Fundada em 1909, a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, teve um papel fundamental, na luta pela liberdade e igualdade dos direitos da mulher. Liderada por mulheres como Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete e Maria Veleda, a Liga delineou um programa de educação e defendeu o direito ao voto das mulheres.
A lei eleitoral de 1911 não era explícita quanto à restrição do voto das mulheres e a médica Carolina Beatriz Ângelo, conseguiu fazer-se inscrever nos cadernos eleitorais, tornando-se na primeira mulher eleitora, nas eleições legislativas de 1911. Mas a audácia da médica de pouco serviu, pois o processo mereceu uma atenção especial e, em 1913, a lei eleitoral retrocedeu e as mulheres deixaram de poder participar em eleições. Só em 1931, em pleno Estado Novo, as mulheres voltaram a gozar daquele direito.
Também, Carolina Michaëlis de Vasconcelos, se notabilizou pelo feito de, no início de 1911, se tornar na primeira professora universitária.
Mas foi durante a I Guerra Mundial que a participação das mulheres se evidenciou. Apareceram três organizações de mulheres que se dedicavam ao apoio à vítimas da Guerra: Damas Enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa. Esta última de inspiração republicana era liderada pelas mulheres dos políticos: a presidente era Alzira Dantas Machado, mulher de Bernardino Machado; as mulheres de Afonso Costa, António José de Almeida, Norton de Matos e outras. Além de promoverem a assistência e a educação das mulheres dos soldados que lutavam na Guerra, fundaram escolas profissionais e lutavam pela igualdade de direitos entre homem e mulher.