No decurso do período neolítico, o clima europeu estacionou, tornando-se, na Península Ibérica, mais quente e seco, provocando alterações na vegetação e na fauna. Desapareceram os grandes herbívoros (rena, mamute) que, até aí, eram a base da alimentação do homem primitivo. Este período, também chamado da Pedra Polida, caracteriza-se pela passagem de uma economia recolectora para uma economia de produção, com o início da agricultura, da criação de gado, da cerâmica e da tecelagem.
A relação entre o homem e a natureza modifica-se completamente em consequência desta chamada revolução neolítica, que alastra à Península antes de 4.000 a.C. Com as novas condições climáticas, o homem cria um novo modo de vida: torna-se agricultor e pastor (domestica alguns animais), começa a formar aldeamentos, muitas vezes situados perto do litoral ou dos rios, e torna-se sedendário. Nas novas comunidades produtoras, os homens viviam em conjunto, definindo as tarefas que cabiam a cada um (os agricultores, os pastores e os artesãos).