 |
|
|
|
|
Le virtuel m'habite...
Déconnecté
Messages: 2 596
Date d'inscription: mars 2005
Localisation: Pas loin...
Âge: 30
|
A universidade -
24/11/2007, 00h30
Em 1377, a universidade fundada anteriormente por D. Dinis fixou-se em Lisboa, onde permaneceu até ao reinado de D. João III, em 1537, que a mudou para Coimbra e promoveu uma reforma nas matérias ensinadas, mandando vir professores estrangeiros, em parte por causa da resistência corporativa dos lentes em deixarem a capital. A reforma passava pela criação de uma rede autónoma de colégios para leccionação de disciplinas-base, preparatórias para o grau superior. Em 1544, o reitor da Universidade, Diogo de Murça, separaria e desvincularia definitivamente a academia conimbricense da tutela monástica.
Um dos colégios então fundados foi o depois famoso Colégio das Artes. A sua actividade iniciar-se-ia em 1548, sob a batuta de André de Gouveia, que estudara e leccionara em França e conhecera os maiores do seu tempo. O colégio tinha uma matriz laica e cristã, muito erasmiana, conjugando «piedade e estudo», letras e ciências. Cada grupo de alunos era acompanhado por um professor-perceptor e uma vez acabada a formação dava-se o acesso à Universidade propriamente dita.
As letras eram, como está bom de ver, essencialmente as da tradição greco-latina, e empenhavam-se em depurar todos estes antigos textos das adulterações sofridas pela escolástica medieval. Contudo, nas ciências, a renovação não passou por nenhuma inovação. A erudição sobrepunha-se ao «saber de experiência feito» e as grandes problemáticas e práticas da expansão passariam totalmente ao lado dos currículos e interesses do Colégio. A morte nesse mesmo ano do seu fundador significou o fim da curtíssima independência do Colégio. No ano seguinte seria subordinado à Universidade e, depois, entregue aos jesuítas e à sua segunda escolástica.
A universidade daquela época era uma corporação de pessoas que gozavam de privilégios concedidos pelo papa ou pelos reis; acolhia alunos provenientes de qualquer parte, tinha um conjunto de mestres que ensinavam as diferentes disciplinas ou «faculdades» e concedia uma «licentia docendi» ou licenciatura.
Qualquer indivíduo que soubesse ler e escrever podia ingressar na universidade. Passados três anos de aproveitamento, era bacharel; passados mais dois, ou quatro (conforme os cursos), era licenciado e, finalmente, passados dois, era mestre ou doutor. A universidade portuguesa desta época pode comparar-se às europeias no que diz respeito a matérias, mas não quanto à qualidade dos seus mestres. Daí que, desde cedo, os estudantes portugueses tenham procurado outras universidades estrangeiras. Alguns reis, como D. Manuel I e D. João III, promoveram mesmo a ida de estudantes portugueses para o estrangeiro.
\\\|///
\\ - - //
( @ @ )
______________________OOo-(_)-oOOo_____________________
"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
|
|
|
|
| Outils de la discussion |
|
|
| Modes d'affichage |
Mode linéaire
|
Règles de messages
|
Vous ne pouvez pas créer de nouvelles discussions
Vous ne pouvez pas envoyer des réponses
Vous ne pouvez pas envoyer des pièces jointes
Vous ne pouvez pas modifier vos messages
Le code HTML peut être employé : non
|
|
|
|
 |