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Le virtuel m'habite...
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A indústria -
25/11/2007, 19h13
Na transição da Monarquia para a República, a indústria portuguesa estava ainda muito atrasada em relação ao resto da Europa, embora se notasse já um surto industrial em alguns sectores como têxtil, tabacos, metalurgia. Mas a maior parte da actividade industrial era ainda feita de pequenas unidades de carácter artesanal.
Para além da indústria têxtil, entre 1910 e 1926, verificaram-se progressos, noutras indústrias como a de conservas de peixe, que com o vinho, a fruta e a cortiça, constituíam a base das exportações portuguesas. Quanto ao número de operários, era o sector têxtil, o que mais empregava. A indústria corticeira era a primeira na exportação. Seguiam-se as indústrias da cerâmica, vidro, tabacos e fósforos. Outras indústrias foram sendo implementadas, como a indústria química e a do cimento. As zonas mais industrializadas correspondiam às do Porto e Guimarães, Lisboa, Barreiro e Setúbal. Quanto às formas de energia utilizada dominava ainda a energia hidráulica, acompanhada dos motores de explosão.
As importações recaíam, essencialmente sobre o ferro, aço, maquinaria, carvão, algodão, têxteis de lã, óleos, automóveis e papel. O aumento da importação de matérias-primas viabilizou o incremento doutras indústrias e o aumento de investidores industriais. O Estado procurava obter receitas com os impostos à indústria em desenvolvimento. O caso que ganhou maior impacto foi o do tabaco, caso este que já se arrastava desde a monarquia. 70% do capital da Companhia de Tabacos de Portugal estava em mãos estrangeiras. Mas esta, desde finais do século XIX, pagava ao Estado anualmente 6.520 contos, situação que se manteve até 1923, sendo o valor real dos 6.520 contos vinte vezes inferior ao de 1906, apesar da produção das quatro fábricas ter sofrido um aumento extraordinário. A situação era insustentável para o Estado, que só em 1924, conseguiu uma inversão dos valores, a seu favor.
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