Quando se implantou a República, a população, em Portugal Continental, nos Açores e na Madeira, era de cerca de 6 000 000 de pessoas, mantendo-se praticamente estacionária dez anos depois. Tal explica-se pela subida da emigração registada até então, pela participação na I Grande Guerra, que vitimou entre mortos e incapacitados mais de 10 000 portugueses, e pelas epidemias de 1918 e 1919. A população portuguesa concentrava-se, principalmente, nos centros urbanos de Lisboa e do Porto, onde o poder de compra, o nível de vida e a oferta cultural eram mais elevados. A restante população distribuía-se por todo o país, com incidência no mundo rural.