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A agricultura -
25/11/2007, 19h09
A agricultura manteve-se, durante a I República, a base da economia portuguesa, apesar de existir uma vasta área de território por cultivar (mais de 50%). Com o aumento demográfico acentuado, desde o último quartel do século XIX, há um incremento das arroteias, e da produção agrícola, mas insuficiente para evitar a miséria e a emigração de parte da população rural.
A base da exportação agrícola portuguesa, era o vinho, a cortiça e as frutas. O trigo, foi a causa de muitas das crises conjunturais, não só no âmbito económico, como sócio-político. A Lei dos Cereais de 1899, proteccionista , incentivou o aumento das áreas de cultivo do trigo, mas não evitou a compra de trigo exótico ao estrangeiro, nem resolveu completamente o abastecimento dos centro urbanos e o Ministério da Agricultura via-se a braços com crises de falta de trigo.
Com a I Grande Guerra, a situação piorou para a agricultura. Problemas internos e externos, obrigaram à redução da importação de trigo, chegando a fome a espreitar quase por toda a Europa. No entanto, de 1919 a 1923, verificou-se, uma significativa redução no preço do pão, o que ao tempo ficou conhecido por «pão político». O trigo era vendido, à indústria panificadora, a preços mais baixos do que aqueles por que tinha sido comprado. Mas esta medida, que provocou abusos e violentas reacções no Parlamento e conseguiu manter o pão a preço razoável, não resolveu a questão do trigo. Paralelamente ao cultivo dos cereais verificou-se um aumento das pastagens, da pecuária, da horticultura, fruticultura e oliveira. Também as plantações de árvores como o pinheiro, o sobreiro, o castanheiro, o azinho e a oliveira se desenvolveram e, até 1920, conheceu-se um maior aproveitamento da charneca, que posteriormente se estagnou e só foi retomado na década seguinte. Entretanto, várias foram as propostas que foram avançadas, por forma a minorar os problemas agrícolas, entre as quais se destaca o projecto de Basílio Teles, que se debruçava sobre a concessão de créditos e redução de impostos. Também, António Granjo apresentou um plano no sentido de reduzir o excessivo parcelamento da propriedade. Em 1925, Ezequiel de Campos, ministro da Agricultura, estruturou um projecto de reforma agrária onde, entre outras medidas, propunha a divisão da grande propriedade em parcelas, que seriam vendidas ou arrendadas. Mas o projecto não chegou a ser discutido no Parlamento, devido a uma nova mudança de governo e à oposição dos latifundiários.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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