As misericórdias eram associações de leigos (os irmãos) com protecção régia e tinham fins assistenciais muito amplos. Inspiradas em instituições congéneres de Florença, surgiram pela primeira vez em Portugal em 1499, sob a iniciativa da rainha D. Leonor. Estenderam-se rapidamente a todo o país, incluindo às novas terras descobertas.
As misericórdias prestavam assistência ao corpo e ao espírito. Fundavam e dirigiam hospitais, prestavam assistência a enfermos, presos, pobres e condenados à morte. Eram executoras de testamentos e procuradoras de quem estava longe. Fundavam igrejas e promoviam cerimónias religiosas.