A riqueza das artes decorativas desta época é grande, quer na variedade de géneros cultivados (mobiliário, ourivesaria, joalharia, azulejaria, cerâmica, tapeçaria, bordados, iluminura), quer na inovação nas temáticas e emprego de materiais (madeiras exóticas, marfim, madrepérola, pedras preciosas, fio de ouro ou prata, couros).
As influências estéticas são europeias (italianas, francesas e flamengas), mas as obras têm marcas da visão mundial que os portugueses trouxeram de outras civilizações até aí desconhecidas: da China, da Índia, do Japão. Desenvolveu-se, nomeadamente, o chamado estilo indo-português, resultado da fusão de elementos plásticos portugueses e indianos. Algumas das obras mais célebres deste período são a custódia de Belém, o relicário de D. Leonor e, na tapeçaria, a chamada série da «Descoberta da Índia».