A pintura portuguesa sofreu, no período do Renascimento, as influências das escolas mais importantes da época: a italiana e a flamenga. A política de mecenato dos monarcas portugueses, em particular D. Manuel I e D. João III, permitiu a deslocação de alguns artistas portugueses a outros países, com bolsas de estudo. Em vários pontos do país, instituíram-se oficinas de mestres portugueses e estrangeiros (como Quentin Metsys). As obras provenientes das oficinas onde os mestres estabeleciam corporações de escultura ou pintura apresentam características estilísticas particulares, através das quais são muitas vezes identificadas, já que não era usual que as obras fossem assinadas e datadas. Mencionem-se as oficinas de Coimbra (mestre do Sardoal), de Lisboa (Jorge Afonso), Viseu (Vasco Fernandes, conhecido como Grão-Vasco) e Évora (Francisco Henriques). Destacam-se ainda os pintores Frei Carlos, Gregório Lopes e Cristóvão de Figueiredo.
No entanto, o mais famoso pintor deste período é Nuno Gonçalves, que pintou os famosos Painéis de São Vicente, por volta de 1470. Os painéis mostram exclusivamente várias personagens, sem qualquer enquadramento ou adorno específicos e as interpretações sobre o seu significado abundam. Crê-se que cada personagem ou grupo de personagens represente um estrato social da época e que a figura central de negro seja o infante D. Henrique, mas também esta identificação é objecto de polémica. A qualidade do desenho, contudo, e a representação naturalista, profana e fiel do humano, em que nenhuma personagem é idêntica à que tem ao seu lado, fazem do quadro, mesmo ignorando toda a controvérsia à sua volta, uma obra única na sua época.
Embora a temática religiosa seja predominante, desenvolveu-se também a arte do retrato, marca da cultura humanista e da atenção dada agora ao indivíduo.