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A administração do território -
23/11/2007, 22h13
Na Península Ibérica, os muçulmanos vão distinguir três grandes áreas geográficas: a Região Central; o Sharq-al-Andaluz (províncias orientais) e o Garb-Al-Andaluz (território ocidental). Na província do Garb-Al-Andaluz havia, até ao século XI, vários distritos, sendo de salientar, no território actualmente português, os de Beja, Évora e Mértola. O novo território, denominado Al-Andaluz, integrou-se no Islão como emirato dependente do califado de Damasco, estabelecendo-se a sua capital em Córdova.
Com a chegada à Península, em 756, de Abderramão, único sobrevivente da dinastia dos Omeias, massacrada pelos abássidas, inicia-se a independência de Córdova, convertida em emirato independente em relação a Damasco. A sua subida ao poder, como Abderramão I, marcou o início de um período de muitas conturbações na Hispânia muçulmana, mas também de muito desenvolvimento, devido à sua grande riqueza, conseguida graças ao contacto contínuo com as rotas comerciais do Oriente.
Estas grandes conturbações só vieram a terminar passado um século, com a unificação operada por Abderramão III, que levou à criação de um califado independente. Durante o reinado de Abderramão III a capital do califado (Córdova) consolidou-se como a mais florescente de todas as cidades do Ocidente. Notáveis inovações no campo de medicina, da alquimia, das matemáticas, das artes aconteceram na capital muçulmana. As suas bibliotecas converteram-se em grandes centros culturais, aos quais acudiam os intelectuais cristãos para conhecer os autores clássicos e muçulmanos.
Contudo, pouco tempo depois de as vitórias de Almançor (fins do século X) terem levantado bem alto o poder do califado, este deixou de existir como estado, por consenso dos nobres, para se fragmentar numa multitude de pequenos estados politicamente independentes entre si, conhecidos como reinos de taifas. No Garb, mantiveram-se os poderes existentes antes de surgir o califado. Clãs fixados no território desde o século VIII e aceites por Córdova em altos cargos vão aproveitar a conturbação para se imporem. As taifas do Garb entram em declínio irreversível em meados do século XI e podem considerar-se, pela fragmentação de poderes que representam, o início da longa decadência do Islão no ocidente peninsular.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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