garcia Leandro, e de Timor, Lemos Pires.
15 de NOVEMBRO
15 de Novembro: São publicados os DL n.º 621 A/74, 621 B/74 e 621 C/74, que no seu conjunto ficaram conhecidos como lei eleitoral.
21 de NOVEMBRO
O DL n.º 647/74 reintegra, postumamente, no seu posto o General de Força Aérea Humberto da Silva Delgado
23 de NOVEMBRO
I Congresso do PPD em Lisboa. Consagrada a liderança de Francisco Sá Carneiro.
26 de NOVEMBRO
Assinatura, em Argel, de um acordo entre o Governo Português e o Movimento para a Libertação de São Tomé e Príncipe.
27 de NOVEMBRO
Tem início o I Congresso do MES.
4 de DEZEMBRO
O Governo institui o pagamento do chamado 13.º mês (subsídio de Natal) aos pensionistas do Estado.
5 de DEZEMBRO
Inauguração da Barragem de Cahora Bassa, em Moçambique, uma das obras mais propagandeadas pelo regime deposto.
DL n.º 695/74. Confere às entidades patronais o direito de se constituirem em associações patronais para a defesa e promoção dos seus interesses.
9 de DEZEMBRO
Início do Recenseamento Eleitoral.
3-15 de DEZEMBRO
I Congresso do PS na legalidade, realizado em Lisboa. A linha de Soares sai vitoriosa. Alguns militantes considerados mais à esquerda, entre eles Manuel Serra, abandonam o partido.
16 de DEZEMBRO
Fundação da União Democrática Popular (UDP).
18 de DEZEMBRO
Em Angola, o MPLA e a UNITA assinam acordo.
31 de DEZEMBRO
Criação da Comissão Nacional de Descolonização.
1975
2 de Janeiro: O Conselho Superior do MFA pronuncia-se, por unanimidade, a favor da unicidade sindical.
3 de Janeiro: Carlos Carvalhas, secretário de Estado, pronuncia-se a favor da unicidade sindical.
6 de Janeiro: Portugal reconhece o Governo Popular da China e corta relações com a Formosa (República da China).
7 de Janeiro: Salgado Zenha assina um artigo no Diário de Notícias intitulado "Unidade Sindical ou Medo da Liberdade?", em que considera inconstitucional a unicidade sindical.
9 de Janeiro: Criação da Frente Socialista Popular (FSP), chefiada por Manuel Serra.
10 de Janeiro: Inicia-se no Alvor a cimeira para discussão da independência de Angola (que termina a 15 de Janeiro)
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Cheval
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Re : PORTUGAL IMPERIO? JA NAO ES IMPERIO..QUE FIZERAM DE TI.... -
07/06/2009, 14h54
Representantes portugueses e dos três movimentos nacionalistas angolanos (FNLA, MPLA, UNITA) acordam na constituição de um Governo de Transição, chefiado por um Alto Comissário português até 11 de Novembro, data prevista para a independência.
14 de Janeiro: Manifestação promovida pela Intersindical, PCP, MDP/CDE e diversos agrupamentos de esquerda a favor da unicidade sindical.
16 de Janeiro: Comício do PS, no Pavilhão dos Desportos, contra a unicidade sindical, durante o qual o PCP é acusado de querer impor o seu domínio sobre o movimento sindical e suprimir as liberdades públicas.
20 de Janeiro: UDT e FRETILIN formam uma coligação para negociar com Portugal a independência de Timor.
21 de Janeiro: O III Governo Provisório aprova o diploma que consagra a unicidade sindical. O Conselho dos 20 reafirma solenemente a sua promessa de realização de eleições para a Assembleia Constituinte em Abril.
22 de Janeiro: I Congresso do CDS, no Porto. Os congressistas e convidados estrangeiros são cercados por manifestantes de esquerda.
31 de Janeiro: O Conselho Superior do MFA proíbe manifestações convocadas pelo PCP e PS sobre a questão da unicidade sindical, para evitar confrontos partidários.
1 de Fevereiro: Legalização do Partido Socialista com 6820 assinaturas.
12 de Fevereiro: Marcada a data das eleições dos deputados à Assembleia Constituinte.
13 de Fevereiro: Portugal e o Vaticano assinam o Protocolo Adicional à Concordata (datada de 7 de Maio de 1940), que reconhece o direito dos católicos ao divórcio. O principal responsável pelas negociações é Salgado Zenha.
15 de Fevereiro: Realiza-se em Lisboa o I Congresso da JS.
20 de Fevereiro: Realiza-se a primeira reunião do MFA com os partidos políticos legalizados (PCP, PPD, PS, MDP/CDE e CDS), com vista à elaboração de uma plataforma de acordo constitucional (Pacto MFA-Partidos).
21 de Fevereiro: É divulgado o Programa de Política Económica e Social, aprovado em Conselho de Ministros, que ficou conhecido por "Plano Melo Antunes".
26 de Fevereiro: É promulgada a nova Lei de Imprensa.
8 de Março: Graves incidentes num comício do PPD em Setúbal.
9 de Março: Por todo o país circulam boatos de que o PCP, aliado a outras forças de esquerda e de extrema-esquerda, prepara uma "matança da Páscoa".
I Congresso da UDP, no Montijo. São aprovados os estatutos e eleita a Comissão Central.
11 de Março: Tentativa gorada de um golpe de Estado, com assalto ao RAL 1, assalto ao emissor do RCP no Porto Alto e sublevação na GNR. Spínola foge de helicóptero para Espanha.
Durante a noite realiza-se, em Lisboa, uma Assembleia Extraordinária do MFA, onde se decide a institucionalização do Movimento, a constituição do Conselho da Revolução e a adopção de algumas medidas políticas, entre elas as nacionalizações e a Reforma Agrária; a Assembleia reafirma a intenção de realizar eleições para uma Assembleia Constituinte.
14 de Março: Lei 5/75 extingue a JSN e o Conselho de Estado e institui o Conselho da Revolução e a Assembleia do MFA.
Decretam-se as nacionalizações da banca e dos seguros.
17 de Março: Definição da composição do Conselho da Revolução.
É suspensa a actividade política do PDC, do MRPP e da AOC.
19 de Março: Por decisão do Conselho da Revolução são adiadas para 25 de Abril as eleições para a Assembleia Constituinte.
21 de Março: São estabelecidas medidas para o saneamento dos quadros das Forças Armadas e é decretada a expulsão dos militares implicados no "golpe contra-revolucionário" do 11 de Março, fugidos do país.
23 de Março: O Comandante da Região Militar Norte denuncia a actividade do Exército de Libertação Português (ELP), sediado em Espanha.
26 de Março: Tomada de posse do IV Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves e composto por elementos do PS, PPD, PCP, MDP/CDE, ex-MES, militares e independentes.
31 de Março: Ocorrem as primeiras ocupações de terras no Alentejo e em algumas zonas do Ribatejo.
2 de Abril: Início da campanha eleitoral para a Assembleia Constituinte, à qual concorrem 14 partidos e organizações políticas.
7 de Abril: Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, o Cardeal Patriarca de Lisboa afirma que "O Governo não controla o país".
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