A participação de Portugal na I Grande Guerra
Vieux
  (#1 (permalink))
Le virtuel m'habite...
setubal is on a distinguished road
 
Avatar de setubal
 
Déconnecté
Messages: 2 616
Date d'inscription: mars 2005
Localisation: Pas loin...
Âge: 30
Par défaut A participação de Portugal na I Grande Guerra - 25/11/2007, 19h17

A Guerra teve início a 28 de Julho de 1914 quando a Áustria-Hungria declara guerra à Sérvia e em Portugal os seus efeitos começaram logo a sentir-se em 2 de Agosto, quando a moeda de prata desapareceu da circulação, os preços subiram e até houve corrida aos bancos para levantamento de depósitos. A 7 de Agosto o Congresso da República lembra as obrigações da nossa velha aliança com a Inglaterra, mas sem declarar guerra à Alemanha. A 11 de Setembro de 1914 embarcou em Lisboa a primeira expedição militar para as colónias, pois as tropas coloniais alemãs faziam incursões no sul de Angola e a norte de Moçambique. Mas os políticos republicanos dividiam-se quanto à posição a tomar. Para os Democráticos liderados por Afonso Costa, a defesa da entrada de Portugal na guerra ao lado dos Aliados e especialmente da Inglaterra fazia parte da nossa acção diplomática que continuava a encontrar muitas dificuldades em obter o reconhecimento e respeito internacional pelo novo regime. Se a Guerra trazia dificuldades acrescidas era também importante participar nela, não só para a defesa das nossas colónias africanas, como para a nossa política externa, podendo assim estar presentes ao lado da Inglaterra nas decisões pós-guerra. Além disso a entrada de Portugal na Guerra veio permitir uma acalmia política interna e alguma união entre as facções republicanas (os republicanos formaram até o governo da «União Sagrada», composto por Democráticos e Evolucionistas). Só os monárquicos se colocaram contra a participação de Portugal na Guerra, apesar de D. Manuel, em Londres, se colocar ao lado da Inglaterra e apoiar a participação portuguesa.
Mas a Inglaterra foi resistindo ao «namoro português» e só perante a necessidade de se apoderar dos barcos alemães refugiados nos portos portugueses se decidiu a aceitar a participação portuguesa.
Assim em Fevereiro de 1916, a Inglaterra pediu a Portugal que requisitasse os navios alemães ancorados em todos os portos portugueses, invocando as obrigações da aliança anglo-lusa. A 9 de Março, a Alemanha declarou guerra a Portugal. Imediatamente, e no espaço de apenas nove meses, Nórton de Matos , então ministro da Guerra, conseguiu organizar e treinar o Corpo Expedicionário Português (CEP), constituído por 45 000 homens.
Os embarques, para a Frente francesa, começaram em Janeiro de 1917 e prolongaram-se até Abril. Mas foram encontrar um ambiente de grande desmoralização entre as tropas francesas. O primeiro contingente americano só chegaria em Junho de 1917.
A 9 de Abril de 1918, em La Lys, Portugal defrontou a pior de todas as batalhas. Gomes da Costa, comandante dos batalhões de Infantaria 7 e 21, solicitou reforços, que não chegaram. Esgotadas e sem apoio as tropas desmoralizaram. O que aconteceu foi que, o então presidente da República, Sidónio Pais, que sempre se opusera à entrada de Portugal no conflito, não subscreveu o pedido de reforço e na Flandres, o exército português sofreu a mais pesada das derrotas face às oito divisões alemãs, na batalha de La Lys. As baixas e os prisioneiros portugueses foram muitos, e os militares que sobreviveram foram integrados no exército inglês.
Já próximo do final da guerra, em Outubro de 1918, deu-se o episódio do combate entre o caça-minas português «Augusto de Castilho», comandado por Carvalho Araújo, e um submarino alemão. O «Augusto de Castilho» conseguiu evitar que fosse atingido, entre a Madeira e os Açores, um navio de passageiros, embora nesse combate tivessem morrido vários elementos da tripulação e o próprio comandante.
Em Portugal, as consequências da guerra fizeram agravar a situação económica e a agitação social, devido ao número de mortos, à falta de alimentos, ao racionamento de alguns artigos, à repressão das liberdades, ao aumento de poder dos monárquicos e dos reaccionários.
Aquando da assinatura do tratado de paz, Portugal, como previra Afonso Costa , esteve presente entre os Aliados. Foi-lhe reconhecida a posse das suas colónias africanas e a Alemanha comprometeu-se a pagar-nos uma indemnização de guerra.
Portugal foi um dos membros fundadores da Sociedade das Nações, formada a seguir à guerra, organismo a cuja assembleia Afonso Costa chegou a presidir.


\\\|///
\\ - - //
( @ @ )
______________________OOo-(_)-oOOo_____________________

"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
  Envoyer un message via MSN à setubal  
Digg this Post!Add Post to del.icio.usBookmark Post in TechnoratiFurl this Post!Spurl this Post!Reddit! Wong this Post!
Réponse avec citation
Publicité
Réponse

Liens sociaux

Outils de la discussion
Modes d'affichage

Règles de messages
Vous ne pouvez pas créer de nouvelles discussions
Vous ne pouvez pas envoyer des réponses
Vous ne pouvez pas envoyer des pièces jointes
Vous ne pouvez pas modifier vos messages

Les balises BB sont activées : oui
Les smileys sont activés : oui
La balise [IMG] est activée : oui
Le code HTML peut être employé : non
Trackbacks are oui
Pingbacks are oui
Refbacks are non
Navigation rapide

Discussions similaires
Discussion Auteur Forum Réponses Dernier message
Telle est la grande question existentielle de notre vie !!! MISS SARA Etes-vous pleinement satisfait de votre vie ? 2 20/03/2008 12h39
.la grande question. igol Poète dans l'âme ? 0 01/01/2008 14h56
Portugal na II Guerra Mundial setubal O estado novo (1926-1974) 0 25/11/2007 19h56
La plus grande arme de l'humanité, est la pensée... Luna Chanteurs portugais, lusophones 4 25/10/2007 20h08
QUANDO FOR GRANDE... goreti Ajouter vos fotos, blagues rigolottes :-) 0 21/10/2006 02h12





 
Powered by vBulletin® Version 3.7.4
Copyright ©2000 - 2008, Jelsoft Enterprises Ltd.
Search Engine Optimization by vBSEO 3.2.0
Version française #18 par l'association vBulletin francophone
vBulletin Skin developed by: vBStyles.com