A «ditadura» de Pimenta de Castro -
25/11/2007, 19h07
Perante as dificuldades do Governo e os protestos militares, o Presidente Manuel de Arriaga, nomeia a 1 de Janeiro de 1915, o general Pimenta de Castro, para presidente do Ministério. Este já fora ministro da Guerra no I Governo Constitucional, mas tivera de se demitir acusado de apoiar a revolta monárquica de 1911.
O novo governo foi assumido num período de grande confronto partidário, e tentou, com o assentimento do Presidente da República, Manuel de Arriaga, governar à margem dos partidos. Mas com o adiamento das eleições e o encerramento temporário do Congresso, o Governo de Pimenta de Castro começa a ser apelidado de ditatorial. Consegue congregar contra si todos os republicanos, enquanto os monárquicos se organizam, abrindo confrontos, sobretudo no norte do país.
A 14 de Maio a Marinha de Guerra revoltava-se contra o governo de Pimenta de Castro no que foi apoiada por numerosos civis. A resistência aos rebeldes foi feita pela Guarda Nacional Republicana e a polícia, porque os militares se tinham passado para o lado da marinha ou se recusavam a combater. A luta na rua, entre grupos rivais ainda se prolongou até ao dia 16, quando tudo acalmou. Pimenta de Castro foi preso, o Governo demitido e substituído por uma «Junta Constitucional» até às eleições.