Ainda durante o governo de Sidónio Pais alguns elementos do exército começaram a organizar Juntas Militares destinadas a velar pela ordem pública, apoiar o sidonismo e lutar contra a «demagogia dos três partidos republicanos» (Democrático, Evolucionista e Unionista) que faziam forte oposição à política vigente. Entre os apoiantes de Sidónio, presentes nas Juntas Militares, destacavam-se os monárquicos integralistas.
Depois da morte de Sidónio Pais (14 de Dezembro de 1918), seguiu-se o governo do Almirante Canto e Castro, que assumiu a presidência da República, e confiou o governo ao general Tamagnini de Abreu. Entretanto os conflitos entre os monárquicos e republicanos, eram cada vez mais graves e constantes. Conscientes da crescente força monárquica, os republicanos reagiram e os monárquicos temendo essa reacção levaram a Junta Militar do Porto a proclamar e restabelecimento da monarquia, a 19 de Janeiro de 1919.
A 22 de Janeiro, em Lisboa os monárquicos revoltam-se e acampam em Monsanto, onde dão combate aos republicanos. Apesar das divisões dos militares, o povo republicano de Lisboa ocorre à chamada e na tarde de 24 de Janeiro as forças monárquicas rendem-se. O mesmo não sucedeu no Porto, onde Paiva Couceiro liderava a Junta Governativa do Reino e foi conseguindo a adesão de todo o norte à excepção de Chaves. Durante os 25 dias de duração da «Monarquia do Norte», foram nomeados governadores civis em alguns distritos e foi prescrita muita legislação, mas a 13 de Fevereiro aproveitando a revolta da Guarda Republicana (chamada de real pelos monárquicos) as forças republicanas dominaram a situação e reimplantam a República em todo o país.