A obra historiográfica desta época pretende ser universal, inserir a história do país na história mundial, seguindo os princípios do historiador romano Tito Lívio.
Destacaram-se alguns cronistas. João de Barros deixou-nos as Décadas da Ásia, que narram a formação do império português do Oriente de uma forma altamente patriótica. Diogo do Couto, com a sua obra O Soldado Prático e Fernão Lopes de Castanheda, com a sua História são exemplos de historiografia humanista, vivida, que conheceram o teatro de acção das suas narrações.
Damião de Góis, homem polifacetado, o humanista português mais cultivado do seu tempo, foi cronista de D. João II e de D. Manuel. Deixou-nos como principal obra historiográfica a Crónica do Sereníssimo Senhor D. Manuel, revelando agudo espírito crítico em relação aos acontecimentos e figuras da sua época.