Contra o positivismo do século XIX e o relativismo moderno, o catolicismo organizava-se a nível dos intelectuais. Em Coimbra foi criado o Centro Académico da Democracia Cristã, em 1903, e dele fizeram parte muitos universitários que tentavam resistir, entre 1905 a 1909, tanto à republicanização como ao recrutamento monárquico. Em 1912 sob a presidência de António Oliveira Salazar o Centro Académico da Democracia Cristã (CADC) lança a revista Estudos. O milagre de Fátima, ou a aparição de Nossa Senhora a três pastorinhos, em 1917, foi acompanhado por alguns membros do CADC que organizaram a vigilância e o controlo das peregrinações através da criação dum serviço de apoio (Os serviços de Nossa Senhora de Fátima). Foi Alberto Dinis da Fonseca, membro do CADC quem imprimiu as primeiras gravuras alusivas, cunhou as primeiras medalhas e redigiu os versos dos primeiros cânticos, fundando em 1922, o jornal A Voz de Fátima. O cardeal Cerejeira, também membro do CADC, fez do Santuário o coração do catolicismo nacional, conseguindo assim os intelectuais católicos um sucesso entre o povo que o nunca conseguiram os movimentos republicanos ou monárquicos.