Seara Nova foi o nome dado a uma revista portuguesa publicada a partir de 1921 (Outubro) e que perdurou até 1982. Advogando-se como uma publicação «de doutrina e crítica», a Seara Nova congregou em seu redor um conjunto de nomes conceituados da cultura portuguesa da época, tendo tido larga influência na orientação ideológica e política da década de 20, assumindo-se como uma frente de intelectuais contra o sistema. Foram seus fundadores: Raul Brandão, Jaime Cortesão, Aquilino Ribeiro, Câmara Reis, Augusto Casimiro e Raul Proença. Era sua pretensão o intervir activamente na vida política do País, por forma a aproximar a elite intelectual da República da realidade portuguesa, servindo a revista como foco de acção pedagógica e doutrinária. Três dos seus fundadores, Cortesão, Brandão e Casimiro, vinham da revista Águia, órgão do grupo saudosista e da Renascença Portuguesa, por a mesma não corresponder aos seus ideais de intervenção.
Ao longo dos seus 60 anos de existência, nela colaboraram personalidades como António Sérgio, que desde 1923 integrou a sua direcção e onde se consagrou como pensador e crítico notável, Teixeira Gomes, Hernâni Cidade, João de Barros e, já mais tardiamente, José Rodrigues Miguéis, Álvaro Salema, Adolfo Casais Monteiro e Jorge de Sena.