A alimentação do povo que vivia pobremente nas cidades, nos séculos XV e XVI, era composta basicamente de pão, legumes e peixe fresco, salgado ou seco, conforme o grau de proximidade do mar ou rios. Bebia-se vinho e quase não se comia carne. A pouco e pouco, foram-se divulgando os novos produtos vindos da América (milho grosso, batata, tomate e feijão), da Ásia (coco e chá) e de África (banana, café).
As classes abastadas sofreram grandes alterações na sua alimentação. Embora tenham mantido um predomínio da carne nas refeições, introduziram novos paladares com a experimentação das especiarias (canela, cravo, gengibre, pimenta, etc.) e com a vulgarização do açúcar e das novas bebidas (chá, café e cacau). As mesas passaram a ser decoradas com luxo, desde as toalhas até às louças, pratas, guardanapos, luzes e velas. Generalizou-se o uso da colher e da faca individuais e começou, no século XVI, a aparecer o garfo. Os grandes banquetes eram ocasiões para ostentação e luxo.