O mosteiro da Batalha
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Par défaut O mosteiro da Batalha - 24/11/2007, 00h48

As obras iniciaram-se em 1388. Devido à grandeza da construção, o mosteiro viria a ser edificado em várias etapas e, por disposição régia, vários mestres e arquitectos do reino assumiram a direcção da empreitada, com o título honorífico de arquitectos reais e mestres das obras da Batalha, o que ilustra bem a importância dada à edificação.
O plano inicial do mosteiro deve-se a Afonso Domingues (de 1388 a 1402), que se encarregou da planta e direcção das obras, tendo sido então erigidos a igreja, o claustro real e os anexos respectivos (sacristia, sala capitular, refeitório, despensas, cozinha e dormitório). As obras foram continuadas por Mestre Hughet que, de 1402 a 1438, dirigiu a empreitada, concluindo a igreja e o claustro real, iniciando a capela do Fundador e o panteão de D. Duarte.
Sucedeu-lhe Martim Vasques, que desempenhou esta função durante 10 anos, até 1448. Mestre Fernão de Évora, sobrinho do anterior, assumiu então a direcção dos trabalhos (até 1477), tendo edificado o claustro de D. Afonso V e seus anexos. Nos anos seguintes, as obras foram orientadas por Mateus Fernandes, por João Rodrigues e, finalmente, por João de Arruda.
A obra do mosteiro da Batalha foi, durante quase dois séculos, um importante estaleiro de aprendizagem da arquitectura portuguesa, já que aí se encontravam os melhores mestres e arquitectos do reino, exercendo as suas funções em campos tão variados como a arquitectura, a escultura e a marcenaria.
A planta do mosteiro da Batalha encontra-se organizada a partir de um núcleo central - o claustro real -, à volta do qual se organizam os restantes elementos. A igreja, a parte mais notável do conjunto monacal, apresenta planta de cruz latina de três naves, sendo a central mais elevada.
Distinguem-se claramente nesta obra, e apesar da sua surpreendente unidade estilística e formal, diferentes tipos de entendimento de uma mesma linguagem - o gótico -, na sua evolução desde o gótico inicial ao radiante e, finalmente, à sua fase mais avançada, o gótico flamejante.


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