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O reino suevo -
23/11/2007, 23h14
O processo de desintegração sócio-política do Império Romano, iniciado no século IV, terminou com o desaparecimento da ordem romana, tal como se havia entendido até aí, sendo esta substituída por uma complexa situação de sucessivas alianças e guerras com os bárbaros e destes entre si.
Neste contexto, penetraram na Península os alanos, os vândalos e os suevos. Estes últimos fundaram, sem solicitar qualquer permissão a Roma, um reino na região da Galécia. Foi esta circunstância que animou as autoridades romanas, que mantinham ainda algum controle, a autorizar a entrada na Península, por volta de 409, de um dos seus mais fiéis aliados: os visigodos. Estes, após derrotarem os suevos, adquiriram o direito a colonizar a Península.
Quando, no ano 395, morreu o imperador romano Teodósio, surgiram em algumas províncias do Império vários usurpadores do poder. Estes entraram em confrontos que se estenderam à Península Ibérica. Durante esta guerra de interesse políticos e partidários, o general Gerôncio, no sentido de defender os interesses do imperador que queria impor na Hispânia, fez um acordo com povos germânicos - vândalos, alanos e suevos (bárbaros) - cuja pressão na fronteira norte da Península Ibérica era cada vez mais forte, deixando-os instalar-se na Península.
Esta entrada dos bárbaros foi confirmada em 411, quando o imperador Honório lhes concedeu a Galécia, a Lusitânia e a Cartaginense, terminando assim o período do domínio romano no actual território português. Estes povos, expulsos das suas terras pelas invasões dos hunos, procuravam na Europa novas terras para se fixarem. De todos eles, apenas os suevos se organizaram politicamente na Península, formando um reino que se consolidou entre os anos 430 e 456, dominando a Galécia, Lusitânia, Bética e parte da Cartaginense.
No ano 416, chegaram à Península os visigodos, um povo germânico já meio romanizado (tinham-se instalado até aí na Gália) que, a pedido dos romanos, viera com a função de expulsar os alanos, os vândalos e os suevos. Embora derrotando vândalos e alanos, a guerra com os suevos foi longa. Em 456, a capital do reino suevo (Bracara) foi conquistada e o seu rei morto em Portucale. Como dependente, ou coexistindo com os visigodos, a monarquia sueva durou até ao ano 585, quando foi integrada no estado godo.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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