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Transportes e comunicações -
25/11/2007, 19h32
A rede de transportes e comunicações herdada da monarquia, carecia de uma vasta remodelação. Entre 1910 e 1926, a rede ferroviária portuguesa aumentou, mas insuficientemente, mantendo-se a rede viária em muito mau estado. Só a partir de 1924, foram realizadas algumas obras de melhoria e aumento. Com o decorrer dos anos o número de automóveis não parava de aumentar, o que forçou o posterior desenvolvimento da rede viária: só entre 1919 e 20 a rede viária aumentou de 10.000 para 13.000 Km e a partir de 1923 importou-se uma média de 3528 automóveis por ano. Em 1924, Raul Proença publicou o Guia de Portugal para «criar a obrigação de ver as coisas portuguesas».
Em Lisboa e Porto, o meio de transporte de passageiros era o eléctrico. Os maiores progressos verificaram-se nos transportes marítimos e na beneficiação dos portos, pela necessidade de ligação com as colónias e pelo aumento das trocas comerciais, pelo que a marinha mercante registou um progresso significativo. Cerca de 1916, Portugal, contava já com a sua própria frota mercante. Porém, alguns anos volvidos, os navios da frota de Transportes Marítimos do Estado, acabaram por ser vendidos a sociedades particulares de navegação, que foram bem sucedidas nas frequentes viagens realizadas entre a metrópole, as colónias de África, Timor, os Açores e a Madeira e dentre as quais se destacaram, a Companhia Colonial de Navegação, a Empresa Insular de Navegação e a Companhia dos Carregadores Açorianos. Por outro lado, também a legislação publicada em 1921, 1925-1926 incentivou a navegação portuguesa para as ilhas e que o comércio das exportações e importações se efectuasse, na sua maioria, em navios portugueses.
As importações portuguesas consistiam no trigo, bacalhau, têxteis de lã, principalmente até à I Grande Guerra e, posteriormente, o aço, o ferro e as máquinas. Os produtos portugueses exportados, principalmente para as colónias, eram o vinho, a cortiça, as conservas e têxteis de fraca qualidade. A balança comercial era sempre deficitária, agravou-se entre os anos de 1919 a 1921, em parte devido à crise derivada da guerra.
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