É próprio do Renascimento o interesse pelas línguas nacionais, e Portugal não fugiu à tendência europeia de normatização e reflexão sobre a língua. Partindo da pureza do latim chegava-se ao português, que devia ser escrito e falado, e a expansão trazia novas razões para o desenvolvimento e estabelecimento da correcção linguística.
Assim, escreveram-se no espaço de quatro anos duas gramáticas - a de Fernão de Oliveira, Grammatica da Lingoagem Portuguesa, de 1536, e Grammatica, de João de Barros, de 1540.