A partir de finais do século XIV, houve um incremento de vida nas cidades, com a vinda de populações do campo em busca de melhores condições de vida. Embora alguns tivessem partido a tentar a sua sorte nas novas terras descobertas a partir do século XV e outros conseguissem trabalhar como artífices, comerciantes de feira, trabalhadores domésticos, etc., a maioria veio engrossar o rol de miseráveis, pedintes e vadios.
No século XVI, com o desenvolvimento das actividades mercantis e da corte, instalaram--se, sobretudo em Lisboa, mais mercadores (muitos estrangeiros) e mais nobres - classes abastadas que recorriam muito ao trabalho dos escravos em detrimento do povo miúdo nacional. A cidade que mais cresceu foi Lisboa. As outras cidades portuguesas também registaram algum crescimento, mas muito lento.