Angola reclama 700 milhões de dólares depositados em Portugal transferidos de contas na Suíça
Preto & Branco
Terça, 30 Junho 2009 00:00
Lisboa - De quem são cerca de 380 milhões de dólares depositados num banco português? Do estado angolano ou de personalidades daquele país? Esta é uma das dúvidas que o Ministério Público vai ter de descortinar, na sequência de uma queixa-crime apresentada pelo Banco Nacional de Angola, que reclama a posse daquela verba. A queixa, segundo soube o DN, foi apresentada no final do ano passado. António Vitorino - que vai coordenar o programa eleitoral do PS - chegou a representar a parte angolana no processo. "Não falo sobre casos e clientes", declarou ao DN.
A referida quantia seria movimentado em Portugal por um
advogado e um militar na reserva actualmente empresário
Sobre este processo há um manto de silêncio. Várias fontes judiciais contactadas pelo DN alegaram sempre tratar-se de um "assunto sensível" para não prestar qualquer informação. A própria Procuradoria-Geral da República, questionada sobre a existência da queixa, nem a confirmou directamente, dizendo apenas: "Por ora, não há informações a prestar." Porém, ao que o DN apurou, a queixa foi encaminha para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), estrutura do MP vocacionada para a investigação da criminalidade mais complexa (ver caixa). Contactada na semana passada, a embaixada de Angola, através do conselheiro para a imprensa, Estêvão Alberto, disse ao DN que não havia declarações a fazer sobre o caso.
De acordo com alguns testemunhos recolhidos pelo DN, sob anonimato, o dinheiro em causa seria movimentado em Portugal por um advogado e um militar na reserva, actualmente empresário. Fontes conhecedoras do caso adiantaram que ambos representariam interesses particulares. Há mesmo quem admita que eram "testas-de-ferro" de interesses ligados directamente ao presidente angolano, José Eduardo dos Santos. "Mas, nestas coisas, não há procurações, tudo passa por acordo de cavalheiros", disse uma das fontes que, sob anonimato, acederam a falar com o DN. Até porque os 380 milhões de dólares que agora estão em causa podem ser apenas uma parte das verbas que chegaram a Portugal para serem aplicadas em vários negócios. O montante total terá atingido os 700 milhões de dólares, os quais terão chegado a Portugal transferidos de contas na Suíça.
O estado angolano, actualmente representado pelo advogado José Ramada Curto, que não quis prestar declarações, reclama a posse da verba. E terá mesmo acusado o advogado e o empresário portugueses de movimentarem o dinheiro à revelia das orientações dadas. Ramada Curto é já o terceiro advogado a defender a parte angolana. Além deste e de António Vitorino, os interesses angolanos no processo chegaram ainda a ser representados por Leonel Gaspar, o mesmo advogado que defende José Oliveira Costa, antigo presidente do BPN, que se encontra preso preventivamente.
Artigo relacionado:
BNA demarca-se de notícia publicada em Portugal
* Carlos Lima
Fonte: DN Portugal
Angola reclama 700 milhões de dólares depositados em Portugal transferidos de contas na Suíça
o que é que diz o povo?
Angola reclama depósitos em Portugal
Muito bem, que reclame mas eu também reclamo do Banco de Angola o depósito que lá tinha não só eu como todos os portugueses que tiveram de abandonar Angola lá deixaram muitos milhões. Reclamámos mas nem resposta.
Mas não foram só os depósitos no Banco de Angola bem como o que descontei aí para a minha aposentação durante mais de vinte anos bem como todos os outros funcionários públicos.
Reclamámos mas nem resposta. O governo de Angola ROUBOU descaradamente muitos milhões de escudos que por lá ficaram no Banco de Angola.
O actual Congo tem outro comportamento bem mais sério porque está devolvendo o valor a quem lá deixou bens.
Mas não culpo só o governo de Angola por não me devolver o dinheiro que alí deixei bem como os imóveis que valiam milhares de escudos culpo também os comunas do 25 de Abril que entregaram Angola ao MPLA e permitiram todos estes desmandos.
E citando o MPLA tenho que referir também o chamado "pai da nação" Agostinho Neto que tal como os comunas portugueses pensava da mnesma maneira.
São coisas que nem o tempo poderá apagar da nossa memória porque vim para Portugal com a roupa que tinha no corpo depois de tanto sacrifício para ajudar a construir um país e de ter ensinado quem aí ficou como se trabalhava com o sistema de telecomunicações e a minha esposa ter ensinado milhares a ler e escrever.
Kota


Accueil principal
Stocker vos images
LinkBack URL
About LinkBacks






Répondre avec citation

Liens sociaux