Ocorrida de 19 para 20 de Outubro de 1921, a chamada Noite Sangrenta, ficou assinalada pelos assassínios de um grupo de personalidades republicanas, constituído por António Joaquim Granjo, chefe do governo, Machado dos Santos, Carlos da Maia e Freitas da Silva.
As razões destes assassinatos estão até hoje por esclarecer. Alguns atribuem os factos ocorridos, na Noite Sangrenta, a elementos da direita, ou da Igreja, outros aos monárquicos, devido à vontade que alguns tinham de fazer cair a República, ou a alguém que pretendia tirar partido do golpe militar e civil contra o governo de António Granjo, ou mesmo à revolta da «rua» democrática contra os chefes dos partidos no poder.