O Integralismo Lusitano foi um movimento de ideologia política formado em Coimbra, em 1914, por um grupo de jovens intelectuais, muitos deles monárquicos, que se congregaram em volta da revista Nação Portuguesa. Alguns deles exilaram-se em França e na Bélgica, onde contactaram com outros movimentos ideológicos.
António Sardinha, que se tornou monárquico e católico, foi o teórico do movimento, a que se chamou conservadorismo radical. O Integralismo Lusitano opunha-se ao liberalismo e à democracia, defendendo a monarquia tradicional. Com uma melhor organização, a partir de 1916, teve como dirigentes, além de António Sardinha, Paquito Rebelo, Hipólito Raposo e, mais tarde, Rolão Preto. Alguns dos seus filiados foram presos devido à participação na revolta monárquica de Monsanto. António Sardinha faleceu em 1925 mas, apesar disso, foi notória a sua influência em grupos de intelectuais, de estudantes, no exército e nas associações patronais. Os integralistas apoiaram ditaduras de países europeus como a de Primo de Rivera, em Espanha, e também o crescente poder de Mussolini, em Itália. Participaram em acções que levaram à revolução de 28 de Maio de 1926 e tentaram o regresso da monarquia. A sua acção prolongou-se ainda durante a vigência do Estado Novo.