 |
|
|
|
|
Le virtuel m'habite...
Déconnecté
Messages: 2 597
Date d'inscription: mars 2005
Localisation: Pas loin...
Âge: 30
|
As descobertas e conquistas na costa ocidental africana até à Guiné -
24/11/2007, 00h36
A descida pela costa africana, entre o segundo e o terceiro quartel do século XV, terá sempre como objectivo fazer frente, política, religiosa, mas sobretudo economicamente, à implantação árabe no complexo egipto-marroquino.
Mas a costa africana não era toda igual e nas concepções espaciais que dela se tinha havia duas fronteiras. A primeira era a que se situava entre as regiões mediterrânica e guineense, ou seja, no deserto saariano. A segunda era a do mundo da floresta equatorial, que separa a Guiné de uma outra África negra, a austral, desconhecida e completamente isolada do norte do continente. Esta segunda fronteira ficaria para a segunda fase da expansão.
As descobertas na costa ocidental africana iniciaram-se com as viagens sob o comando de Gil Eanes, que, em 1434, conseguiu passar a sul do cabo Bojador. Prosseguiram, durante a vida do infante D. Henrique, até às proximidades da Serra Leoa (1460, por Pedro de Sintra), atingindo sucessivamente, em 1436, a Pedra da Galé e o Rio do Ouro (Afonso Gonçalves Baldaia); em 1443, Arguim (Nuno Tristão); em 1444, o Cabo Verde (Dinis Dias); em 1456, o arquipélago de Cabo Verde (Diogo Gomes e Cadamosto).
O povoamento deste arquipélago iniciou-se apenas na década de 60 - com um sistema de capitanias-donatarias semelhante ao instituído na Madeira e nos Açores - pois durante muito tempo as ilhas foram consideradas inóspitas. Mas, se na Madeira e nos Açores a colonização era feita essencialmente com população de origem europeia, aqui deu-se uma miscigenação entre europeus e africanos trazidos do continente.
Depois Cabo Verde passou a ligar-se ao hinterland do sertão africano, através do sistema arterial dos rios da Guiné, além de desempenhar a função de escala estratégica do avanço para o Atlântico Sul e de apoio à chamada «volta da Guiné e da Mina», a partir do último quartel do século XV.
As trocas comerciais com a população nómada islamizada das zonas ribeirinhas fazia-se com tecidos e cereais da Madeira, por parte dos portugueses, e ouro e escravos negros, por parte dos africanos, na que ficou conhecida como a luta das «caravelas contra as caravanas» (Vitorino Magalhães Godinho).
\\\|///
\\ - - //
( @ @ )
______________________OOo-(_)-oOOo_____________________
"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
|
|
|
|
| Outils de la discussion |
|
|
| Modes d'affichage |
Mode linéaire
|
Règles de messages
|
Vous ne pouvez pas créer de nouvelles discussions
Vous ne pouvez pas envoyer des réponses
Vous ne pouvez pas envoyer des pièces jointes
Vous ne pouvez pas modifier vos messages
Le code HTML peut être employé : non
|
|
|
|
 |