Apesar de continuar a haver grande desconhecimento sobre a Idade do Bronze no território português, é já hoje possível, segundo alguns autores, ensaiar algumas conclusões. Um dos factos a apontar é a existência, neste período, de uma tradição de contactos marítimos entre as populações do litoral peninsular e as da Bretanha e Ilhas Britânicas. Para além desta troca de influências, não há dúvida de que neste período há movimentações de populações centro-europeias na direcção do ocidente (Península Ibérica). Também no sul da península se alargam as ligações comerciais com o Mediterrâneo, principalmente entre o reino de Tartessos e fenícios e gregos. Terão sido estes navegadores que, em busca de estanho, trouxeram à Península o conhecimento do bronze. Os tipos de povoamento da Idade do Bronze continuam a ser os mesmos do período anterior. Já a cerâmica, por exemplo, perde a riqueza de decoração, e as sepulturas são normalmente individuais, com variado espólio de armas e objectos de adorno de cobre e de bronze. A investigação recente veio permitir a identificação de povoados pertencentes ao período de Bronze Final, embora com características diferentes de região para região e que certamente têm a ver com a expansão e a direcção das rotas comerciais, que fez variar o tipo de povoações, as sepulturas, a estrutura social e a arte.