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O movimento sindical -
25/11/2007, 19h28
Durante a I República, na sequência de contactos com grupos de trabalhadores internacionais, o operariado português, foi aperfeiçoando e consolidando as suas organizações e movimentos associativos, o que culminou com a formação de sindicatos. Os primeiros sindicatos surgiram em 1911, donde se destaca o dos trabalhadores agrícolas.
A maioria das greves, contou com a forte adesão da massa operária que em contrapartida se defrontou com a áspera repressão governamental. Contudo o movimento sindical foi-se afirmando.
Em 1914, reuniu-se em Tomar, o Congresso Nacional Operário, o qual, ainda nesse ano, deu lugar à União Operária Nacional e União das Juventudes Sindicalistas, proibida em 1915. O ano de 1917, ficou caracterizado pelo agravamento dos problemas económicos, intensificando-se o descontentamento. As greves, agitação social e a violência, aumentaram. Por tudo isto as organizações sindicais foram angariando a adesão dos trabalhadores, e a União Operária Nacional foi substituída pela Confederação Geral do Trabalho (CGT). Coube à imprensa periódica, a divulgação de muitos dos ideais dos sindicalistas. O diário A Batalha, foi um dos periódicos que mais contribuiu para a evolução do movimento sindical, atingindo, em 1919, uma tiragem de 20 000 exemplares. Tal como ele, também O Sindicalista, o semanário anarquista, Terra Livre, o Mensário das Juventudes Sindicalistas e o Despertar, contribuíram para cimentar a reivindicações operárias.
Logo que assumiu o poder, em Outubro de 1910 o governo provisório, legislou em favor do direito à greve, mas o movimento reivindicativo não parou de crescer e nesse ano e no seguinte, foram realizadas cerca de 247 greves. Greves que alastraram das operárias, às dos ferroviários, pedreiros, empregados da Carris, estivadores, padeiros, sapateiros, caixeiros, telefonistas, trabalhadores rurais, etc..
O movimento grevista, rapidamente se estendeu a todo o país, mas foi em Lisboa que se verificou um maior surto grevista.
Gradualmente, os sindicatos portugueses ganharam força, sobretudo porque se aliavam a sindicatos internacionais. Todavia a burguesia, e até os governantes que começaram a considerar que o recurso à greve era por vezes despropositado e excessivo, enquanto que os proletários denunciavam o direito ao lock-out, como um benefício para os capitalistas. Das fricções entre estas duas classes sociais, resultou por vezes a coligação proletária com os monárquicos e extrema-direita.
Embora tenha sido promulgada legislação no sentido de reduzir o número de greves, o certo é que os trabalhadores, se organizaram de forma mais estruturada, sendo que em Janeiro de 1912, se desencadeou a primeira greve geral, que culminou com o encerramento da sede do movimento operário (Casa Sindical) e com a prisão de inúmeros trabalhadores. Entre 1911 e 1914, os congressos de trabalhadores foram inúmeros, sendo desta época o estabelecimento da organização anarquista. Apesar de tudo, os conflitos entre os trabalhadores e o governo, mantiveram-se. Afonso Costa, impôs-se pela repressão aos chefes grevistas e a toda a agitação social, conseguindo-se uma certa acalmia. Em 1914 foi fundada a União Operária Nacional, que em estreita ligação com a Internacional Operária, tentou a adesão dos trabalhadores.
Durante o governo de Azevedo Coutinho, foi regulamentado o horário de trabalho, e em 1916 foi criado o ministério do Trabalho e Previdência Social.
A participação portuguesa na I Grande Guerra, veio aumentar as dificuldades do país, principalmente no que respeita ao custo de vida e à desvalorização monetária, pelo que se assistiu a um novo surto do movimento grevista, que foi atalhado com duras repressões. Afonso Costa, então no seu terceiro mandato, em face das despesas da guerra, procurou aliciar os trabalhadores afirmando, nos seus discursos, estar com os operários e contra a exploração dos trabalhadores. Os anos de 1918 e 1920, ficaram marcados pela preocupação com os trabalhadores, incluindo os funcionários públicos. Entretanto, em 1919 a União Operária deu lugar à Confederação Geral do Trabalho, que de forma mais organizada, reunia os sindicatos, a maioria dos quais em 1924, se federaram na Internacional Anarquista.
Em resposta ao crescendo do movimento grevista, também o patronato sentiu necessidade de se organizar, sendo por isso criada a Confederação Patronal e a União dos Institutos Económicos.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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