A ocupação da Península Ibérica pelos romanos teve respostas das populações indígenas. Estas foram mais notórias a partir de 194 a.C., ano em que se terão registado confrontos entre lusitanos e romanos que se prolongaram até ao ano 138 a.C. e ficaram conhecidos como a «guerra lusitana».
Esta guerra terá consistido num amplo confronto entre romanos e vários bandos muito aguerridos que procuravam ocupar territórios ricos submetidos aos romanos, principalmente terras da actual Andaluzia.
É no decurso desta confrontação que, no ano 147 a.C., surge um novo grupo de lusitanos, liderado por Viriato, aclamado como chefe pelos seus iguais, que consegue infligir várias derrotas aos romanos, assegurando posições na periferia da Andaluzia. Nenhum chefe dos grupos resistentes à ocupação romana foi tão mitificado como Viriato, considerado, por muitos historiadores, como o símbolo da resistência peninsular.
Por último, Roma, no ano 19 a.C., ocupou a zona norte da Península, a mais atrasada e inóspita, que era habitada por cântabros e astures. O objectivo era assegurar fronteiras naturais e pacificar a zona, para que os seus habitantes não atacassem os povos do vale do Ebro e da Meseta, já em plena fase de romanização.