O grupo do Orpheu, marcou profundamente a literatura moderna portuguesa, apesar de só terem sido publicados dois números da revista com o mesmo nome, Março e Junho de 1915, pois o terceiro número, embora já impresso, acabou por não ser publicado. Nela colaboraram nomes como, Luís de Montalvor, Mário de Sá-Carneiro, Ronald de Carvalho, Almada Negreiros, Fernando Pessoa, e o seu heterónimo Álvaro de Campos e Ângelo de Lima, entre outros. Dos textos publicados, salientam-se os célebres poemas de Pessoa, como Ode Triunfal e Chuva Oblíqua, e Manicure, de Mário de Sá-Carneiro.
A revista dava voz ao desejo desta plêiade de grandes nomes, que influenciados pelo cosmopolitismo e vanguardismo europeus, escandalizava a sociedade burguesa, agitando o meio cultural português, objectivo que foi atingido, tornando-se os seus autores alvo do escândalo geral. Na esteira da Orpheu surgiram outras revistas votadas ao modernismo, foi o caso da Centauro (1916) e Portugal Futurista (1917). Coube à Presença (1927) inaugurar um segundo ciclo do modernismo em Portugal. Foi também graças a ela que, esta primeira geração de modernistas se impôs e o seu valor foi reconhecido na cultura portuguesa.