Os governos da República, implantada em 1910, levaram a cabo várias iniciativas com vista à melhoria das condições sociais e de assistência. Foram criados novos hospitais, sanatórios, dispensários para os tuberculosos, creches, asilos e maternidades (a primeira, em Coimbra, em 1911) e cozinhas económicas para fazer face à deficiente alimentação, que se agravara com a guerra.
Quanto ao alojamento, eram lamentáveis as condições de habitação dos operários. Embora conhecedores desta situação, os governos da I República quase nada fizeram no sentido de minorar este mal. Apenas durante o período sidonista surgiram iniciativas com o objectivo da criação de bairros operários, alguns dos quais já existiam devido, unicamente, à acção de entidades privadas. Mesmo ainda no tempo da monarquia, os movimentos associativos portugueses tinham já tradição. Os apoios de âmbito social difundiram-se no tempo da I República sob a forma de associações de socorros mútuos, cooperativas agrícolas e cooperativas de consumo, que substituíam, de alguma maneira, a pouca intervenção do Estado em situações de nítidas carências sociais.
As diversas medidas instituídas e as greves tiveram alguns efeitos, principalmente no que se refere ao horário e aos acidentes de trabalho, não se conseguindo, porém, muitas outras regalias que tanto se ambicionavam e por que tanto se lutara. Os trabalhadores e o patronato viveram quase sempre em permanente desentendimento e a agitação social foi a tónica durante o período da I República.